terça-feira, 9 de setembro de 2025
ÊXTASES LASCÍVOS
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segunda-feira, 8 de setembro de 2025
NO MAR DO TEU CORPO
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domingo, 7 de setembro de 2025
NO LIMIAR DO DESEJO
com a urgência de quem atravessou a noite
sem outra direção além da tua presença.
O instante se rompe
quando nossos corpos finalmente se encontram.
Não há amanhã,
não há distância,
não há espaço para a hesitação.
Há uma força crescendo entre nós,
um impulso que nos arrasta
para além do pensamento
e faz a pele perder seus limites.
Tua respiração se altera,
a minha acompanha,
e o quarto inteiro parece estremecer
sob o peso desse encontro.
Fico junto de ti,
mergulhado no calor da proximidade,
demorando-me na vertigem,
na entrega,
na fome que não precisa de palavras.
A noite passa sem ser percebida.
As horas se desfazem ao redor,
enquanto permanecemos presos
a esse território secreto
onde o desejo se torna presença
e a presença, incêndio.
sábado, 6 de setembro de 2025
O GOZO MANSO
No lençol revolto em que me moro,
Te chamo - vício meu, chama acesa,
Te quero todo, sem pudor, sem demora,
Boca na boca, a pele indefesa.
Não te deixo dormir, não hoje, não agora,
É sede antiga em brasa represada,
É fome que na boca se devora
E volta a si em força desdobrada.
E quando o corpo em arco te procura,
O mundo cai, o tempo se desfaz,
Sou toda impulso, toda formosura,
E me derramo em ti, profunda e inteira,
Deixando em nós a mesma marca audaz -
O gozo manso de quem persevera.
sexta-feira, 5 de setembro de 2025
A POESIA É O REFÚGIO DAS ALMAS
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quinta-feira, 4 de setembro de 2025
TEU NOME NA MINHA PELE — DE BATOM VERMELHO
VERMELHO SOBRE MIM
Tu tiras o batom vermelho da bolsa
— e eu sei o que vem a seguir.
Tu chegas perto e desenhas devagar.
A primeira letra na minha clavícula
— quente, grossa, vermelha.
Eu sinto o traço arder na minha pele
como se o fogo tivesse nome.
A segunda letra desce entre os meus seios
e eu prendo a respiração.
A terceira já está na minha barriga
e eu tremo quando tu contornas o meu umbigo.
— "não te mexas", tu dizes
e eu fico imóvel — só o peito a subir e descer.
Tu escreves o teu nome por inteiro
— letra a letra, devagar, com a ponta do batom
e eu sinto cada traço como uma mordida
cada curva como uma promessa.
Quando acabas, tu afastas-te para ver
— e no espelho, eu vejo o teu nome
vermelho, brilhante, meu
escrito na minha pele como uma marca
como uma posse
como um poema que eu nunca vou lavar.
Tu aproximas a boca e beijas a última letra
— e o vermelho mancha os teus lábios.
Eu puxo-te para mim
e beijo-te com fome
e o teu nome mistura-se no nosso beijo
— batom, saliva, desejo.
Depois, tu deitas-me na cama
e eu ainda tenho o teu nome na pele
enquanto tu me comes devagar
como quem lê cada letra com a língua
e eu arco as costas
e grito o teu nome
— que já está em mim
dentro e fora
escrito e sentido
batom e carne.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
CONTRA A PAREDE — DE JOELHOS
PAREDE E SAL
Tu entras e já me empurras contra a parede
O gesso frio arde nas minhas costas
mas o teu corpo quente cola no meu
e eu esqueço onde começo e onde tu acabas.
Tu seguras meus pulsos acima da minha cabeça
e eu não resisto — não quero.
Tu rosas devagar a minha saia branca
e o ar gelado beija o meu centro já molhado.
— "implora", tu dizes
e a tua voz é um chicote de veludo
Eu começo baixo
— "por favor"
Tu apertas mais meus pulsos
— "mais alto"
Eu gemo o teu nome contra o teu pescoço
— "por favor, macho, me come"
Tu entras em mim com os dedos primeiro
devagar, fundo, cruel
e eu arranho a parede com as unhas
enquanto as minhas pernas tremem
e a minha boca não para de pedir.
— "assim", tu dizes
— "assim, minha fera"
E quando tu finalmente me tomas
— contra a parede, com os meus joelhos abertos
e o meu orgulho no chão —
eu já não imploro
eu grito
eu chamo
eu me entrego
porque implorar não é fraqueza
é a forma mais nua de te querer.
terça-feira, 2 de setembro de 2025
EU ARRANCO O TEU FÔLEGO
Desço o meu olhar pelo mapa do teu peito,
Traçando o contorno de um desejo sem lei.
Mergulho na febre que desfaz qualquer leito,
E arranco o teu fôlego que eu mesma roubei.
Não há freios na urgência desse eclipse,
Onde as forças colidem na borda do escuro.
A pele vibra na frequência do abismo,
Derrubando a solidez de qualquer muro.
Nossas sombras se enfrentam na arena do quarto,
Feitas de trégua, silêncio e arrepio.
Tu és o porto e o mar que eu devasto,
Preenchendo a corrente desse vento frio.
Há um magnetismo que puxa e que prende,
Uma descarga elétrica que avança latente.
A noite recua enquanto o sangue compreende
A fúria de pertencer ao mesmo presente.
Consumo a tua força como um verso proibido,
Selvagem, faminta, sem pressa de recuar.
Bebo da chama do teu corpo rendido,
Com um sorriso de quem sabe onde quer chegar.
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
AMARRADA À CADEIRA
CADEIRA E OLHAR
Tu entras com a corda na mão
e eu já sei que não vou sair daqui
— não até tu decidires.
Tu apontas para a cadeira
e eu sento—sem hesitar, sem perguntar.
Tu amarras os meus pulsos atrás das costas
e a corda roça a minha pele como um beijo roubado.
Tu amarras os meus tornozelos nas pernas da cadeira
e eu fico aberta, exposta, tua
— os meus joelhos a tremerem
o meu centro a arder
os meus olhos presos nos teus.
Tu afastas-te e olhas
— devagar, de cima a baixo.
E eu sinto cada centímetro do teu olhar
como se fossem dedos a percorrer-me.
— "olha", tu dizes, "olha o que eu faço contigo"
Tu aproximas-te e tocas-me onde mais arde
— com a ponta dos dedos, com a língua, com o teu hálito.
E eu não posso tocar-te de volta
não posso fechar as pernas
não posso fugir.
Só posso olhar
— e eu olho
vejo o teu sorriso de dona
vejo os teus olhos brilharem
vejo o teu corpo mover-se contra o meu
enquanto eu estou presa, nua, tua.
Tu entras em mim devagar
— e eu arco as costas contra a cadeira.
As cordas apertam os meus pulsos
e eu gemo o teu nome
não para pedir para soltar
mas para pedir que continues.
— "assim", tu dizes, "assim eu gosto de te ver"
— presa, aberta, a olhar
E quando o gozo vem
— e eu não posso segurar-te,
não posso fechar as pernas,
não posso desviar o olhar —
eu grito contra a corda
e tu sorris
porque sabes
que esta cadeira
vai ser o meu lugar favorito
sempre que tu quiseres mostrar
quem é que manda aqui.
domingo, 31 de agosto de 2025
APRENDENDO A VIVER
Aprendendo a viver com gratidão
Caminho que percorro com paixão
Nos altos e baixos da jornada, eu vou
Como um pássaro que livre voou.
Nas alegrias, encontro o meu sorriso
E nas tristezas, cresço, não desisto
Aprendendo a viver, sigo com juízo
No coração, algumas lacunas, conciso.
A cada dia, descubro o meu caminho
Na dor e no amor, teço meu destino
Simplesmente vivendo, sou aprendiz.
Na luz e na sombra, vou seguindo feliz
Compreender e viver, um dom divino
Na dança da vida, sou como peregrino.
sábado, 30 de agosto de 2025
sexta-feira, 29 de agosto de 2025
NO ESPELHO — A VER-ME SER COMIDA
ESPELHO MEU
Tu puxas-me para frente do espelho
e eu vejo-nos — tu atrás de mim, eu nua.
A saia branca já não cobre nada
e os meus olhos encontram os teus no reflexo.
— "olha", tu dizes, "olha como eu te como"
Tu abres as minhas pernas devagar
e eu vejo cada dedo teu a entrar em mim
Vejo a minha boca abrir-se
vejo os meus seios balançarem
vejo o teu quadril a pressionar o meu.
Eu não desvio o olhar — quero ver tudo
cada contração minha, cada movimento teu
o brilho da minha pele molhada
o teu sorriso de dono quando eu gemo.
— "gostas de te ver assim?", perguntas
e eu só consigo balançar a cabeça
porque as palavras fugiram
e o que sobra é o som molhado
da tua pele contra a minha
Tu aceleras e o espelho treme
Eu vejo o meu rosto desfazer-se em prazer
vejo as minhas mãos apertarem o batente
vejo o teu olhar fixo no meu
enquanto me comes de frente para o reflexo.
E quando eu venho
— e tu vês cada onda no espelho —
eu não fecho os olhos
quero ver-me gozar para ti
quero ver-te ver-me
porque essa imagem
vai ficar gravada em mim
mais fundo que qualquer beijo.
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
NO FUNDO DO ÂMAGO
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