TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

ALFABETO DA MINHA FOME




Ardo antes mesmo de me tocares,
o teu olhar já me despe sem pressa,
e a minha pele responde com um tremor antigo.

Boca com boca, aprendemos a rezar sem palavras —
não, apago essa palavra,
digo antes: aprendemos a morder o silêncio.

Cada dedo teu escreve um verso na minha cintura,
desenhas mapas onde só tu sabes chegar,
e eu abro-me toda como um livro sem capa.

Deito-me à tua mercê sem pudor nem defesa,
entrego-te esse pedaço meu que ninguém alcança,
faço da tua língua o meu único idioma.

Gemo baixinho quando desces devagar,
mais alto quando o fôlego me falta,
mais rouca quando já não me pertenço.

Insiste, morde, prende-me pelos pulsos,
faz da minha coluna uma corda tensa,
puxa-me o cabelo até eu esquecer o mundo.

Molhada, rendida, faminta de ti,
peço-te mais com o corpo inteiro a tremer,
enrolo-te as pernas como quem não quer largar.

Sobes por mim como um incêndio calmo,
tomas conta da minha boca com fome antiga,
e eu já não sei se peço mais ou se imploro.

Uivo em segredo dentro da tua orelha,
vergo-me toda ao teu peso quente,
e explodo — repetidas vezes — presa ao teu ventre.

Zero é o que sobra quando acabas em mim,
zero e este tremor que ainda me percorre,
e a minha boca ainda a procurar a tua.




  Cléia Fialho

terça-feira, 15 de agosto de 2023

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

domingo, 13 de agosto de 2023

LÁBIOS ENTRANTES




Olhares que partilham
Luz em cada dia
Sorrisos que brilham
Expressão de alegria
Lábios entrantes
Alacridade emoldurada
Sorrisos contagiantes
Felicidade compartilhada.

Mãos que se encontram
No gesto do acaso
Corações que despontam
Num doce abraço

Vozes que se acalmam
No som da ternura
Vidas que se acendem
Em pura doçura

E o tempo, suspenso
Se rende ao momento
Num laço imenso
De encantamento.





  Cléia Fialho

Lindíssima Interaçao do amigo e poeta Marcus Rios

Um olhar a observar

Estes teus lábios
Que me convida
Para um beijo
Cheio de prazer.

 
GRATIDÃO 

sábado, 12 de agosto de 2023

CORPOS ENTRELAÇADOS NO DESEJO



Imaginei teu corpo pressionado contra o meu,
Tua carne quente deslizando sobre a minha, ainda pura,
Cada toque uma promessa, cada curva um convite proibido,
Teu beijo doce como mel, ardendo em minha boca.

Eu, presa e rendida em teus braços, entregue sem medo,
Senti o fogo crescer, invadindo cada fibra do meu ser,
Nosso desejo se faz tempestade, voraz e implacável,
Teu toque é corrente que me amarra
e liberta ao mesmo tempo.

O calor da tua pele é chama que me consome inteira,
Entrelaçados, perdemos a noção do tempo e do espaço,
Somos dois corpos que se encontram, 
se devoram e se queimam.

Na dança selvagem do prazer sem limites,
Onde cada suspiro é um grito de entrega total,
E o amor se torna fogo que arde, 
que queima e nunca se apaga.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

PALAVRAS GENTIS



Poemas no papel,
Alma que se revela,
Poetizar em essência
A cada palavra singela.

Papel em branco,
Verbetes sutis,
Poesia tão arvela
Em versos gentis.

Tinta que dança leve
Na curva da emoção,
Feito brisa que escreve
Segredos do coração.

Entre rimas bordadas
De sonho e clarão,
Nascem flores caladas
No jardim da criação.

E assim me derramo
Em doce e pura aquarela,
Pois quando eu amo, eu declamo
Minha alma na folha singela.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

AQUARELA DE TONALIDADES


Em cada tragetória, uma história a contar
Vencer é mais que vitória, é a glória de lutar
É o reflexo da coragem, humilde aprendizagem
Na conquista do viver, crescer é não ter fatuidade

A vida é simples e bela, uma aquarela de tonalidades!




  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

NADA É CONCRETIZADO



Promessas vazias
Silêncio quebrado
Palavras perdidas
Nada é concretizado
Palavras ao vento
Promessas no ar
Desvanecem-se rápido
Nada a se amarrar.

Restam ecos frios
No peito cansado
Sonhos tão antigos
No tempo apagado
Olhares distantes
Sem brilho no olhar
Como folhas secas
Perdidas no ar

Mas no fundo da alma
Ainda pode brotar
Uma chama serena
Desejando ficar
Pois mesmo na ausência
Do que fez machucar
Há sempre um recomeço
Pronto pra despertar.





  Cléia Fialho