TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 15 de julho de 2016

EM MINHA ESSÊNCIA



Nos murmúrios que o vento traz,
Sobre o que penso e falo,
Declaro, sem mais, sem paz,
Que não sou de ferro, nem de estalo.

Livre como o céu que arde,
Flutuo com força e alento,
Sou ventania que invade,
E arranca o medo do pensamento.

Mas sou também, em minha essência,
Cristal que brilha, frágil e sereno,
Que ao toque, perde a coerência,
E ao mesmo tempo, sustenta o terreno.

Sou ar que dança e se desfaz,
Às vezes leve, outras, forte e audaz,
Com conta, peso, e medida,
Mas sempre, na essência, vida.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A VIDA DE UM GAÚCHO


No campo vasto, onde o vento é rei
O gaucho vive com coragem e lei
Com seu cavalo e chapéu na mão
Enfrenta a vida com firme coração.

No pampa, a rotina é sempre igual
Cavalga ao amanhecer, sob céu de cristal
O mate em mãos, o churrasco a assar
Entre risos e histórias, o dia a passar.

À noite, ao redor da fogueira acesa
A guitarra canta, a alma é acesa
Contam-se causos, se brindam os amigos
A vida de gaucho é repleta de abrigos.

Com coragem enfrenta a tempestade
Na lenda e na história, deixa sua verdade
No campo, o gaucho é um ser imortal
Com coração livre, no campo nacional.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de julho de 2016

SOU TEMPESTADE, VENTO E BRISA



No compasso dos teus lábios quentes,
sou tempestade a se derramar,
em cada curva, um sonho latente,
na voragem de te explorar.
Meu corpo busca o teu sem limites,
feito onda que não sabe parar.

Em tuas mãos, me faço caminho,
rio que corre sem hesitar.
Nos teus braços, o mundo é pequeno,
e o desejo é céu a nos guiar.
Entre suspiros, sou vento e brisa,
no arrepio de te saciar.



Cléia Fialho

domingo, 10 de julho de 2016

SOU MELODIA QUE PULSA



Na trama dos teus olhos, me enredo,
sou fio de luz a deslizar no mar da tua alma.
Te encontro onde a noite silencia,
sou o sussurro que em teu peito acalma.

Nos teus dedos, sou a melodia que pulsa,
o verso perdido que em tua boca se faz.
Como sombra que te segue, sou rastro,
teu reflexo, onde o suor se desfaz.

Quando o vento me chama, sou viagem,
sou céu que se estende, leve e sereno.
E ao cruzar o limiar da nossa saudade,
hei de ser teus braços, o abrigo, o ameno.

Assim, na dança de teus sonhos e passos,
serei sempre o alento que o tempo desfaz,
pois no eco do que somos, eternos abraços,
te amarei, onde quer que o amor se faz.




  Cléia Fialho

sábado, 9 de julho de 2016

NA MINHA BOCA



Na minha boca,
O desejo ansioso desperta,
Instigando fantasias e segredos,
Provocando instintos que se liberta.

Cada beijo é uma chama ardente,
Que acende paixões adormecidas,
E na entrega total, o amor se sente,
Em cada toque, em cada mordida.

A ansia do desejo nos consome,
Desvendando prazeres desconhecidos,
E juntos, exploramos o que nos consome,

Nessa dança de corpos envolvidos.
Na minha boca, o desejo se revela,
E nos perdemos em uma paixão tão bela.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 8 de julho de 2016

NAVEGAR EM TEU MAR




Navegar em teu mar, ilhar-me em ti,
Descobrir em teus mares o meu abrigo,
No compasso de teus movimentos, fluir,
Em tua essência, encontrar o que me é antigo.

Tu és o oceano que chama meu navio,
Teus braços, porto seguro onde ancorar,
Nas ondas de prazer, perco-me e me desafio,
Em tua pele salgada, sinto-me a flutuar.

E nas ilhas que se formam em teu corpo,
Exploro cada enseada com devoção,
Descubro tesouros em cada recôndito porto,

Tu és meu mapa, minha bússola, minha direção,
Navegando em teu mar, em êxtase me desfaço,
Em ti, encontro meu refúgio, meu único espaço.




  Cléia Fialho