TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 13 de maio de 2023

LUAR EM NOSSA PELE




Foi num luar encantado,
nossos olhares se cruzaram,
desejos entrelaçados,
nossos corpos se chamaram.

Entre beijos apaixonados,
os desejos se manifestaram,
no vaivém de corpos suados,
o prazer se fez presente, molhado.

No toque dos corpos entrelaçados,
a paixão se mostrou ardente,
nossos gemidos sincronizados,
revelaram um amor envolvente.

E eu, mulher, te puxo pra mim,
te monto, te beijo, te devoro,
teu suor no meu suor sem fim,
teu gozo no meu, que eu adoro.

Foi lua, foi pele, foi cama acesa,
foi minha boca te chamando,
foste meu, fui tua, de defesa,
a gente se amando e gozando.

Te guardo no meu luar encantado,
entrelaçada, suada, ardente,
te quero sempre assim, colado,
sincronizado, presente, envolvente.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 12 de maio de 2023

FOLHAS AO VENTO



Em cada verso  
que a ventania entoa,  
há uma verdade antiga  
despertando nas folhas.  
Na melodia suave  
do mundo em movimento,  
a natureza se revela  
como espelho do pensamento.
  
Vou descobrindo,  
para além da aparência,  
o axioma que ressoa  
no centro da consciência.  
O silêncio não é vazio:  
é presença, é fundamento,  
é a voz do infinito  
respirando no momento.
  
É ali que a alma  
desata seus próprios nós,  
quando reconhece na paisagem  
a extensão da sua voz.  
Onde o tempo repousa  
sem pressa, sem porquê,  
o ser abandona o ruído  
e começa a compreender.
  
O coração aprende,  
entre sussurros e pós,  
que a verdade não se alcança  
apenas pela razão de nós.  
Ela nasce do íntimo,  
da comunhão com o chão,  
da árvore, da luz, do vento,  
da secreta intuição.
  
Porque sentir,  
quando o espírito se abre,  
é atravessar o visível  
e tocar o que não cabe.  
É saber que cada instante,  
mesmo breve ao desaparecer,  
carrega em sua essência  
a forma mais pura de viver.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo POETA OLAVO

O vento é meu companheiro
Quando me leva até você
Ao me trazer o seu cheiro
Relembro noites de prazer.

 GRATIDÃO

quinta-feira, 11 de maio de 2023

quarta-feira, 10 de maio de 2023

POESIA DE ARDOR



Verta da veia sangüinea, a paixão desperta
Alertas em tuas pupilas, a chama que acerta
Corações em calor, emaranhados sem pudor
Ao amor, almas rendidas, num doce torpor


No cremor, somos versos, poesia de ardor.





  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

terça-feira, 9 de maio de 2023

SERVA DO MEU PERFUME




Carícias sutis em rimas entrelaçadas,
a luxúria aflora sem pudor ou receio,
o amor é celebrado em pele arrepiada,
entre versos e rimas o êxtase é pleno.

Dá-me tua vida como um livro a ser escrito,
te solta dos pudores, liberta-te dos tabus,
neste nosso palco não existem pecados,
todas as palavras proscritas são permitidas aqui.

Sob meu olhar, te tornas meu,
ajoelha-te e respira meu perfume,
aquece-te no calor do meu corpo,
bebe do mel que brota do meu ventre.

Eu te quero rendido, molhado, aceso,
beijos ardentes em cada estrofe repetidos,
embalados pelo ritmo dos corpos em união,
os sentidos despertos, os corpos aquecidos.

Sou mulher que te escreve e te apaga,
que te prende, te solta, te devora,
que te faz servo do meu prazer,
e goza te vendo gozar agora.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de maio de 2023

COSTURA POÉTICA DO DESEJO!



Ler-te é adentrar no limiar do prazer,
É sentir a alma no transe do desejo!
Poetisa que faz o corpo transcender,
Que deixa a boca sequiosa do teu beijo!
 
Poetisa...minha imaginação faz amor contigo!
Pelo teu corpo de jasmim ávido resvalo....
Minha língua está agora abaixo do teu umbigo...
Tua boca está abocanhando meu falo!
 
Ah! Poetisa dos versos carnais!
Vontade louca de amar você,
Arrancar doces gemidos e lúbricos ais,
Em espasmos selvagens escorrer!
 
Sei que tua imaginação aflorada
Consegue saber como está a minha
Minha pele morena desnudada
Pela tua branca pele caminha.


Então, venha poeta... e sinta-se a vontade,
Eu quero apresentar-te o meu regalo,
Vou subverter-te a minha bondage,
Serpenteando toda extensão do seu falo.
 
Vou te açoitar indomável em minhas ancas,
Cavalgaremos por álamos convexos,
Revelar-te-ei como uma gaúcha potranca,
Faz 'deep throat' pondo-te perplexo.
 
Ah! Nobre poeta de sutis ousadias,
Quero deliciar-me em seus gorjeios,
Faça-me sua fêmea, com poesias vadias,
Arrebata-me os sentidos e devaneios.
 
Seus versos sedutores e matizados
Seduziu com lubricidade a minha fenda,
Sinto que meu corpo com seu gozo entornado,
Está a desejar mais dessa sua oferenda.


Minha boca chupa, lambe , espreme
Tua flor rosada e depiladinha
A língua vibra leve e langue geme
Bebo todo mel da tua bucetinha.
 
Depois lhe dou a negra e tesa adaga
Tua boca chupa tão gostoso
Tuas mãos suave ela afaga
Em tua boca entorno o gozo.


O teu sexo no meu se aninha,
Minha pele branca com a tua morena,
Ziguezagueando até a coninha,
Meu favo todinho a tua boca drena.
 
Minha língua passeia em tua glande,
Tu te contorces, gemendo a fremir,
A minha boca te suga e lambe,
Enquanto tua seiva se faz exprimir.
 
Mistura gostosa de café com leite,
Corpo sobre o meu a brincar,
Brinquedos eróticos, mero afeite,
Fluxo deslizante, deflúvio gozar.




  Cléia Fialho & BARBOSAMARCO

domingo, 7 de maio de 2023

ÓRBITA DE DÚVIDAS



Abri os olhos
da mente para o além
Onde o visível
e invisível se abraçam

Órbita de dúvidas
que me abstém
Além da gravidade
ficções se traçam.

No silêncio do cosmos interior,
sou centelha e caminho,
Pensamento em estado de flor,
tempo suspenso, desalinho.

Entre o que sou
e o que ainda serei,
desvenda-se um portal secreto:
o mistério vivo que habitei.

E assim, sem nome ou fronteira,
sigo em lúcida vertigem,
pois pensar é a mais bela maneira
de tocar o eterno
sem perder a origem.





  Cléia Fialho

sábado, 6 de maio de 2023

MISTÉRIOS E LUZ



As estrelas cintilam, 
centelhas de mistério e luz
Segredos ancestrais 
sussurrados pelo 
espaço profundo
Ecoam em meu ser, 
despertam anseios de saber
Enquanto os rios da eternidade 
fluem sem fim algum.

No silêncio que pulsa
entre o tempo e o infinito,
me faço poeira de sonhos,
viajante do indizível.

Constelações desenham
mapas no céu da alma,
e cada luz distante
é um chamado antigo
a lembrar quem fui
antes do nome,
antes do medo.

Sou feita do mesmo sopro
que move galáxias e marés,
e ao tocar o eterno
— ainda que por um instante —
compreendo:
o mistério não pede resposta,
apenas entrega.




  Cléia Fialho