TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 10 de maio de 2023

POESIA DE ARDOR



Verta da veia sangüinea, a paixão desperta
Alertas em tuas pupilas, a chama que acerta
Corações em calor, emaranhados sem pudor
Ao amor, almas rendidas, num doce torpor


No cremor, somos versos, poesia de ardor.





  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

segunda-feira, 8 de maio de 2023

COSTURA POÉTICA DO DESEJO!



Ler-te é adentrar no limiar do prazer,
É sentir a alma no transe do desejo!
Poetisa que faz o corpo transcender,
Que deixa a boca sequiosa do teu beijo!
 
Poetisa...minha imaginação faz amor contigo!
Pelo teu corpo de jasmim ávido resvalo....
Minha língua está agora abaixo do teu umbigo...
Tua boca está abocanhando meu falo!
 
Ah! Poetisa dos versos carnais!
Vontade louca de amar você,
Arrancar doces gemidos e lúbricos ais,
Em espasmos selvagens escorrer!
 
Sei que tua imaginação aflorada
Consegue saber como está a minha
Minha pele morena desnudada
Pela tua branca pele caminha.


Então, venha poeta... e sinta-se a vontade,
Eu quero apresentar-te o meu regalo,
Vou subverter-te a minha bondage,
Serpenteando toda extensão do seu falo.
 
Vou te açoitar indomável em minhas ancas,
Cavalgaremos por álamos convexos,
Revelar-te-ei como uma gaúcha potranca,
Faz 'deep throat' pondo-te perplexo.
 
Ah! Nobre poeta de sutis ousadias,
Quero deliciar-me em seus gorjeios,
Faça-me sua fêmea, com poesias vadias,
Arrebata-me os sentidos e devaneios.
 
Seus versos sedutores e matizados
Seduziu com lubricidade a minha fenda,
Sinto que meu corpo com seu gozo entornado,
Está a desejar mais dessa sua oferenda.


Minha boca chupa, lambe , espreme
Tua flor rosada e depiladinha
A língua vibra leve e langue geme
Bebo todo mel da tua bucetinha.
 
Depois lhe dou a negra e tesa adaga
Tua boca chupa tão gostoso
Tuas mãos suave ela afaga
Em tua boca entorno o gozo.


O teu sexo no meu se aninha,
Minha pele branca com a tua morena,
Ziguezagueando até a coninha,
Meu favo todinho a tua boca drena.
 
Minha língua passeia em tua glande,
Tu te contorces, gemendo a fremir,
A minha boca te suga e lambe,
Enquanto tua seiva se faz exprimir.
 
Mistura gostosa de café com leite,
Corpo sobre o meu a brincar,
Brinquedos eróticos, mero afeite,
Fluxo deslizante, deflúvio gozar.




  Cléia Fialho & BARBOSAMARCO

domingo, 7 de maio de 2023

ÓRBITA DE DÚVIDAS



Abri os olhos
da mente para o além
Onde o visível
e invisível se abraçam

Órbita de dúvidas
que me abstém
Além da gravidade
ficções se traçam.

No silêncio do cosmos interior,
sou centelha e caminho,
Pensamento em estado de flor,
tempo suspenso, desalinho.

Entre o que sou
e o que ainda serei,
desvenda-se um portal secreto:
o mistério vivo que habitei.

E assim, sem nome ou fronteira,
sigo em lúcida vertigem,
pois pensar é a mais bela maneira
de tocar o eterno
sem perder a origem.





  Cléia Fialho

sábado, 6 de maio de 2023

MISTÉRIOS E LUZ



As estrelas cintilam, 
centelhas de mistério e luz
Segredos ancestrais 
sussurrados pelo 
espaço profundo
Ecoam em meu ser, 
despertam anseios de saber
Enquanto os rios da eternidade 
fluem sem fim algum.

No silêncio que pulsa
entre o tempo e o infinito,
me faço poeira de sonhos,
viajante do indizível.

Constelações desenham
mapas no céu da alma,
e cada luz distante
é um chamado antigo
a lembrar quem fui
antes do nome,
antes do medo.

Sou feita do mesmo sopro
que move galáxias e marés,
e ao tocar o eterno
— ainda que por um instante —
compreendo:
o mistério não pede resposta,
apenas entrega.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 5 de maio de 2023

VENCI OS EMBARAÇOS




Estava em desatino com o destino
Pela vida caminhando, envolvida
Entre lágrimas e risadas indevidas
Em cada passo, sentia nós e laços

Mas em retraços, venci os embaraços.




  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

quinta-feira, 4 de maio de 2023

PRAZER EM VERSOS



Traz teus versos mais ardentes
Tua inspiração mais aflorada
Mistura nos meus incandescentes
Ébrios de poesia sob a lua prateada
 M

Entrego-te as minhas poesias
Boemias mescladas com as suas
Viço transcritos em ousadias
Dádiva de mente e pele nuas
 CF

Recebo jubiloso com incontida avidez
Teus versos despidos de pejo
Rabisco os meus em tua ávida nudez
Rebuscados num colar de beijo
 M

Entre nós se desfez as estremas
Senti suas mãos em minha ilharga
Desejo saborear os seus floemas
Licor agridoce, que seduz, embriaga
 CF

Os versos nos unem e o desejo pune
Pela distância que nos separa
Mas o poema fortemente une
Como se lhe tocasse com tesa vara
M

A distância nos impede por ora
Uni e puni nesse doce absinto
O tesão vigora vem e aflora
Imaginando, eu quase te sinto
CF

O teu sentir me faz vibrar
A fantasia se faz intensa
Faz a boca salivar
E a vontade mais propensa
M

Sinta-me nas entrelinhas
Saboreie o meu manjar
Una sua gala com a minha
Nesse reentrante gozar
CF

Um calor... um tesão latejado
Parece que inalo tua feminilidade
Tua ilharga branca invado
Corcel negro em tesa virilidade
M

Em uma flama de latejos
Ardentes trocas de carícias
Na supremacia dos desejos
Dei a ti as minhas primícias
CF

Em suas entrelinhas me alinho
Me aconchego nos teus desvãos
Sinta meu ardoroso carinho
Nesses versos à quatro mãos!
M




  Cléia Fialho & Barbozamarco