Na sombra densa do crepúsculo,
as árvores sussurram segredos,
caminhos serpenteiam em penumbra,
ecoando passos já esquecidos.
Um corvo solitário risca o céu,
seus olhos, buracos de mistério,
carregam a noite em suas asas,
enquanto a lua se esconde atrás de nuvens pesadas.
O vento lamúria entre os túmulos,
o murmúrio de vozes perdidas,
histórias de amores não correspondidos,
de almas que dançam na escuridão.
Nas fachadas das antigas casas,
as janelas vigiam em silêncio,
reflexos de lembranças apagadas,
vida e morte entrelaçadas em um só fio.
Temor e beleza coexistem,
em cada canto, um suspiro,
as sombras contêm a verdade,
num labirinto de dor e serenidade.
Assim, a noite se veste de mistério,
os corações palpitam em compasso,
na sinfonia gótica do mundo,
a escuridão encontra seu espaço.
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