TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

DESPERTANDO A IMAGINAÇÃO

 


Safadeza, jogo de sedução
Palavras picantes,
Despertando a imaginação.

Teu riso em provocação,
Olhar cheio de malícia,
Misturando tentação
Com doçura e carícia.

No silêncio da distância,
O desejo cria asas,
E a noite perde a calma
Quando teu charme me abraça.

Entre versos e suspiros,
Vai queimando a emoção,
Safadeza delicada
No compasso da paixão.





  Cléia Fialho

terça-feira, 17 de agosto de 2021

PEDIR-TE QUE ME OLHES



Pedir-te que me olhes e me aceites, sussurrou, aproximando-se devagar, sentindo o calor do olhar dele que a percorria como uma chama suave.

Era um convite para que ele a invadisse com seus sentidos, para que sentisse o que ela já pressentia dentro de si.

O silêncio entre eles era denso, carregado de uma expectativa que fazia o tempo parecer parar.

Miguel estendeu a mão, tocou o rosto de Noelia com uma ternura que a fez estremecer, e no gesto, pediu que ela também o desejasse, que se entregasse ao momento sem medo.
Ela sentiu os dedos dele deslizarem pela curva do seu pescoço, descendo devagar pela espinha, traçando caminhos de fogo sobre a pele nua.

Cada toque era uma pergunta, cada carícia, uma resposta.
Os lábios dele encontraram a sua nuca, e ela arqueou o corpo, oferecendo-se como fruto maduro.

— Olha-me — pediu ela, em voz rouca.
E ele obedeceu.

Os olhos dele desceram pelo colo, pelo vale entre os seios que subiam e desciam na respiração ofegante, pelo ventre que se contraía sob o olhar faminto.
Ela sentiu-se despida antes mesmo de as roupas caírem.

Pedir-te que me peças, que te queira, ela implorou em pensamento, enquanto seus lábios se aproximavam dos dele, buscando a língua que conhecia, o sabor que não se separava das horas partilhadas.

As mãos dele encontraram suas coxas, subiram lentas, abriram caminho entre o desejo e a pele molhada.
Ela mordeu o lábio inferior, perdeu-se no ritmo dos dedos que a conheciam como ninguém.

O mundo lá fora desaparecia, e restava apenas o eco de seus suspiros e a dança de seus corpos.

Ela montou nele devagar, sentindo cada centímetro entrar, preencher, completar.
Os quadris dele subiam ao encontro dela, numa cadência antiga, numa dança que só os amantes conhecem.

— Não pares — gemeu ele, e ela sorriu, acelerando o movimento, sentindo o prazer crescer como onda prestes a quebrar.

Os dedos dela cravaram-se nas costas dele, as pernas apertaram-lhe a cintura, e o mundo explodiu em cores que só os corpos unidos podem ver.

Naquele instante, entre toques e promessas silenciosas,
Noelia percebeu que o amor era também um convite para se perder e se encontrar no outro, para aceitar e ser aceita em cada instante, sem pressa, apenas com desejo e entrega.

O suor misturava-se na pele, os corações batiam juntos, e ela sentiu-o ainda dentro dela, palpitando, pertencendo.

O que começou como um pedido tímido transformou-se numa celebração do amor, onde olhar, querer e sentir se tornaram um só.

E ali, na penumbra do quarto, entre lençóis amassados e corpos saciados,
Noelia entendeu que o verdadeiro erotismo não está no gesto, mas no olhar que o antecede.

— Olha-me — repetiu, já no silêncio pós-amor.
E Miguel olhou.
Ela viu-se refletida nos olhos dele, e soube que nunca mais precisaria pedir.




  Cléia Fialho

domingo, 15 de agosto de 2021

VOU TE AMAR



Vou te amar com sede,
sentir teu corpo ardente,
no chão, na cama, na rede.
 
Vou te amar com fome,
devorar teus beijos intensos,
serenar o que me consome.
 
Vou te amar sem limites,
explorar cada pedaço teu,
por onde minha mão transite.
 
Vou te amar com paixão,
desvendar cada mistério,
numa dança sem direção.
 
Vou te amar com loucura,
sentir o gosto do teu prazer,
sem baliza e sem censura.
 
Vou te amar com todo o meu ser,
em cada toque, em cada suspiro,
até o seu sexo adormecer.




  Cléia Fialho

sábado, 14 de agosto de 2021

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

MOMENTO DE INSPIRAÇÃO



Em um instante de pura inspiração
A alma se ilumina, o coração se inflama
A magia da criação, sem explicação
Flui como um rio, como chama que clama.

Nesse momento mágico, tudo é possível
Os sonhos se tornam realidade
A mente remete a um lugar incrível
Onde a imaginação ganha liberdade.
 
É um raio de luz que rompe a escuridão
Onde as palavras dançam em harmonia
Compondo versos cheios de emoção.
 
Momento de inspiração, doce poesia
Que nos transporta a uma nova dimensão
Onde a magia da arte encontra sua melodia.




  Cléia Fialho

terça-feira, 10 de agosto de 2021

EU QUERO TE POSSUIR



Eu quero te possuir, com amor
Sentir o teu corpo no meu
Nossas carnes em pleno fervor
Delicioso e intenso apogeu.
 
Que nossos desejos se entrelacem
E que nossas peles se arrepiem
Que nossos corpos se abracem
E desta escol se apropriem.
 
Num ritmo frenético e envolvente,
Nós nos entregamos à paixão,
A excrescência nos leva à frente,
Sobre soergo ardente de tesão.
 
Eu quero te possuir, com aflição,
Dos meus seios não te deixar sair,
Em tua língua, encontro a deleitação,
E em teu sexo, o prazer a expelir.




  Cléia Fialho

sábado, 7 de agosto de 2021

NA INOCÊNCIA DOS DIAS



Entre as lembranças que me aquecem o peito
Ainda sinto o perfume das manhãs de orvalho
Quando a juventude, em sorriso perfeito
Explorava a vida, sem pagar nenhum atalho.

Na inocência dos dias, um riso brincalhão
Sentia o vento a acariciar os cabelos soltos
E ao sabor da liberdade, bailava no clarão
Embalada pelas asas de sonhos revoltos.
 
As tardes eram mágicas, suaves e atraentes
A descoberta do amor, um doce proibido
E nas entrelinhas de momentos envolventes
Sentia a sensação de um mundo compartilhado.
 
As curvas do tempo desenharam meu ser
A menina de outrora, em mulher se tornou
E nas memórias sensuais, aprendi a viver
No compasso da vida, meu destino traçou.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

O MISTÉRIO QUE NOS ENVOLVE



Nas asas douradas do crepúsculo etéreo
Minh'alma vagueia, além do horizonte azul
Onde estrelas dançam em um ballet místico
E segredos cósmicos se desdobram, devagar.
 
O vento sussurra segredos aos ouvidos do tempo
Enquanto a lua sorri com sua luz prateada
As árvores murmuram canções ancestrais
A terra ecoa histórias que foram contadas.
 
Cada suspiro do vento, 
sinto a pulsação do universo
Cada folha que cai, 
vejo a dança da vida e da morte
Cada raio de sol, 
a promessa de um novo amanhecer
E nas sombras da noite, 
o mistério que nos envolve.




  Cléia Fialho