TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 8 de novembro de 2015

SOPRO QUE INVADE A PELE



No vento, o amor nos chama,  
sopro que invade a pele,  
arrepio que percorre,  
desejo que não se contém.  

Chama-nos a alma,  
na busca sem fim,  
onde cada olhar se despede das palavras  
e se transforma em vertigem.  

Fim que se apaga ao toque da chama,  
quando o corpo se abre em silêncio,  
o tempo se dissolve  
na urgência de estar presente.  

Chama que acende o desejo em mim,  
fogo que não se apaga,  
luz que nos envolve,  
eternidade que pulsa  
no instante da entrega. 




  Cléia Fialho

sábado, 7 de novembro de 2015

CONVITE AO DELÍRIO




Ardência incandescente fulgura,
no sopro da pele que arde,  
onde o silêncio se curva em desejo,  
e cada gesto é chama que se abre.  

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ESSE AMOR QUE ARDE



O beijo é uma chama que queima e convida,
um incêndio que corre na pele
e faz o corpo inteiro clamar por ti.

Teu toque é a brasa que incendeia meu peito,
uma luz que passeia por cada curva,
enquanto o desejo, agora, permeia o que somos.

Teu olhar me encanta e me desarma,
trazendo um suspiro que é quase uma canção,
uma vontade tão bruta que me assusta e me prende.

Não há mais espaço para o silêncio,
só para o ritmo dos nossos batimentos,
para esse amor que arde, que se entrega,
e que, enfim, se encontra na paz do abraço.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PERGAMINHO DE SEGREDOS




O corpo é metáfora,  
a pele, pergaminho de segredos.  
Cada palavra desliza como dedos,  
cada pausa é suspiro contido.  

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

UNIVERSO DE INTENSIDADE



Há um instante que se prolonga,  
um fio de ar entre dois corpos,  
onde a pele espera,  
mas o toque não chega.  

É promessa contida,  
é vertigem no limiar,  
um arrepio que nasce  
do que ainda não se cumpre.  

O toque suspenso é chama,  
não pela carícia,  
mas pelo silêncio que antecede,  
pelo vazio que se torna ardor.  

E nesse espaço invisível,  
o desejo se expande,  
fazendo do quase  
um universo de intensidade.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 3 de novembro de 2015

CONVITE AO MISTÉRIO




Há um segredo na penumbra,  
um sopro que não se nomeia,  
um olhar que se demora,  
como quem toca sem tocar.