TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sábado, 10 de novembro de 2018

INSTINTO ANIMAL



Pensando em você neste momento
 meu corpo se contraiu e ao fechar os olhos
 fiquei nos imaginando nus...

 Eu deslizando paulatinamente
 e cromatizando o seu mento
 com minha fusão vulcânica...

 Subindo mais na escalada
 para impregnar o perfume saboroso
 do meu viço delicioso
 em seu sopro de folego
 e saciando seu instinto animal...




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

EU PODERIA TE TOCAR...



Amo-te por todas
e por cada uma em particular
das palavras escritas no teu poetar.

És maravilhoso amor
queria eu ter o poder
de fechar meus olhos e ao abri-los
estar ai juntinho à ti.

Queria eu ter asas
como as borboletas
e voar não importando a distância
e pousar delicadamente em seu ombro.

Assim de alguma maneira
eu poderia te tocar
queria eu poder ser sua realmente
e fazer de cada poesia
a nossa realidade.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

ANJO ÉS...




 A-njo não conheço você direito
 N-em sei seu nome ao certo
 J-á digo de modo suspeito
 O- meu coração está aberto!

 É- seu... entre...
 S-inta-se à vontade...




  Cléia Fialho

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

LÁBIOS QUENTES



Lábios quentes,
Silêncio e olhares,
Paixão em chamas.

Respiração suspensa
no intervalo do toque,
onde o tempo hesita
antes de se render.

Teus dedos traçam caminhos
na pele arrepiada,
e cada gesto teu
acende um verso no meu corpo.

Entre sombras e sussurros,
a noite aprende nosso ritmo,
ardemos sem pressa —
fogo que dança,
fogo que envolve,
fogo que ama. 




  Cléia Fialho

terça-feira, 6 de novembro de 2018

SABOR SUBLIMINAR




Sabe-se, no toque que antecede o gesto,
seiva quente escorrendo em promessa,
sabor subliminar na curva do tempo,
onde o desejo aprende a ser pressa lenta.

Sensualidade salta no ar suspenso,
só suspirar já desnuda a intenção,
entre lábios que calam e dizem tudo,
há um tremor manso, quase oração.

Seiva, sublime substância do encontro,
serenamente invade a pele desperta,
desenha caminhos no corpo atento,
como quem escreve sem jamais usar letras.

Sacia, enfim, supostos segredos sedentos,
esses que ardem no escuro do sentir,
e no silêncio que pulsa entre dois corpos
o prazer aprende a existir sem se exibir.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

NÉCTAR SABOROSO



Aferrolhada e enrabada no desejo
Açoitada num alvoroço selvagem
Sobre e sob a pele o despejo
A silhueta é a minha camuflagem!

Encurralada, sou loba uivante
Me ataca, me abate, me aprisiona
Me cingi neste cio delirante
Minha vulva teu cacete fricciona!

Lobo mal, só quer me penetrar
Rasgando minha pele com arranhadura
Á procura entre minha coxas enfiar
O pau rigo, teso, sádica tortura!

Vem gostoso, bebe meu gozo
Vou às alturas lá por trás
Líquido tórrido, néctar saboroso
Substância tesuda que me apraz!




  Cléia Fialho

domingo, 4 de novembro de 2018

SENSUAL SEIVA



Sensual seiva
escorre lenta no tempo do toque,
não se vê —
sente-se.

Seduzindo suavemente,
ela percorre a pele da espera,
desenha caminhos invisíveis
onde o desejo aprende a respirar.

Sussurra segredos
entre lábios entreabertos de silêncio,
promessas quentes,
ditas sem voz,
apenas com arrepio.

Saborosos, simplesmente,
os instantes se dissolvem na boca do querer,
como fruto maduro
que se oferece sem pressa.

Seiva, suave sinfonia, sugestiva,
vibra em notas lentas,
afinando sentidos,
esticando suspiros
até o limite do sonho.

Satisfaz sentidos, sonhos sensitivos,
porque não invade —
envolve.
Não exige —
convida.

E no espaço tênue
entre o toque e a entrega,
a seiva pulsa,
etérea e ardente,
fazendo do corpo
um verso em estado de desejo.




  Cléia Fialho

sábado, 3 de novembro de 2018

PALAVRAS EM BEIJOS




Seus lábios doces
néctar em suave toque
Palavras em beijos...
Cuidado!
Não me provoque!

Teu olhar acende
brasas sobre meu corpo
E a pele treme...
Devagar,
teu desejo eu absorvo.

Mãos em desalinho
desenhando tentação
No calor da noite,
meu suspiro
busca tua sedução.

Tua voz me envolve
feito vinho em minha boca
E em cada arrepio,
minha alma
silenciosamente te toca.





  Cléia Fialho