Deixa que tua língua descubra cada trilha
ardente do meu corpo nu e sensível,
onde o suor é sal na minha pele exposta
e o gemido que escapa é mel puro e rouco.
Entre lençóis encharcados
e noites escaldantes de fome insaciável
e sem fim,
teus dedos cravados na minha carne macia
escrevem o que nenhum poema jamais captura.
Desces até à minha virilha em chamas,
chupas meu clitóris intumescido com fome voraz,
enquanto eu arqueio as costas
e solto gritos descontrolados de prazer profundo.
Penetras-me fundo com teu pau duro e pulsante,
batendo até à base em estocadas violentas,
a minha boceta apertando em espasmos brutais
que nos destroem juntos em pedaços.
Gozamos em uníssono e grito,
fluidos quentes
escorrendo pelas minhas coxas abertas,
ofegantes,
saciados,
destruídos,
eternos no lençol sujo da nossa poesia viva.
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