TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 1 de abril de 2019

SEM VERGONHA



Sou mulher sem vergonha
 que ama ... que sonha ...
 não me abate o sentimento penoso
 por ter cometido um ato gostoso
 não fico corada, sou assanhada
 me apetece o indecoroso
 prazer pecaminoso
 provoca indignação?

 Mas sacia meu tesão
 é uma vergonha!

 Rubor das faces causado pelo pejo
 mas o que importa é o desejo
 e nada de timidez
 acanhamento tenho em escassez
 sem pudor... nem temor
 entrego-me ao amor...




  Cléia Fialho

domingo, 31 de março de 2019

DANÇA DESCOMPASSADA





Dança do ventre excitante
lábios batom rubro e adocicado
corpo com seiva umectante
no ar bálsamo de pecado.


sábado, 30 de março de 2019

INSTINTO DECIFRADOR




A minha volúpia é que vai te guiar
 Onde as suas mãos devem tocar...
A minha lascívia vai te conduzir

sexta-feira, 29 de março de 2019

A SUA PRESENÇA



Eu era como folha
perdida em meio ao temporal
e a sua presença amo
tornou-se sol a me iluminar

Eu era perdida
um barco à deriva
e a sua presença amor
colorido arco-íris
em terra meus pés pôs a firmar

Eu era cega
noite sem luar
e a sua presença amor
acendeu os brilho das estrelas
e eu pude enxergar

Eu era intranquila
vivia no engano
e a sua presença amor
trouxe-me verdade
e a paixão para eu vivenciar.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 27 de março de 2019

NO CALOR DO NOSSO AMOR



Na profundidade do teu olhar  
encontro um mundo de sensações,  
teus lábios tocam os meus  
e acendem chamas de paixões.  

Quando envolves-me em teus braços,  
sinto o tempo a evaporar,  
nossos corpos em harmonia,  
numa dança a nos embalar.  

Quisera eu, neste instante,  
no refúgio do nosso abrigo,  
fundir meu ser ao teu,  
e no calor do amor, estar contigo.  

Ver o primeiro raio da manhã  
enquanto o desejo se desfaz,  
adormecer em teus braços  
nos lençóis que o amor desfaz. 




  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de março de 2019

PRAZERES QUE A MENTE NÃO MEDE



Na penumbra do quarto, teu olhar me chama,
um fio de seda que corta a escuridão,
desafia a lógica, a razão, a calma,
e acende, lenta, a chama da paixão.

A luz é escassa, sobra apenas o toque,
o peso do silêncio, a respiração,
o som suave de um corpo que se desloca,
numa dança antiga, sem explicação.

Teus olhos brilham como brasas vivas,
consumindo o ar, o espaço, o tempo,
enlaçam-me em redes invisíveis,
num laço que prende, mas não o cimento.

Sinto o cheiro de pele quente e salgada,
o aroma doce de frutas maduras,
a promessa secreta e perigosa,
de prazeres que a mente não mede.

Meus dedos buscam a curva da cintura,
tremendo de frio, tremendo de fogo,
encontrando na carne o mapa exato
de um mundo onde só existimos nós dois.

A cama é um mar de lençóis revoltos,
onde afundamos, onde nos perdemos,
onde o tempo se dobra, se desfaz,
e os limites do eu se dissolvem.

Não há palavras, só gemidos baixos,
sussurros que a noite guarda pra si,
o ritmo acelerado do desejo,
que nos consome, que nos transfigura.

Cada toque é uma língua desconhecida,
cada beijo, um juramento profano,
unindo almas em carne e osso,
num ato sagrado e tão humano.

A escuridão não nos esconde, ao contrário,
ela nos revela nus, sem máscaras,
exibindo a verdade crua e bela
de quem se entrega, quem se transforma.

E quando o clímax rompe a barragem,
é como um trovão dentro do peito,
uma explosão de luz branca e cega,
que nos deixa, por um instante, eternos.

Na penumbra, resta o eco do toque,
o rastro de suor, a respiração,
teu olhar ainda me chama, agora
não pela carne, mas pela emoção.

Somos poeira estelar reunida,
num quarto pequeno, vasto universo,
onde o amor não precisa de nome,
nem de lei, nem de verso, nem verso.

Fica aqui, no breu que nos abraça,
onde o prazer é a única lei,
e o silêncio grita mais alto
que qualquer grito de liberdade.




  Cléia Fialho