TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 21 de agosto de 2022

sábado, 20 de agosto de 2022

EM SEGREDO GUARDADO




Eu canto uma paixão com excitante ardor
Uma história singela de um amor contido
O fogo que arde, mas não se consome
Um sentimento puro, porém foi proibido
 
No coração desperta um suspiro suave
Um desejo intenso, em segredo guardado
A chama que queima, mas não se manifesta
Uma paixão sutil, no silêncio entrelaçado
 
Através de olhares, trocas de sorrisos
As almas se encontram em cumplicidade
Ainda que os corpos não se toquem
A essência do amor transcende a realidade
 
Nas palavras doces, nas entrelinhas ocultas
A paixão se faz presente, sutil e singela
E embora os corações gritem de desejo
Sem se deixar revelar, se mantém cautela
 
Paixão silenciosa, mas não menos intensa
Queima como brasas acesas no peito
A espera se prolonga, a chama persiste
Um amor secreto, e também deleito
 
Assim, essa poesia narra essa história
Paixão que se oculta, mas não se apaga
Uma chama que arde sem se consumir
Amor sereno, que o tempo não destraga.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

CIO DE LEOA



Venha meu louco delito
 Que eu acredito
 Não ser pequeno
 Com doce veneno
 Renovado e venerado.

 Profana-me lentamente...
 Selvagemente como quiser
 Viola o meu corpo de mulher.

 Rasga meu cio de leoa
 De feroz felina
 De fêmea ferina
 Meu gozo derrama e escoa
 Com a tua invasão
 E o meu urro ecoa
 Devastando teu tesão.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

ETERNO GOZO



A noite despenca sobre os nossos corpos,
já não há disfarces, nem tréguas, nem regras.
Minhas mãos rastreiam o teu relevo febril,
enquanto a tua respiração marca o compasso do abismo.

Teu peito arfa contra o meu em colisão direta,
cada poro transborda a urgência do que fomos e somos.
As unhas cravam na tua pele como um pacto mudo,
o eco de um prazer que desafia qualquer silêncio.

Invades o meu centro sem pedir licença,
pesado, quente, absolutamente necessário.
O suor mistura-se ao delírio da nossa ânsia,
numa dança crua onde a alma se desfaz em carne.

E quando o mundo desaba lá fora,
nós continuamos aqui,
incendiados,
fundidos no mesmo e eterno gozo.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

terça-feira, 16 de agosto de 2022

ONDE O AMOR SE GUARDA



Em tons dourados, o céu se despede
Desce a noite, suave e mansa
A luz se esconde, e o tempo cede
Ao mistério que a lua alcança.

Nas sombras dançam lembranças
De amores que o dia já quis
E em silêncio, em nós descansa.

Doce murmúrio que invade a mente
Revela segredos entre a brisa e o céu
Um toque leve e persistente
Que nos desperta num sutil véu.

Na vastidão que a alma veste
Um olhar procura abrigo
Ecoa o amor que ainda reste.

Assim vai o tempo e o sonho que passa
Ciclos que a vida tece e embala
Leva consigo, volta e enlaça
Onde o amor se guarda e se cala.




  Cléia Fialho

O Experimental Canzoneto MDSL 
é uma criação da Poetisa Margareth D S Leite

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O TEMPO NÃO ESQUECE



Em versos eternos
os poetas que se foram
Na vasta biblioteca do tempo
eles decoram.
 
As suas almas fluem
belos rios de saudade
A história da poesia
com a sua tenra verdade.
 
No silêncio das páginas
os seus versos ecoam
Nas letras, os seus sonhos
e paixões ressoam.
 
Como suspiros suaves
em noites de luar
Um eterno, infindável,
singelo e belo versar.
 
Guiando poetas que
aqui ainda permanecem
Em busca da poesia
que o tempo não esquece.




  Cléia Fialho

domingo, 14 de agosto de 2022

BUSCA INCESSANTE



Cada movimento, um sussurro que se torna grito,
uma palavra ecoando no silêncio cúmplice.
O corpo responde em notas graves e agudas,
melodia que se forma, intensa, sem disfarce.

Em cada pulsação, um verso se desnuda,
a pele em confluência, um poema em carne viva.
O ar que falta, a busca incessante, muda,
a linguagem secreta que nos cativa.

No toque, a métrica se desfaz em ardor,
a cadência se entrega à paixão que inflama.
E no suspiro final, em suave tremor,
a história se completa, a alma que proclama.

Deixo em ti a marca, um traço indelével,
o registro íntimo do encontro que perdura.
Um eco a vibrar, um sentimento crível,
gravado no silêncio, na noite mais escura.

E no amanhecer, o reflexo discreto,
do rastro que deixei, na fragilidade tua.
Um poema singelo, puro e reto,
na memória que guarda, a doce nuance nua.




  Cléia Fialho