Teus olhos brilham, faíscas no escuro,
Nosso ritmo é selvagem, um mar revolto,
Na dança visceral, sem freios, sem censura,
Somos fogo, somos tempestade, somos vulto.
Cada toque é um sopro, um segredo revelado,
Nossos corpos, enlaçados, são pura poesia,
Na entrega intensa, o mundo se dissolve,
E o tempo para, na loucura do nosso dia.
Ajoelho-me, reverente, no corredor,
Saboreio devagar o desejo que escondes,
Colho o sussurro rouco, meu amor,
E tua coxa treme, tua garganta responde.
Desfaço a camisa, um botão após outro,
Deslizo os lábios pelo pescoço em fogo,
Sinto teu corpo firme sob a palma que explora,
Ergo minha saia, úmida, em ondas de ardor.
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