TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 10 de junho de 2022

LIVRO É UMA PAIXÃO



Livro é uma paixão
que me envolve
Nas páginas
um mundo se revela

Nas histórias
meu coração se dissolve
Nas letras
minh'alma voa e se sela.

Cada capítulo
é porto e viagem
Onde os sonhos
aprendem a florescer
A imaginação
desenha a paisagem
Que só a leitura
nos faz conhecer.

Entre versos
e narrativas encantadas
Coleciono emoções
em cada estação
São sementes
de ideias cultivadas
Que fazem crescer
o jardim da inspiração.

Quando fecho
o livro ao anoitecer
Levo comigo
o que pude aprender
Pois quem lê
jamais deixa de viver
Mil vidas belas
em um só amanhecer. 





  Cléia Fialho

quinta-feira, 9 de junho de 2022

EM SEUS BRAÇOS



O meu corpo dança
Em seus braços
 Bailando ao som
Do toque de suas mãos
 Meu corpo move-se
 Ao sugar dos seus beijos
 Converte-se em plenos desejos.

O meu corpo dança
Em seus braços
Bailando ao som
Do toque de suas mãos
Meu corpo move-se
Ao sugar dos seus beijos
Converte-se em plenos desejos.

E a noite desliza
Em febris compassos
No ardor que percorre
A seda dos nossos laços
Minha pele acende-se
No calor do teu ensejo
Entregando-se inteira
À vertigem do desejo.

Teu olhar me envolve
Em silenciosa chama
E o tempo se perde
Quando teu peito me chama
Meu suspiro desfalece
Na doçura do teu abraço
Enquanto a paixão floresce
No calor do teu cansaço.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de junho de 2022

PERTENCEMOS UM AO OUTRO



Quero matar sua fome de paixão
 Em minha libido quente e selvagem
 Saciar sua sede de desejos
 Em minhas fontes de prazeres.

 Molhar seus gemidos com meus beijos
 Secar o suor do seu corpo
 Em minha carne trêmula
 Realizar as vontades da sua língua...

 Entrelaçada nas minhas coxas
 Selar o seu sexo com o meu
 Escrevendo com orvalhos extraídos
 Dos nossos poros fumegantes que
 "Pertencemos um ao outro".




  Cléia Fialho

terça-feira, 7 de junho de 2022

TURBILHÃO DE DESEJOS



Entre as suas fantasias e as minhas
 Há um turbilhão de desejos
 Uma louca vontade de transferir
 Tudo isto para a nossa realidade...

 Você sente meu cheiro de mulher carente
 Eu absorvo seu tesão emitente
 Sonhos lascivos de noites quentes
 Onde o amor se compraz
 Em nossos corpos suados...

 Carregados de volúpias
 Sobrecarregados 
de alucinantes fetiches
 Ousadias desmedidas
 Escondidas e vividas...

 No silêncio dos nossos versos
 Que aguardam um dia derramar
 As lavas desse vulcão incandescente
 Dentro um do outro.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de junho de 2022

SELVAGEM E VORAZ



Eu me rendo aos teus passos no silêncio da noite,
me ajoelho onde o desejo pulsa feroz,
degusto o sabor guardado no tempo, no espaço,
minhas mãos desvendam a tua pele, tremendo,
teu corpo se entrega em suspiros ásperos,
a garganta queima, a respiração se perde.

Desfeito teus vestígios, botão por botão,
minha boca incendeia o caminho do teu pescoço,
a pele arde sob o toque voraz,
teu ventre, firme e convidativo, se oferece,
elevo a barra da tua saia, revelo segredos molhados,
escamas de paixão escorrem entre meus dedos.

No compasso selvagem da carne e do fogo,
beijo teu corpo como quem se afoga em mar revolto,
cada curva, um convite ao devorar,
cada gemido, um grito de posse e entrega,
teu suor mistura-se ao meu,
cru e urgente, o desejo rasga a noite.

Sou tempestade que desaba em ti,
vento que invade, que rouba, que prende,
meus lábios traçam mapas na tua geografia ardente,
minhas mãos escavam até o centro da tua essência,
onde a chama nunca se apaga,
onde o êxtase é brutal e completo.

Entre sussurros e gritos, nos perdemos,
corpos entrelaçados em dança sem regras,
o mundo reduzido ao toque, ao sabor, à pele,
teu corpo me domina, me enlouquece,
e eu me entrego, selvagem e voraz,
ao prazer que nos consome, sem limites.

No silêncio que sobra depois do fogo,
resta apenas a respiração ofegante,
os corpos suados, a alma nua,
o eco de um desejo que não conhece fim,
e a promessa de um recomeço,
no instante em que nossos corpos se buscarem de novo.




  Cléia Fialho

domingo, 5 de junho de 2022

RIO QUE EU BEBO E REAQUEÇO



Eu cavalgo o teu peito, eu mordo o teu queixo,  
eu chupo o teu ombro, eu arranho o teu flanco,  
teu gozo é um rio que eu bebo e reaqueço,  
e o meu é um vulcão que se espalha em branco.  

Depois, no chão, com os dedos ainda presos,  
eu sinto o teu coração bater na minha nuca,  
e o cheiro da pele – sal e avesso –  
me diz que o inferno também se chupa.  

Teu nome é uma faca, teu corpo é uma cela,  
mas eu abro a porta e entro pelada,  
eu sou a tua puta, a tua sentinela,  
e a noite inteira é uma só braçada.  

Não me solta, não me esquece, não me limpa,  
que eu quero o teu suor na minha saliva,  
quero a tua mão na minha nuca, em cinza,  
e a tua boca – ainda viva, ainda viva.

Escorrego de joelhos no ladrilho frio,  
raspo o queixo na curva da tua coxa,  
e a casa range – não é telha, não é cio,  
é a fome que desaba e te desaprova.  

Lambejo o sal que te escorre do osso,  
o teu gemido é um galho que estala,  
eu mordo a prega, eu lambo o destroço,  
e o teu quadril gira – cobra que não se cala.  

Rebento cada botão com os dentes,  
rasgo a costura com a unha trêmula,  
teu peito é dois punhos quentes,  
eu chupo o suor, eu arranho a gema.  

Desço a língua pelo mapa do ventre,  
traço rios onde o pulso acelera,  
teu umbigo é um olho que me entre,  
e a saia sobe – vela que se altera.  

Enfio a cara no teu vale molhado,  
cheiro o musgo, o breu, a ferrugem,  
teu cheiro é um grito atravessado,  
e eu bebo o tremor, eu como a espuma,  
eu vou fundo – até o osso ser barro,  
até o teu grito rachar o ar,  
e o chão sumir no nosso desabarro.  

Teu dorso arqueia, teu calcanhar me prende,  
eu mordo o lábio que te desabrocha,  
o quarto incendeia, o tempo se rende,  
e cada gole é uma faca que me soca.  

Sangro de desejo, cuspo teu nome,  
enrolo a língua no teu eixo duro,  
tu me puxas pelos cabelos – fome,  
eu gemo baixo, eu rasgo o escuro.  

Agora de quatro, agora de costas,  
o lençol vira espuma, vira lama,  
teu dedo entra – seta grossa,  
e eu ardo inteira, eu ardo em chama.  

Não para, não para, não para o ritmo,  
o suor escorre, o grito se embola,  
teu beijo desce, teu beijo é um abismo,  
e a cama range como uma proa.  




  Cléia Fialho

sexta-feira, 3 de junho de 2022

UMA HISTÓRIA QUE PERDURA




Façamos um incêndio com as chamas desse momento
Emaranhado de instantes, risos com embasamento
Fulgor desse fogo, nossos sonhos encontram sustento.
 
Cada centelha é lembrança, nos olhares trocados
Nossas vidas enlaçadas, feito ramos amarrados
No calor, nossos medos e dúvidas são dissipados.
 
Labaredas dançam ao vento, como bailes que traçam
Caminhos em noites escuras, jamais nos embaçam
E a chama queima, na eternidade nos abraçam.
 
Que esse incêndio seja amor, que o tempo não esvazia
Que o calor aqueça almas, em perfeita sincronia
E que, nas cinzas, floresçam as memórias de alegria.
 
Damos as mãos e celebremos a chama que arrebatam
Tecendo os fios da vida com laços que jamais desatam
Uma história que perdura, recordações que se retratam.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de junho de 2022

NOITE DE SÁBADO



Bom mesmo é quando a gente tá numa roda de amigos, num barzinho, música ao vivo, karaoke, um chopinho, tudo é diversão, um bom bate-papo e lá pelas tantas...
 No meio da conversa, as brincadeiras maliciosas tomam um rumo diferente!
 Tipo um olhar que me come... uma mão amigável e boba na perna ou esbarrão mais colado "sem querer"... daí vira pegação!
 E foi exatamente assim numa noite de sábado, depois de algumas cervejas e tantas indiretas (diretas!)... acabamos todos no sítio de um amigo.
 A princípio cada um se instalou em um cômodo da casa.

 Eu tomei banho e quando ia me deitar, passei pela sala e vi na varanda dois amigos que ainda conversavam e me chamaram.
 Putz! Justamente o Caio e o Vini, que eu provoquei a noite toda! Pensei: "Tô ralada!" (e maliciosamente bem servida!)
 Eles voltaram a tocar no assunto do bar, e eu me sentindo "intimada" meio que desconversei (mas tri afim)...

 Os guris de banhos tomados, cabelos ainda molhados, vestiam só short, (sem cuecas, bem que percebi!) e eu de baby doll branquinho com a toalha por cima, tentando disfarçar a transparência que salientava os contornos do meu corpo, e os arrepios da pele que já transpirava luxúria, cheia de segundas intenções, (neste caso terceiras!).
 Em silêncio, para não acordar a turma que já dormia, subimos para o quarto onde eu estava, e sentamos nas almofadas que tinha no chão.

 Vini atrevido começou a passar as mãos nas minhas coxas, pedindo para ver minha calcinha, e eu disse: "estou sem querido!" - começamos a rir.
 Ousadamente ele puxou a toalha que parcialmente me cobria e tocou meus seios, já Caio foi abrindo minhas pernas e lambendo meu grelinho.
 Quando peguei o membro deles que estavam duros, me enchi de mais tesão, sentindo um calor saindo da minha xotinha, onde Caio sugava com força e sussurra elogios obscenos.

 Eu me contorcia gemendo, e chupando o membro de Vini que enterrava copiosamente em minha boca, tirava e fazia eu lamber sua "bolas", deliciosas e cheirosas.
 Urrei quando Caio colocou um dedo em mim, e sacanamente ao me ouvir, disse" putinha, agora tu vai gemer com vontade" - colocando mais um, até três adentrarem e masturbarem minha xaninha que pulsava.
 Caio, me puxou ao encontro do seu membro grosso, e "pincelando" meu clítoris, foi metendo sem muita cerimônia, arrancando meus gemidos, abafados pelo membro de Vini, que socava na minha boca e dizia: " vai chupa meu pau vadiazinha!".

 Caio veio e colocou seu membro em minha boca, que eu puxei e engasguei com seu gozo que espirrava e jorrava.
 Vini, me enterrava gostoso, estocando forte na minha bucetinha, com um dedo no meu cuzinho, eu espasmava em orgasmos, até ele gozar dentro e me inundar todinha.
 Prazeres e fantasias foram mais que saciados...
 Pra ninguém desconfiar, cada um foi pro seu quarto.

 Nos rostos o sorriso herege... no ar o cheio de sexo promíscuo e delicioso... nos corpos as marcas da sacanagem... nas mentes as lembranças daquela noite de sábado, e a promessa profana de "BIS" e desta vez o banquete seria servido "à lá cuzinho".
 Não tenho como escapar dessa (e nem quero) afinal, sou uma felina de palavra sabe?
 Do tipo que quando promete... cumpre!
 Promessa pra mim é dívida, e esta eu quero pagar com juros e dividendos!




  Cléia Fialho