TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 8 de abril de 2020

UMA POSIÇÃO QUALQUER



Põe mais brasa na fogueira
 Sim, sou mulher decidida
 Ateia fogo em minha lareira
 E apenas com uma lambida.

Te causo alvoroço e arrepios
 Meu gostoso felino vadio
 Faça-me a sua mulher
 E seja o meu homem.

 Em uma posição qualquer
 Mete a vara e me come
 Estou pronta para consumo

 Do jeito que você gosta
 Eu monto, então aprumo
 Seu falo em minha encosta!




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta J R

O que eu gosto você sabe
e eu também quero saber
meu amor você invade
logo depois quer correr
vou saber o que você gosta
no dia que for me ter!

 GRATIDÃO 

terça-feira, 7 de abril de 2020

TOCA-ME



Sussurro:
“toca-me com seus dedos”
desperta-me
loucos espasmos

faça-me seu
bendito brinquedo
e a minha boca
retém seu orgasmo.

E o silêncio arde entre nós,
feito chama que não se apaga,
um tremor que escorre lento
pela pele que se entrega.

Teu olhar me desmancha
sem pressa, sem defesa,
e eu me perco nesse instante
de inteira delicadeza.

Corpos em linguagem única,
sem mapas, sem direção,
apenas esse fogo manso
pulando o chão do coração.

E quando tudo se cala,
fica ainda o mesmo desejo:
teu nome preso na boca,
virando eterno lampejo.





  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta J R

 Eu fico sim aos seus pés
 pois é o que quero agora
 mulher que se acha mandona
 meto a vara e mando embora
 pode voltar daqui apouco
 que eu te quero a toda hora!

 GRATIDÃO
Se mandar-me ir embora
 eu saio porta à fora
 e nunca mais volto
 pego e me solto
 vou cair em outros braços
 procurar outro alguém
 que se amarre em meus laços.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de abril de 2020

DELÍCIA DE MULHER



Minha vulva molhada
 em sua boca vai sentir
 e beber minha gozada
 até admitir...
 que sou eu a fêmea
 que te dá prazer.

 Sou sua alma gêmea
 te faço reviver
 cada dia um pouco
 vou te deixando mais louco.

 De amor e de tesão
 sendo a única solução
 meter em mim gostoso.

 Até o gozo delicioso
 inundar minhas entranhas
 gemendo faço manha,

 Peço que vá mais forte, você diz:
 "Se comporte...
 vou fazer como quiser
 minha putinha safada,
 delícia de mulher!"




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta J R

 Quanto mais safadinha for
 minha menina gostosa
 você é uma delicia
 me deixa de pau na mão
 batendo uma punheta
 gozando aqui no chão
 imagino a tua buceta
 nessa calcinha azul
 nem que seja de cometa
 prometo que vou pro sul
 comer essa gauchinha
 que me deixa com tesão
 depois vou comemorar
 com churrasco e chimarrão.
 GRATIDÃO 
 Barbaridade tchê louco!
 Assim aos poucos
 tu vai me ganhando
 estou me assanhando
 tal chinoca no cio
 me farei de churrasco
 para então tu comer
 e a erva do chimarrão
 para em minha fonte beber!




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta J R

 Vou beber na tua fonte
 o doce mel do teu gozo
 gozar de tanto comer
 esse churrasco gostoso
 feito de carne mijada
 por entre as pernas encontrada
 onde coloco gostoso
 meu espeto minha vara
 pra matar a tua tara
 eu vou comê-la de novo.

 GRATIDÃO 
 Minha bucetinha bagual
 não há outra igual!
 sou gauchinha e china
 que à ti já domina
 prova maior disso é
 estar aqui aos meus pés!





  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta J R

 Quando eu pego eu não solto
 meu harém ficou melhor
 você chegou arrasando
 minha pica foi pegando
 e dizendo é só minha
 quero ser sua rainha
 e pra isso foi provando
 te levei lá pro porão
 você não se amedrontou
 foi logo se ajoelhando
 e a minha pica chupou
 de um jeito tão gostoso
 que jamais vou esquecer
 agora vou lhe comer
 você já foi se ajeitando
 meti a rola gostoso
 e entre tantos gemidos
 o seu gozo fui tirando.

 GRATIDÃO 

domingo, 5 de abril de 2020

INEBRIANTE PRAZER




Sexo doce e animal
um prazer sem igual
sem regras sem medidas
nas entradas e saídas

arfantes, ofegantes
murmurantes, arquejantes
mãos, linguas
bocas vão tocanco

explorada vou explorando
caçadora é caçada
dominadora é dominada
combates sensuais,

tramas e enredos consensuais
inebriante prazer...
só tenho com você.




  Cléia Fialho

sábado, 4 de abril de 2020

MAIS DESVAIRADOS



É no meu jardim
um ambiente sagaz
Onde depositas 
teus beijos molhados

E o nosso apetite 
que é nada fugaz
Só nos deixa 
mais desvairados.

Teu corpo me chama
num gesto voraz
E em teus olhos arde
calor delirante.

A pele desliza
em ritmo audaz
Enquanto o desejo
nos faz cintilantes.

No perfume da noite
teu toque me traz
A febre mais doce
de amantes errantes

E em lençóis de sonho
num fogo capaz
Perdemos o rumo
em instantes vibrantes.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 3 de abril de 2020

O DESEJO NOS CONSOME



Teus olhos, chamas ardentes, a me queimar
Em teu corpo, curvas suaves a deslizar.
No toque, a paixão cresce sem cessar
Corpos se encontram, em doce naufragar.
 
Teu sussurro no meu ouvido, me faz delirar
A pele em pele, num abraço a se entrelaçar.
O desejo nos consome, sem hesitar
Nesse instante mágico, é o nosso luar.
 
Nossos segredos se revelam, sem pudor
Somos um só, nesse momento de fervor.
Em armadilha melhor, é o nosso amor
Sensual e intenso, como um bravo trovador.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 2 de abril de 2020

TEU CORPO — UM MAPA SECRETO



Teus ombros, montanhas onde a minha sede se perdia,
vales profundos onde a minha alma se desfazia em pó,
e eu, peregrino errante,
encontrava em cada curva, em cada recôndito,
a promessa de um dilúvio,
a vertigem de um despenhadeiro de prazer.

Os nossos corpos, rios que se fundiram,
embora cada gota guardasse a sua própria corrente,
um encontro de águas impetuosas,
uma sedução ancestral que ecoava nas rochas,
no sussurro do vento que nos trazia notícias de nós mesmos.

Não sei se o verbo nasceu em mim, ou no teu suspiro,
mas as nossas línguas, ah, elas se encontraram,
uma dança de salamandras na noite,
um murmúrio de areia aquecida pelo sol do desejo.

Eu te disse, com a voz embargada 
de um oceano recém-descoberto,
"Este é o nosso território,
este corpo que respira ao meu lado."
E tu, com a verdade crua dos elementos,
respondeste com um gesto,
uma entrega que desarmava as minhas certezas.

Perdia-me, sim, dias e dias,
não em labirintos, mas em paisagens familiares,
o relevo da tua pele, a fragrância que emana,
cada poro uma constelação a ser explorada,
cada curva um convite para um mergulho sem fim.

Era um saber ancestral,
um código gravado em cada toque,
um idioma sem palavras,
onde os corações falavam em pulsos,
e os corpos, em uma linguagem mais pura,
contavam histórias de encontros predestinados.

Não importava a origem do som,
o dialeto do toque,
pois a melodia era única,
uma sinfonia desabrochando no crepúsculo,
um despertar de sentidos adormecidos,
uma revolução silenciosa no leito do tempo.

Teu corpo, um poema vivo,
escrito em linhas de fogo,
em dobras que me convidavam a desbravar,
a desvendar segredos que guardavam a própria essência do ser,
e eu, um escravo voluntário da tua geografia,
vivia ali, sem tempo, sem distância,
apenas a eternidade do instante.

Cada toque era uma palavra nova,
um verso que se desdobrava em sensações,
o sussurro da tua respiração, a melodia do meu êxtase,
e eu, um aprendiz dedicado,
decifrava a tua beleza com a avidez de quem encontra o ouro,
o tesouro que sempre esteve ali, 
esperando a minha chegada.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de abril de 2020

CONTEMPLANDO SUA NUDEZ



Cristalina em seu corpo cai sem parar
 A água que no banho escorre quente
 Quero ser o sabonete a massagear
 Todas as suas partes até à nascente.

 Espero o brilho da sua estrela surgir
 Contemplando a rijeza da sua nudez
 Insana eu caio de boca a imergir
 Como em um estado de embriaguez.

 Com beijos alivio o ardor da su'alma
 A língua refresca, acaricia e espalma
 Você retribui com um ardiloso sorriso.

Me levando à loucuras rumo ao paraíso
 Entre minhas pernas és pássaro ao ninho
 Se agasalha penetrando os escaninhos.




  Cléia Fialho