No vento, o amor nos chama,
sopro que invade a pele,
arrepio que percorre,
desejo que não se contém.
Chama-nos a alma,
na busca sem fim,
onde cada olhar se despede das palavras
e se transforma em vertigem.
Fim que se apaga ao toque da chama,
quando o corpo se abre em silêncio,
o tempo se dissolve
na urgência de estar presente.
Chama que acende o desejo em mim,
fogo que não se apaga,
luz que nos envolve,
eternidade que pulsa
no instante da entrega.
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