quinta-feira, 9 de abril de 2020
UIVOS FELINOS
Na calada da noite
ouvem-se uivos felinos
subjugados ao açoite
prazeres em desatinos.
Amam-se em fúria
tal qual oceano agitado
sucumbem no mar de luxúrias
animais inadestrados.
Sexos latentes
orgasmos eminentes
em minhas curvas perdido
encontro-te dentro de mim.
Em êxtase abduzido
submersos em devaneios
sem limites, regras e freios.
Linda Interação do Amigo Poeta J R
Assim foi que te peguei,
com tesão garra e ternura,
força impeto e loucura,
você assim quis me ter,
era tanto o tesão,
que ao oceano nem se compara,
nem mesmo a um vulcão que
com lava tão quente,
que se comparado a gente,
nem quenta estava não!
quarta-feira, 8 de abril de 2020
UMA POSIÇÃO QUALQUER
Põe mais brasa na fogueira
Sim, sou mulher decidida
Ateia fogo em minha lareira
E apenas com uma lambida.
Te causo alvoroço e arrepios
Meu gostoso felino vadio
Faça-me a sua mulher
E seja o meu homem.
Em uma posição qualquer
Mete a vara e me come
Estou pronta para consumo
Do jeito que você gosta
Eu monto, então aprumo
Seu falo em minha encosta!
terça-feira, 7 de abril de 2020
TOCA-ME
Sussurro:
“toca-me com seus dedos”
desperta-me
loucos espasmos
bendito brinquedo
e a minha boca
retém seu orgasmo.
E o silêncio arde entre nós,
feito chama que não se apaga,
um tremor que escorre lento
pela pele que se entrega.
Teu olhar me desmancha
sem pressa, sem defesa,
e eu me perco nesse instante
de inteira delicadeza.
Corpos em linguagem única,
sem mapas, sem direção,
apenas esse fogo manso
pulando o chão do coração.
E quando tudo se cala,
fica ainda o mesmo desejo:
teu nome preso na boca,
virando eterno lampejo.
Linda Interação do Amigo Poeta J R
Eu fico sim aos seus pés
pois é o que quero agora
mulher que se acha mandona
meto a vara e mando embora
pode voltar daqui apouco
que eu te quero a toda hora!
segunda-feira, 6 de abril de 2020
DELÍCIA DE MULHER
Minha vulva molhada
em sua boca vai sentir
e beber minha gozada
até admitir...
que sou eu a fêmea
que te dá prazer.
Sou sua alma gêmea
te faço reviver
cada dia um pouco
vou te deixando mais louco.
De amor e de tesão
sendo a única solução
meter em mim gostoso.
Até o gozo delicioso
inundar minhas entranhas
gemendo faço manha,
Peço que vá mais forte, você diz:
"Se comporte...
vou fazer como quiser
minha putinha safada,
delícia de mulher!"
Linda Interação do Amigo Poeta J R
Quanto mais safadinha for
minha menina gostosa
você é uma delicia
me deixa de pau na mão
batendo uma punheta
gozando aqui no chão
imagino a tua buceta
nessa calcinha azul
nem que seja de cometa
prometo que vou pro sul
comer essa gauchinha
que me deixa com tesão
depois vou comemorar
com churrasco e chimarrão.
GRATIDÃO
Barbaridade tchê louco!
Assim aos poucos
tu vai me ganhando
estou me assanhando
tal chinoca no cio
me farei de churrasco
para então tu comer
e a erva do chimarrão
para em minha fonte beber!
Linda Interação do Amigo Poeta J R
Vou beber na tua fonte
o doce mel do teu gozo
gozar de tanto comer
esse churrasco gostoso
feito de carne mijada
por entre as pernas encontrada
onde coloco gostoso
meu espeto minha vara
pra matar a tua tara
eu vou comê-la de novo.
Minha bucetinha bagual
não há outra igual!
sou gauchinha e china
que à ti já domina
prova maior disso é
estar aqui aos meus pés!
Linda Interação do Amigo Poeta J R
Quando eu pego eu não solto
meu harém ficou melhor
você chegou arrasando
minha pica foi pegando
e dizendo é só minha
quero ser sua rainha
e pra isso foi provando
te levei lá pro porão
você não se amedrontou
foi logo se ajoelhando
e a minha pica chupou
de um jeito tão gostoso
que jamais vou esquecer
agora vou lhe comer
você já foi se ajeitando
meti a rola gostoso
e entre tantos gemidos
o seu gozo fui tirando.
domingo, 5 de abril de 2020
INEBRIANTE PRAZER
Sexo doce e animal
um prazer sem igual
sem regras sem medidas
nas entradas e saídas
arfantes, ofegantes
murmurantes, arquejantes
mãos, linguas
bocas vão tocanco
murmurantes, arquejantes
mãos, linguas
bocas vão tocanco
explorada vou explorando
caçadora é caçada
dominadora é dominada
combates sensuais,
tramas e enredos consensuais
inebriante prazer...
só tenho com você.
sábado, 4 de abril de 2020
MAIS DESVAIRADOS
É no meu jardim
um ambiente sagaz
Onde depositas
teus beijos molhados
E o nosso apetite
que é nada fugaz
Só nos deixa
mais desvairados.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
O DESEJO NOS CONSOME
Teus olhos, chamas ardentes, a me queimar
Em teu corpo, curvas suaves a deslizar.
No toque, a paixão cresce sem cessar
Corpos se encontram, em doce naufragar.
Teu sussurro no meu ouvido, me faz delirar
A pele em pele, num abraço a se entrelaçar.
O desejo nos consome, sem hesitar
Nesse instante mágico, é o nosso luar.
Nossos segredos se revelam, sem pudor
Somos um só, nesse momento de fervor.
Em armadilha melhor, é o nosso amor
Sensual e intenso, como um bravo trovador.
quinta-feira, 2 de abril de 2020
TEU CORPO — UM MAPA SECRETO
Teus ombros, montanhas onde a minha sede se perdia,
vales profundos onde a minha alma se desfazia em pó,
e eu, peregrino errante,
encontrava em cada curva, em cada recôndito,
a promessa de um dilúvio,
a vertigem de um despenhadeiro de prazer.
Os nossos corpos, rios que se fundiram,
embora cada gota guardasse a sua própria corrente,
um encontro de águas impetuosas,
uma sedução ancestral que ecoava nas rochas,
no sussurro do vento que nos trazia notícias de nós mesmos.
Não sei se o verbo nasceu em mim, ou no teu suspiro,
mas as nossas línguas, ah, elas se encontraram,
uma dança de salamandras na noite,
um murmúrio de areia aquecida pelo sol do desejo.
Eu te disse, com a voz embargada
de um oceano recém-descoberto,
"Este é o nosso território,
este corpo que respira ao meu lado."
E tu, com a verdade crua dos elementos,
respondeste com um gesto,
uma entrega que desarmava as minhas certezas.
Perdia-me, sim, dias e dias,
não em labirintos, mas em paisagens familiares,
o relevo da tua pele, a fragrância que emana,
cada poro uma constelação a ser explorada,
cada curva um convite para um mergulho sem fim.
Era um saber ancestral,
um código gravado em cada toque,
um idioma sem palavras,
onde os corações falavam em pulsos,
e os corpos, em uma linguagem mais pura,
contavam histórias de encontros predestinados.
Não importava a origem do som,
o dialeto do toque,
pois a melodia era única,
uma sinfonia desabrochando no crepúsculo,
um despertar de sentidos adormecidos,
uma revolução silenciosa no leito do tempo.
Teu corpo, um poema vivo,
escrito em linhas de fogo,
em dobras que me convidavam a desbravar,
a desvendar segredos que guardavam a própria essência do ser,
e eu, um escravo voluntário da tua geografia,
vivia ali, sem tempo, sem distância,
apenas a eternidade do instante.
Cada toque era uma palavra nova,
um verso que se desdobrava em sensações,
o sussurro da tua respiração, a melodia do meu êxtase,
e eu, um aprendiz dedicado,
decifrava a tua beleza com a avidez de quem encontra o ouro,
o tesouro que sempre esteve ali,
esperando a minha chegada.
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