TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

SUTIS E ARDENTES



No pensamento 
a safadeza que rola
Composições escritas 
sutis e ardentes.

Versos picantes
minha mente estrapola
Duetos poéticos
prazeres crescentes.

Rimas provocantes
deslizam sem pudor
Misturando ternura
com brasas de amor.

Na cadência dos versos
o desejo se revela
Como chama dançando
na luz de uma vela.

Palavras que acariciam
feito mãos pelo corpo
Despertando arrepios
num instante absorto.

E entre linhas e suspiros
na paixão que se desenha
Nosso poema se entrega
à fantasia que incendeia.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

DEIXA QUE EU ME PERCA



A sede não é água, é sal de estrelas
que escorre pelos poros da noite,
transformando a língua em mapa antigo
de terras que nunca existiram.

Bebo-te como quem bebe o abismo,
teu corpo é um espelho líquido
onde me vejo dissolver,
gota a gota, na superfície fria
do teu nome esquecido no vento.

Aquece-me não com fogo,
mas com a geografia errada
dos teus ossos que se fundem
ao meu esqueleto de vidro.

Proferir-me é gritar em silêncio,
é ser a palavra que não sai,
mas fica presa na garganta
de quem te habita sem permissão.

No teu corpo, sou o eco vazio,
o poema que não tem fim,
a sombra que dança ao contrário
da luz que nos nega o direito
de sermos apenas carne e ar.

Bebe-me também, bebe o medo,
o desejo que se torna raiz,
e deixa que eu me perca
na tua pele que é o mundo inteiro.




  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de setembro de 2021

MAR REVOLTO




Mar excitante
Com passos na areia
sou sua sereia.

Mar excitante
Com passos na areia,
sou sua sereia.

Sal na pele em brasa,
vento que provoca,
teu olhar me caça,
minha boca invoca.

Ondas sobem lentas,
língua do mar me toca,
meu corpo se oferta,
teu desejo me ancora.

Entre espuma e gemido mudo,
sou canto, sou chama, sou mar,
e em teu abraço profundo
aprendo a naufragar.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

SABOROSA TENTAÇÃO



Madrugada sedenta tomada de tesão
 Entro por debaixo do lençol a procurar
 Libido ardente feito lavas de vulcão
 Encontro o licor que vem me acalmar.

 Aroma entorpecente, doce pecado
 Corpo sumoso, saborosa tentação
 Deleitoso teor do peito transpirado
 Onde me perco e encontro redenção.

 Obra de arte que a luxúria inspira
 Prazer libertino que a boca suspira
 Conduzida pelo instinto da sedução.

 Borbulhas germinam gozo em fulgor
 Saciando o apetite lascivo do amor
 Serenando enfim tão louca paixão.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta jlsantos

 Serenando enfim tão luca paixão
 me intrometo de baixo dos teus lençóis
 de olhos fechados, falam as mãos
 circuito que se fecha em torno de nós. . .

 GRATIDÃO 

domingo, 26 de setembro de 2021

DESCOBRINDO VALES



Vais descobrindo vales
com a paciência de quem mapeia
um território feito de treva e luz.
A tua boca desenha atalhos na minha pele,
e o teu fôlego antecipa o mapa
do que ainda está por saciar.

E tu dentro de mim,
maré alta que inunda o meu silêncio,
raiz e prumo de um tremor lento.
Cada movimento teu é uma prece muda
que desfaz o limite entre o meu corpo
e o calor profundo do teu.




  Cléia Fialho

sábado, 25 de setembro de 2021

AMOR QUE FLORESCE



Você me aquece,
Em seus braços calorosos,
Amor que floresce.

Teu toque sereno
desfaz toda saudade,
e o tempo silencia
diante da felicidade.

No abrigo do teu peito
meu coração faz morada,
como ave que encontra
a janela iluminada.

E entre beijos suaves
e promessas ao luar,
vou vivendo esse encanto
de contigo sonhar.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

TOQUE DE OUSADIA



Venha...
 Descubra os meus desejos
 Lambuza-me com seus beijos.

 Venha...
 Faça-me atrevida
 com toque de ousadia
 fazer do meu corpo sua moradia.

 Venha...
 Sou fonte inesgotável de prazer
 basta apenas, você querer.

 Venha...




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta CasMil

Prazer te vou dar
 Saciar teus desejos
 A tua boca beijar
 Encher teu corpo de beijos
 Sentir o teu corpo gozar...

 GRATIDÃO

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

PELE CONTRA PELE



Deixar mãos
Serpentearem pernas
Permitir que bocas
Marquem peles.

Onde o tato
Se torna língua
E a carne
Fala sem palavras,

Um nó vivo
Nas entrelinhas
Do silêncio
Que arde e sangra.

Não há dono,
Há apenas o fogo
Que consome
A distinção do eu.

Pele contra pele,
Mundo se apaga,
Sobram só os
Sussurros da carne.

Deixar mãos
Serem laços,
Pernas, cadeias,
Bocas, abismos.

Rasgar o tecido
Da razão frágil
Para que o instinto
Finalmente nos tome.




  Cléia Fialho