TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 27 de março de 2019

NO CALOR DO NOSSO AMOR



Na profundidade do teu olhar  
encontro um mundo de sensações,  
teus lábios tocam os meus  
e acendem chamas de paixões.  

Quando envolves-me em teus braços,  
sinto o tempo a evaporar,  
nossos corpos em harmonia,  
numa dança a nos embalar.  

Quisera eu, neste instante,  
no refúgio do nosso abrigo,  
fundir meu ser ao teu,  
e no calor do amor, estar contigo.  

Ver o primeiro raio da manhã  
enquanto o desejo se desfaz,  
adormecer em teus braços  
nos lençóis que o amor desfaz. 




  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de março de 2019

PRAZERES QUE A MENTE NÃO MEDE



Na penumbra do quarto, teu olhar me chama,
um fio de seda que corta a escuridão,
desafia a lógica, a razão, a calma,
e acende, lenta, a chama da paixão.

A luz é escassa, sobra apenas o toque,
o peso do silêncio, a respiração,
o som suave de um corpo que se desloca,
numa dança antiga, sem explicação.

Teus olhos brilham como brasas vivas,
consumindo o ar, o espaço, o tempo,
enlaçam-me em redes invisíveis,
num laço que prende, mas não o cimento.

Sinto o cheiro de pele quente e salgada,
o aroma doce de frutas maduras,
a promessa secreta e perigosa,
de prazeres que a mente não mede.

Meus dedos buscam a curva da cintura,
tremendo de frio, tremendo de fogo,
encontrando na carne o mapa exato
de um mundo onde só existimos nós dois.

A cama é um mar de lençóis revoltos,
onde afundamos, onde nos perdemos,
onde o tempo se dobra, se desfaz,
e os limites do eu se dissolvem.

Não há palavras, só gemidos baixos,
sussurros que a noite guarda pra si,
o ritmo acelerado do desejo,
que nos consome, que nos transfigura.

Cada toque é uma língua desconhecida,
cada beijo, um juramento profano,
unindo almas em carne e osso,
num ato sagrado e tão humano.

A escuridão não nos esconde, ao contrário,
ela nos revela nus, sem máscaras,
exibindo a verdade crua e bela
de quem se entrega, quem se transforma.

E quando o clímax rompe a barragem,
é como um trovão dentro do peito,
uma explosão de luz branca e cega,
que nos deixa, por um instante, eternos.

Na penumbra, resta o eco do toque,
o rastro de suor, a respiração,
teu olhar ainda me chama, agora
não pela carne, mas pela emoção.

Somos poeira estelar reunida,
num quarto pequeno, vasto universo,
onde o amor não precisa de nome,
nem de lei, nem de verso, nem verso.

Fica aqui, no breu que nos abraça,
onde o prazer é a única lei,
e o silêncio grita mais alto
que qualquer grito de liberdade.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 25 de março de 2019

NO MEL DOS SEUS LÁBIOS



Me embuzio no mel dos seus lábios
 me esvaeço na luminância do seu olhar
 sua doçura coriscá - relampeja - 
o meu viver seu fulgor mitigá
- ameniza - minha alma.

Teu carinho é brisa mansa
que repousa sobre mim,
feito luz que nunca cansa
de florir meu jardim.

No perfume do teu beijo
vou perdendo a direção,
e no fogo do desejo
bate forte o coração.

Teu afeto me ilumina,
feito sol ao amanhecer,
e em tua presença divina
renasce o meu viver.





  Cléia Fialho

domingo, 24 de março de 2019

SOB A LUZ DO DESEJO




Quero que chegue como uma brisa,  
Olhe em meus olhos e me envolva,  
Quero sentir teu perfume,  
Teu toque firme que me desperta,  
Desenhando em meu corpo trilhas de prazer.  

Quero um beijo que conte segredos,  
Molhado, apaixonado, sem pressa,  
Deixa-me enroscar em teu calor,  
Sentir tua respiração em meu ouvido,  
E os sussurros que nos envolvem.  

Embriagar-me-ei no amor que criamos,  
Pernas entrelaçadas no compasso do desejo,  
Lábios que se encontram, corpos em sinfonia,  
Dentro deste abrigo de quatro paredes,  
Onde apenas nós existimos, plenos, inteiros.  

Faça-me tua amante, tua cúmplice,  
Serei o que teu coração pedir,  
Ardente, atrevida, selvagem, insaciável,  
Mas também, quando quiseres,  
Dengosa, calma, amorosa, amiga.  

Vem para mim, realizar nossos sonhos,  
Onde o amor e desejo se entrelaçam,  
E juntos, criamos um universo,  
Só nosso, sem interrupções,  
Doce, selvagem, eterno.  




  Cléia Fialho

sábado, 23 de março de 2019

OLHARES PROFUNDOS



Olhares super profundos
Sintonia muito íntima
Ardor bem crescente.

Silêncios que se tocam,
respirações que se reconhecem,
o tempo desacelera
no intervalo entre dois corpos.

A proximidade incendeia suave,
não queima — provoca.
É desejo em estado de espera,
latejando na promessa do toque,
na entrega que se anuncia
sem jamais precisar dizer.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 22 de março de 2019