TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

— A PELE NA PELE —



O olhar encontra o papel,
e o que era traço vira febre.
Meus dedos, impacientes,
desabotoam o silêncio da roupa
enquanto a mente, em transe,
toca o que a mão ainda não alcança.

Sinto o peso da ausência
entre o meu corpo e o vazio do sofá.
A embriaguez — 
não do álcool, mas do desejo —
me faz fantasiar o encontro:
— a pele na pele —
a curva do rosto onde perco o prumo,
o gosto de ti, que invento no ar.

O lápis escorrega,
o real se mistura ao delírio.
Limão e álcool pairam no ambiente,
trazendo-me de volta ao exercício:
só te possuo na ponta do grafite.

Contorno o papel,
esculpo tua boca em um suspiro,
busco tua forma na tela estática.
Tua pele, que imagino, não tem toque;
teu nome, que sussurro, não tem resposta.
Estou aqui, desenhando um abismo
que meu querer chama de você.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

TEU OLHAR É LUZ QUE ACALMA



Teu olhar é luz que acalma,
Que me guia com tanto ardor,
Em teus braços, a minha alma,
Encontra a paz, o doce amor.

Encontra a paz, o doce amor,
Em teus braços, a minha alma,
Que me guia com tanto ardor,
Teu olhar é luz que acalma.

Teu sorriso é meu abrigo,
Nos teus beijos, meu refúgio,
Com você, tudo é antigo,
E ao teu lado, eu sou puro.

E ao teu lado, eu sou puro,
Com você, tudo é antigo,
Nos teus beijos, meu refúgio,
Teu sorriso é meu abrigo.

Teu olhar é luz que acalma.




  Cléia Fialho

O Experimental Vaivém Nunix
é uma criação do Poeta Christiano Nunes

domingo, 20 de dezembro de 2015

ENTRE O SILÊNCIO E O DESEJO



O ar pesado, o toque que não pede licença,
Teus dedos percorrem o mapa da minha pele,
Um sussurro rouco, uma breve sentença,
Que faz com que a razão, enfim, se rebele.

Sinto o teu pulso acelerando o meu,
A sombra do desejo desenhada no quarto,
O teu corpo buscando o que sempre foi teu,
Neste jogo ardente, onde o sentir é farto.
CF


Tua respiração, melodia que me consome,
O perfume que inundo e que me traz o caos,
Não preciso de preces, nem de nome,
Apenas da entrega onde os sentidos são maus.

Tua curva convida, teu fogo incendeia,
Eu sou o náufrago em tua correnteza,
Nesta dança onde o medo logo se arreia,
E a carne revela a sua inteira crueza.
DRM


Tua entrega é a chave, meu corpo, a porta,
Onde a lua testemunha o nosso delírio,
A nudez da alma, que pouco se importa,
Com o tempo ou o mundo, ou qualquer martírio.
CF


Somos o encontro, o choque, o abismo,
Onde o prazer se faz língua e se escreve,
No ápice desse eterno mecanismo,
Onde a carne pesada se torna leve.
DRM




  Cléia Fialho & Don Juan DeMarco

sábado, 19 de dezembro de 2015

O RUMO DO TEU ENCANTO




Meu vulto, tal chama, anseio intenso,
Incendeia, instiga este querer,
Ao contato, vibra o imenso
Sentimento de enfim pertencer.

Contigo, encontro a própria vida,
Num rastro, a vontade se faz,
Ardente busca, nunca esquecida,
Pois tu me trouxeste a audaz.

Teu lábio, porto que me acolhe,
Onde me extravio, torno-me seu,
A essência que o destino escolhe,
Transformando o que jamais morreu.

Prazer latente, parte da alma,
Seguindo o rumo do teu encanto,
Um abraço quente que embala,
Neste instante de amor, tanto.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

VERTIGEM QUE DOMINA



Teu corpo, meu ardente anseio,
Ao menor contato, noto o ardor,
Entre abraços, encontro o meio
De fundir-me à tua febre, ao torpor.

Teu semblante é o meu guia,
O beijo, algema de afeição,
Contigo, viro pura luz do dia,
Chama viva em combustão.

Na pele que vibra, o encanto,
Vertigem que domina o olhar,
Sinto o mundo em breve espanto,
Diante da imensidão de te amar.

A alma transborda, enfim serena,
Nesta dança de entrega e raiz,
Retirando qualquer mágoa pequena,
Fazendo-me, em ti, sempre feliz.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

PAIXÃO QUE CONSOME A CARNE



Teu corpo a me chamar,
Agora é pura tentação,
Lábios prontos para dominar,
Incendeia minha pulsação.

Braseiro que queima sem dó,
Intenso, bruto, sem freio,
Toca cada centímetro só,
Deste suado e voraz meio.

Desejo espalhado no vento,
Pelo gozo, pela profundeza,
Sinto o teu alento,
Selando nossa estranha nudez.

Paixão que consome a carne,
Perdido, mudo, enlouquecido,
Braços que me tornam o arne,
Deste ato tão proibido.




  Cléia Fialho

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

ENCANTO QUE DOMA E SEDUZ



Teu olhar me incita a sonhar,
Hora de voraz ardência,
Pele a me convocar,
Em pura e crua urgência.

Encanto que doma e seduz,
Num carinho luxurioso,
Vibração que produz
Um efeito viciante, gostoso.

Nessa entrega tão profunda,
Do sussurro que só nós sabemos,
A luxúria que inunda
Os instintos que vivemos.

Saboreio esse raro momento,
Vontade sem qualquer freio,
Arrebatamento em movimento,
Onde, enfim, te incendeio.




  Cléia Fialho