TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 13 de agosto de 2022

GEOGRAFIA DE ESPASMOS



Teu corpo é o único destino que me importa,
uma geografia de espasmos e pele em brasa.
Sem aviso, rompo a tua pele com minhas unhas,
escrevendo a fome de mil anos em cada centímetro.
É visceral, um atrito que incendeia a alma,
não há mais ar, apenas o gosto de nós.

Estocadas que não pedem licença, que invadem, 
que tomam, que usurpam cada espaço. 
Nossos fluidos, suor e desespero, 
misturam-se em um ritual que cega a razão. 
Sou presa e predadora nesse emaranhado de membros, 
onde o grito é o único idioma permitido.

Foder até o esquecimento de quem somos,
até que os ossos tremam de exaustão.
Não há romantismo, há o choque da besta,
a entrega absoluta ao abismo que nos consome.

Tu és o caos que eu preciso,
o delírio que me vicia,
neste eterno vício de te ter, 
de te rasgar, 
de te possuir.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

PACTO DO DELÍRIO



Meus dedos cravam na tua espinha como garras,
desenhando o mapa da tua submissão.
Não há espaço para o sutil:
é o choque bruto dos nossos corpos,
o suor que colapsa e cola a nossa pele.

Eu me arqueio, caçadora e caça,
enquanto minha boca morde a tua nuca
e prende o teu fôlego no limite do espasmo.
Somos dois bichos famintos no escuro,
devorando a própria carne até que não reste
nada além do rastro do nosso incêndio.

Meu quadril dita uma dança selvagem,
te puxando para o meu abismo úmido,
onde tu te perde, te afoga e te reinventa.
É o pacto do delírio,
selado no compasso violento do nosso prazer.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

DOSE DE PRAZER



Comanda-me com teu toque firme, 
Penetra-me sem hesitação,
Sentindo-te profundamente,
Faz meu corpo tremer de prazer.

Tua paixão me domina,
Teu ritmo me conduz ao êase,
Teu calor queima minha alma,
E eu me perco em ti.

Teus lábios exploram meu corpo,
Tua língua traça um caminho ardente,
Cada toque é um desejo realizado,
E eu me rendo ao teu comando.

Tuas mãos me seguram força,
Teu corpo se une ao meu com intensidade,
Nossas almas se encontram no êxtase,
E eu me perco em ti novamente.

Teu gosto é a minha perdição,
Cada beijo é um passo mais perto do paraíso,
Teu toque é um afrodisíaco
E eu me afogo em teu amor.

Tua paixão é meu combustível,
Teu corpo é meu refúgio,
Nesta dança ardente,
Eu me torno tua.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

MÁGICOS DA LINGUAGEM




Certos sonhos fluem na pena do poeta
Em versos que buscam a alma revelar
Nas rimas que tecem com arte certa
As palavras dançam no ar a brilhar
 
No silêncio da noite ou sob o sol
O poeta retrata o mundo em sua mão
Com métricas, ritmos, um dom crisol
Ele escreve o amor, a vida, a solidão
 
Nas letras que traça, a sua voz ressoa
Expressando sentimentos em cada linha
As palavras são inspirações, sua escolha
 
Numa busca incessante por luz e vinha
Poetas, os magos da linguagem e da mente
Trazem à vida o que é oculto, latente.




  Cléia Fialho

terça-feira, 9 de agosto de 2022

OS DEDOS TRAÇAM MAPAS



Teus olhos são poços profundos,
onde me perco sem medo de afogar.
O ar fica denso, carregado
de um segredo que não ousamos falar.

Sinto o calor subir pela espinha,
como fogo lento que consome a razão.
Cada toque é uma palavra dita
em língua antiga, de pura emoção.

A respiração se entrelaça à tua,
num ritmo que só nós conhecemos.
Os dedos traçam mapas na pele,
descobrindo mundos sob os tecidos.

A noite desce lenta, um véu de seda,
envolvendo o corpo em sombras suaves.
Não há pressa, apenas a certeza
de que o tempo se dissolve nas mãos.

Não há fronteiras, nem limites,
apenas a curva do teu quadril.
A sedução não é arma, é convite,
é o silêncio que grita mais alto.

Deixo-me levar por essa corrente,
que me arrasta para o abismo doce.
Onde a alma se veste de carne,
e o prazer é o único foco.

Bebo de ti como água da fonte,
sedento por um gole de eternidade.
Neste instante, tudo é possível,
tudo é verdade, toda a verdade.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

CORPOS RENDIDOS



Teu toque é um fogo que arde sem medo,
Desliza na pele como brisa quente,
Sussurra segredos que só eu compreendo,
E acende em mim um desejo ardente.

Os lábios procuram caminhos proibidos,
Exploram curvas, descobrem mistérios,
No silêncio dos corpos rendidos,
Ecoam suspiros, gemidos etéreos.

Cada encontro é um universo em expansão,
Onde o tempo para, o mundo se cala,
E o corpo fala em pura sedução,

Entrelaçados, na dança que não acaba,
Somos chama, somos fogo e paixão,
No êxtase que o desejo celebra e exala.




  Cléia Fialho

domingo, 7 de agosto de 2022

PREDESTINADA À LUXÚRIA SEM LIMITES



 A 1ª vez a gente nunca esquece.
 Depois de muito esfrega-esfrega, cedi à tentação, que me consumia.
 Meu namorado pulou o muro de casa e entrou escondido no meu quarto.
 Começou a me beijar, arretar forte, e eu sem saber o que fazer, só ia me deixando levar pelos instintos e correspondendo (copiando na verdade) tudo o que ele fazia.

 Fiz cara de nojo, mas suguei o pau dele, e peguei gosto pela coisa, tanto que me atraquei a chupar como se fosse um picolé cremoso!
 Nossa! Verdadeira delícia preenchendo minha boca, encostando na garganta, me engasgando, vertendo água dos olhos!
 Quando ele colocou a língua na minha xaninha, "aiai, logo vi que ia doer" mesmo apreensiva, achei muito gostoso, e gritei quando meu corpo se contraiu, a pele arrepiou. e senti algo que vinha lá de dentro, muito intenso, rápido e louco!

 Ele disse: "gozou na minha boca putinha, que delícia!" e veio subindo, lambendo minha barriguinha, e mordendo de leve meus peitinhos.
 Beijava minha boca, chupava meu pescoço, enquanto segurava minhas mãos acima da minha cabeça, suas pernas se acomodavam no meio das minhas.
 Pegou o pau e delicadamente tentava me penetrar.
 Eu me contorcia de prazer e medo, enquanto ele sussurrava em meu ouvido:
 "relaxa, gatinha".

 Estava doendo muito, pensei muitas vezes em pedir pra ele parar, toda vez que me perguntava: "tá doendo?", eu gemia e afirmava que sim, suspirando: "vai, continua!"
 Ele continuou... até que... Puta que pariu!!! (deu uma dor do caralho) quando meu cabacinho rompeu, senti algo quente escorrendo, e vi que era sangue!
 Mesmo dolorido, estava muito gostoso aquele vaivém, que aumentava a força e a velocidade...eu estava sendo comida, invadida, possuída... devorada com tesão selvagem, estava encorporando uma mulher ou uma fera agora, dando adeus á minha pureza.

 Me desvai sofregamente num orgasmo suado, quando a cabeça do pau, roçou meu clítoris, e ele gozou respingando nos meus seios e no meu rosto.
 Muito me apeteceu o cheiro e o gosto do esperma, (que eu disfarçadamente) encostei a pontinha do dedo levei à boca... hum... e saboreei a meleca!

 Minha bucetinha ficou muito ardida e doida, por uns 3 dias, mas não impediu de na mesma semana eu dar de novo, experimentar outras posições e conhecer aos poucos outros prazeres e maneiras diferentes de gozar...
 Mesmo inexperiente, uma coisa aprendi desde a 1ª vez... EU me encaixava no seleto grupo de fêmeas gulosas, que nasceram predestinadas á luxúria sem limites!

 Por isto sempre repito:
 "Tamanho não é documento...
 Beleza não põe mesa...
 Quando uma felina brama, ela morde sim!
 Pois é na cama, que os rugidos da libido se inflama!"

 Tenho dito.




  Cléia Fialho

sábado, 6 de agosto de 2022

UNIVERSO DO GOZO



O gozo é cosmos em expansão,
galáxias que se abrem em gemidos,
planetas que giram em febre,
constelações que se erguem em suor.

Cada toque é explosão estelar,
cada beijo, gravidade que arrasta,
e o corpo se torna infinito,
um universo que pulsa em vertigem.

No universo do gozo,
não há começo nem fim,
apenas eternidade em combustão,
onde somos astros selvagens,
devorados pela própria criação.




  Cléia Fialho