TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 16 de junho de 2020

SERPENTEANDO



Minha xaninha tá 
querendo esta noite
A tua língua 
intrometida 
feito açoite

Atrevida com os meus 
lábios eu resvalo
Serpenteando 
e abocanhando 
o teu falo.

Teu gemido acende
o quarto em brasas
E minhas unhas
deslizam lentas
pela tua pele

Teu corpo invade
meu ventre aflito
Num vai e volta
febril, molhado,
ardente e belo

Mordo teu desejo
com fome insana
Enquanto o beijo
se perde quente
na madrugada

E entre carícias
suspiros fundos
nossos delírios
se entrelaçando
sem mais censura.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 15 de junho de 2020

SEU DIAMANTE



Ah... seu diamante
 A minha língua douta e cursiva
 Torna-o mais brilhante

 Molhado por minha saliva...
 Ah... seu diamante
 Pulsando em minha garganta

 Em um vai e vem assonante
 Fragmenta-se em ledice tanta...




  Cléia Fialho

domingo, 14 de junho de 2020

DESEJO VIVER ASSIM




Bom é acordar ao seu lado
ter você é um sonho realizado
quando você os olhos abre

meu coração já sabe
o que seu doce olhar diz
completa certeza de que sou feliz

E se você me dá um sorriso
sinto que nada mais preciso
pois você é parte de mim

e eu só desejo viver assim
deste jeito amor perfeito
sem que haja um fim.




  Cléia Fialho

sábado, 13 de junho de 2020

DEVORAR TUAS PROEZAS



E a tua língua adentrando 
em minha bunda
Desvendando todas 
as minhas safadezas
Pensei em fazer-te 
uma garganta profunda
Bem gulosa e safada,
devorar tuas proezas.

E a tua presença em mim se desfaz em faíscas,
como vento que invade portas semiabertas,
despertando segredos que a pele sussurra em silêncio.

Te provo no limite do pensamento,
onde o desejo não precisa de nome,
só de vertigem.

E me perco nesse jogo sem medida,
entre a vontade e o instante,
entre o quase e o sempre,
onde teu toque — mesmo ausente — me atravessa inteira.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 12 de junho de 2020

TEU CORPO UM LIVRO ABERTO



Não sei que idioma teceu nosso encontro,
se a minha voz desaguou na tua, ou vice-versa,
mas as nossas línguas se falaram num silêncio
cheio de sussurros que só os corpos entendem.

E os corpos, ah, os corpos, mapas antigos,
revelaram segredos em cada curva, em cada linha,
uma geografia de prazer e descoberta,
onde me perdi sem medo de me encontrar.

Dias se foram, noites se desdobraram,
e eu, errante em teus vales, em tuas montanhas,
cada centímetro de tua pele, um novo continente,
explorado com a fome de quem bebe a própria vida.

A terra sob nossos pés se tornou um vulcão adormecido,
esperando o toque que faria a lava subir,
uma promessa de fogo que ardia nos olhos,
no pulsar acelerado, no ar que se tornava denso.

E eu sabia, te disse, com a certeza crua
de quem reconhece o trovão antes da tempestade,
que ali, em teu abraço, em teu beijo,
o mundo se desfazia e renascia a cada instante.

Perder-me foi o ganho, a entrega total,
navegar em tuas marés, em tua força bruta,
um naufrágio doce, um mergulho sem fundo,
onde cada respiração era um eterno voltar a ti.

Teu corpo, um livro aberto em páginas ardentes,
onde li versos que a alma guardará para sempre,
uma erupção de sentidos, um grito silenciado,
que ecoa em mim, em um tremor contínuo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 11 de junho de 2020

quarta-feira, 10 de junho de 2020

terça-feira, 9 de junho de 2020

EM CADA TOQUE ARDENTE



Em cada toque ardente, um universo se revela,
Um pulsar que se alinha, em ritmos insensatos,
A alma em cada beijo, em chama singela,
Dissolvendo as fronteiras, em gestos delicados.

Quando o dia desabrocha, cansados, nós dois,
E o corpo, um mar revolto, em espasmos se desfaz,
Não indagues do tempo, que fluiu veloz,
Os meses se esvaíram, em êxtase que jaz.

Encontram-se os nossos membros, em dança sem igual,
O suor molha a pele, um rio a nos guiar,
No gozo que arrebata, o êxtase primal,
A fome que devora, a essência a se entregar.

O corpo fala em gemidos, em sussurros que incendeiam,
A entrega que consome, num abraço sem fim,
As almas entrelaçadas, em loucura que semeiam,
Um amor visceral, que brota do jardim.

Na força que nos une, um laço inquebrantável,
A entrega sem reservas, a paixão que nos consome,
Em cada respirar, um sentimento palpável,
Um laço de prazer, que o tempo não oprime.

E quando a aurora chega, em tons de rubro e ouro,
E o corpo se achega, em cansaço que seduz,
Não faças a pergunta, sobre o amor, o tesouro,
Que em nós se consumiu, e em êxtase reluz.

Os meses se perderam, em sussurros de desejo,
Em corpos entrelaçados, em um rito de amor,
Entre o suor que emana, um perfume, um lampejo,
E a essência que se entrega, em cada doce ardor.




  Cléia Fialho