segunda-feira, 18 de maio de 2015
QUARTO ABERTO
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domingo, 17 de maio de 2015
AQUI MORA O DEVORAR
O sussurro do vento não é doce,
é o teu hálito quente no meu pescoço,
a língua deslizando onde a pele se eriça,
transporta anseios que a carne engrandece,
— a alma é coisa que se perde
quando os dedos apertam e o ventre se abre.
Na tormenta é que o amor se tece,
no bater desenfreado,
no embate que soa como trovão baixo,
na cama que range e não se queixa.
A suavidade fiel de um toque implorado
Não imploro — Exijo.
Puxo o teu cabelo para mais perto,
guio a tua boca para o centro da tempestade,
e o toque deixa de ser suave
para ser possessão.
Em cada silêncio — o eco
é o gemido preso na garganta,
é o som úmido da língua,
é o estalo da pele que cede
e celebra a ferida do prazer.
Por entre as paredes,
o prazer faz morada.
O que habita aqui é o fogo,
é o corpo debruçado,
é o travesseiro mordido,
é o suor escorrendo
nas costas arqueadas,
é o cheiro de nós dois
impregnado no ar
e em cada fenda.
Aqui mora o devorar.
sábado, 16 de maio de 2015
PERFUME DO TROVÃO
Tua presença é um perfume que me guia
pelas sombras que a noite desenhou
não com traços leves,
mas com mãos que puxam cabelos,
com unhas que arranham o tempo
até ele parar.
A noite nos engoliu,
Fomos nós que a desenhamos
com pernas entrelaçadas,
com bocas que inventam
línguas novas.
Cada gesto teu é a luz que me encontrou
nua no próprio desejo,
aberta como a noite é aberta
para o que arde e não pede licença.
Tu achas-me em cada curva,
em cada dobra onde a respiração falha,
onde o ventre se ergue implorando.
Teu cheiro impregna os lençóis
e eu enrolo-me no que resta de nós,
no suor, no rastro,
na marca que a tua língua deixou
onde eu mais me arqueio.
Aqui não há guia.
Aqui há só a voragem
do corpo que me busca
e me acha
e não solta.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
ABISMO DE CARNE E FOGO
Meus poros exalam o suor de uma entrega sem freios,
Sacrifício profano aos deuses do prazer febril.
Quando teus lábios tocam a minha pele em chamas,
O ar se torna denso, consumindo toda a razão.
Não há astros na penumbra que nos abriga,
Apenas a gravidade do teu corpo contra o meu.
Um compasso frenético de arquejos e atrito,
Onde a carne dita o ritmo da nossa rendição.
Cada toque é uma escrita profunda e visceral,
Cicatriz de volúpia que marca a alma nua.
O universo se encolhe no espaço das respirações,
Entre o contato insaciável e o desejo sem fim.
Sou maré alta, desastre iminente e desejo,
Entregue à tua posse enquanto a noite implora,
Por mais um gole de insanidade, pele e brasas,
Neste delírio ardente onde nos fazemos um.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
CORPOS EM CHAMAS
Sinto-me tomada pelo fogo,
teu calor invade minha pele,
um rio de desejo escorre lento,
ardendo em cada curva, em cada dobra.
Teus coxas nuas são relâmpagos,
rasgam o silêncio da noite,
deslizam como lâminas quentes,
abrindo caminhos de vertigem.
O suor se mistura ao prazer,
um perfume selvagem nos envolve,
a carne pulsa em ritmo feroz,
explodindo em ondas de delírio.
Não há fronteiras, não há limites,
apenas o choque dos corpos,
a dança crua da luxúria,
um universo inteiro em combustão.
E quando o ápice nos consome,
resta apenas o eco da chama,
um brilho eterno gravado na pele,
um segredo ardente que nunca se apaga.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
FOGO EM SILÊNCIO
Sinto-me acesa,
quando te aproximas sem defesa
e teu corpo entra no meu espaço
como uma maré que sabe o caminho.
Teus gestos deslizam com suavidade cruel,
e cada toque faz meu sangue cantar mais alto.
Teu calor me percorre inteiro,
como se a pele aprendesse de novo
a língua funda do desejo.
Quando entrelaças tuas pernas em abrigo,
meu corpo se curva ao teu ritmo,
se perde na força lenta da tua presença,
e encontra nesse encontro
uma verdade que arde sem se explicar.
Tu desces por mim como promessa viva,
e minhas coxas nuas respondem,
entregues à vertigem do instante,
à fome doce da tua aproximação,
ao incêndio secreto que só nós conhecemos.
terça-feira, 12 de maio de 2015
CORPO ENTRELAÇADO
Sinto-me tomada por um fogo voraz,
Quando entrelaças tuas pernas, forte abrigo,
Desces pelo meu corpo como onda de desejo,
Teus coxas nuas revelam a mais pura verdade.
Cada toque teu é um terremoto que me consome,
Pele contra pele, um convite sem retorno,
Os suspiros se fazem gritos abafados,
No labirinto dos nossos corpos entrelaçados.
A pressão dos teus braços me prende em êxtase,
O calor da tua pele incendia minha alma,
Movimentos lentos, intensos, quase sagrados,
Desvendamos segredos guardados no silêncio.
A respiração se quebra em ritmo acelerado,
Somos entregues a essa dança sem fim,
No toque, no beijo, na fome que nos consome,
Somos fogo e chama, desejo e pele fundidos.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
EXCITAÇÃO PROFUNDA
Sinto-me viva,
quando teus dedos dançam no meu corpo,
um toque que percorre,
suave,
como um rio que encontra seu destino.
Em teus braços,
encontro meu refúgio,
um santuário de desejo e paixão,
onde tua pele se torna extensão da minha,
e o calor nos une em um só.
Teus lábios traçam caminhos secretos,
desvendam segredos,
acendem chamas,
e a química entre nós se intensifica,
como estrelas que brilham em um céu noturno.
Corpos entrelaçados em ritmo perfeito,
uma dança silenciosa e poderosa,
onde cada toque é um verso sem palavras,
uma sinfonia de sensações e suspiros.
A noite se torna nossa cúmplice,
testemunha silenciosa de nosso enlace,
e juntos, navegamos pelo oceano do desejo,
perdidos na profundidade de nosso amor.
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