TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

DE PROEZAS E MUITA GLÓRIA [2]



Mas logo experiência pegou
Ninguém o passou mais pra trás
Com chave de ouro lacrou
Sendo um macho muito voraz.
 
Em todas as boates e bordéis
Não tinha mais pra ninguém
Boiadeiro laçava em cordéis
Mulheradas num vai e vem.
 
E assim termina esta estória
Deste talentoso baquara
De proezas e muita glória
 
Conhecido por sua taquara
O membro comprido e grosso
Fez a fama desse moço!








  Cléia Fialho

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

DE PROEZAS E MUITA GLÓRIA [1]



Bem lá, no fundo das grotas 
Nasceu um peão boiadeiro 
Porém, logo virou anedotas 
Por ser moleque e faceiro. 
 

terça-feira, 22 de novembro de 2022

UM DELEITE SEDUTOR



Da carne repousada em suor noturno
Nas sombras do quarto, um deleite sedutor
Enredados corpos em êxtase enfurno
Onde o prazer se tece com ardor.
 
Gotas salgadas adornam a pele aresta
Sensações intensas dançam no ar
Mãos famintas exploram cada fresta
Em busca de prazeres a desvendar.
 
Em suspiros e gemidos entrelaçados
O desejo se inflama, avassalador
Enquanto os corpos, molhados e extasiados,
 
Se entregam à lascívia, sem pudor
E na noite de amor, em clímax adornado
A carne suada se rende ao fervor.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

NA FUSÃO DE DESEJOS



Quando das bocas se estreitavam lábios
Em beijos vorazes, desejo inflamado
O coração, em frenesi, palpitava
No compasso do amor, desenfreado.
 
A fusão dos corpos, êxtase ardente
Um turbilhão de sensações a vibrar
Pele a pele, num abraço envolvente
A paixão se expande, sem limitar.
 
No compasso do prazer, corações disparam
Enquanto o sexo pulsa em sinfonia
Em harmonia perfeita, almas se amarram.
 
E assim, na intensidade dos sentidos
Na fusão de desejos... a fantasia
Em cada verso erótico, prelúdios medidos.




  Cléia Fialho

domingo, 20 de novembro de 2022

RASTROS D''ALMA



Pisei os rastros deixados no vento,
onde o tempo bordou silêncios e sonhos.
Nos galhos nus de uma tarde esquecida,
ouvi canções que a memória ainda entoa.

Havia um suspiro em cada lembrança,
feito orvalho em pétalas que não voltam.
Mas o perfume do que foi ternura
ainda dança leve entre as sombras calmas.

Os olhos mudam, mas veem mais fundo;
o coração — embora mais sereno —
guarda a centelha do que foi chama,
e aquece os instantes que ainda são.

O tempo não leva tudo, apenas molda.
Deixa molduras onde antes houve encontro.
E mesmo a dor, com sua pele austera,
um dia veste o nome de saudade mansa.

Se o fim se insinua em cada alvorada,
que venham as horas com sua doçura.
Pois o amor, raiz de cada memória,
é o que torna eterna a vida tão curta.




  Cléia Fialho

sábado, 19 de novembro de 2022

ÉS O NÉCTAR QUE MEU CORPO ANSEIA



Conheço o sal da tua boca, o sal divino
Que em beijos vorazes meu paladar provou
És o néctar que meu corpo anseia e anino
Um sabor que em delícias me transportou.
 
Os mamilos, pérolas salgadas a enfeitar
Tesouros sensuais que meu desejo excita
Ao tocá-los, meu corpo se inflama a vibrar
Em cada arrepio, a paixão se incita.
 
E a cintura, sinuosa e curvada de ancas
Convida-te a explorar meu corpo em fogo
Em movimentos sensuais, feito danças.
 
Assim, rendemo-nos à luxúria desvairada
No sal das tuas delícias, prazer desafogo
Nesta dança erótica, alma enamorada.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

SOMOS UM SÓ ENREDO



À luz da lua, 
corpos se entrelaçam em segredo
Cada toque é um verso, 
cada beijo é um enlevo
Na dança do prazer, 
o tempo para em desejo.

Pele que queima, 
querer em chamas, 
sem medo
Na sinfonia da paixão, 
somos um só enredo,
Gemidos ecoam, 
nossos sentidos são degredo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

NO GOZO PLENO



Você gozou tão gostoso junto comigo
Que nossos corpos tremeram em uníssono
Foi um prazer tão intenso, tão empertigo
Que explodiu em nós, num delírio um abono.
 
Nossos sussurros eram músicas aos ouvidos
Nossos corações batiam num mesmo compasso
Nossos corpos se entregavam aos gemidos
O prazer nos tomou como um vento de traço.
 
Tão sublime sentir seu corpo colado ao meu
Suas mãos permeado soltas ao apogeu
Seus lábios explorando os meus sem pudor
 
Momento máximo da entrega, desbravador
O êxtase tomou conta de nós sem se negar
E no gozo pleno, nosso clímax se fez completar.




  Cléia Fialho