TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

DE QUATRO PARA TI



Tu me viras de costas, o peito na colcha,  
Sentindo o desejo que em nós desabrocha.  
Meu corpo arqueado, o quadril erguido,  
No encaixe perfeito de um bruto gemido.  

Minha seiva escorre em tua língua de fogo,  
Tu me sugas como a última gota do mundo.  
Entrega total nesse insaciável jogo,  
Enquanto me puxas pro teu rastro profundo.  

Tua mão bate firme, a pele fica rubra,  
O estalo ecoa como um trovão no quarto.  
Vais me possuir sem que nada nos cubra,  
Num ritmo insano, selvagem e farto.  

Eu me contorço pedindo mais, pedindo tudo,  
E tu me esmagas, cada estocada é um raio.  
Minha carne te aperta, engole o teu mundo,  
E fora de ti eu deliro e desmaio.  

Tuas mãos agarram minha carne macia,  
Me puxas pra ti, sem freio ou medida.  
Tu me mordes o pescoço com fome e agonia,  
E o gozo se anuncia como a única saída.  

Vem jorrar dentro de mim, vem ser meu tesão,  
Sentindo o meu corpo tremer no limite.  
Minha boceta te suga em pura explosão,  
No espasmo final que nenhum freio admite.




  Cléia Fialho

domingo, 8 de outubro de 2023

O GEMIDO QUE ESCAPA



Arrasta-me para esta maré de línguas e vertigem,
cavalgue sem dó a espuma quente que nos ferve as entranhas,
onde o gozo é um altar pulsante e eu, 
oferenda trêmula,
carne aberta em chaga doce sob teu dente.

Lambe o sal que escorre da minha raiz mais funda,
rompe a seda última que esconde o fruto,
perde-te nos vales úmidos do meu corpo em febre,
nas curvas insanas deste leito que te suga a alma.
derrama o fogo no meu ventre em febre,
em fim, suor e sémen,
lambe a seiva que escorre das minhas fendas,

Quero ver a tua taça trêmula, o vinho rubro,
o gemido que escapa como brasa viva,
cada espasmo é ritual de línguas e vertigem.
até que o tempo exploda num gemido rouco

Faz de mim o teu delírio dissolvido,
o suor que constela a espinha,
o pulso latejante da tua maré mais funda,
até que o próprio êxtase nos dissolva num só grito,
e sejamos apenas pó.




  Cléia Fialho

sábado, 7 de outubro de 2023

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

A POESIA EM MIM



A- Acalento as palavras, versos que me enlaçam

P- Poesia, a linguagem que em mim se abraça
O- Ondas de sentimentos, rimas que trespassam
E- Ecoando emoções, a alma em prece se enlaça
S- Sussurra o vento, a métrificação que passa
I- Inspiração que brota, como uma fonte sem fim
A- Ao coração, a poesia é um almiscarado jardim

E- Em cada verso, a essência do meu ser se desliza
M- Mergulho nas estrofes, em beleza que eterniza

M- Murmurando em pensamentos profundos
I- Inspirada pela vida que flui ao meu redor
M- Movimentando-me entre sonhos e realidade.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

AINDA NÃO ME LARGUES



Ainda não me largues, não soltes a minha pele,  
Me vira de frente, me arrasta para o colchão.  
Quero o impacto bruto que o teu corpo impele,  
Sentindo o teu peso esmagar o meu coração.  

Vem por trás, agarra os meus seios com força,  
Tua boca no meu pescoço, a língua quente e insana.  
Me fode como se o mundo inteiro se contorça,  
No ritmo sombrio de quem a carne profana.  

Sinto-te fundo, tão fundo que se faz dor,  
E a dor é o gatilho perfeito pro meu prazer.  
Cada estocada desperta um delírio de calor,  
Me deixando sem rumo, sem forças pra responder.  

Quando eu gozar em ti, não saias do meu corpo,  
Fica preso e pulsando, morrendo no meu calor.  
Sinto o teu membro amolecer, quase morto,  
Ainda quente e submerso no abismo do meu amor.  

Depois, deixa que a noite nos cubra de intimidade,  
Que o suor nos cole enquanto a mente descansa.  
Minha boca no teu ombro com pura suavidade,  
No silêncio absoluto que só a carne alcança.




  Cléia Fialho

terça-feira, 3 de outubro de 2023

TRILHA DE LÍNGUA



Deixa que tua língua descubra cada trilha 
ardente do meu corpo nu e sensível,
onde o suor é sal na minha pele exposta
e o gemido que escapa é mel puro e rouco.

Entre lençóis encharcados 
e noites escaldantes de fome insaciável 
e sem fim,
teus dedos cravados na minha carne macia 
escrevem o que nenhum poema jamais captura.

Desces até à minha virilha em chamas, 
chupas meu clitóris intumescido com fome voraz,
enquanto eu arqueio as costas 
e solto gritos descontrolados de prazer profundo.

Penetras-me fundo com teu pau duro e pulsante, 
batendo até à base em estocadas violentas,
a minha boceta apertando em espasmos brutais 
que nos destroem juntos em pedaços.

Gozamos em uníssono e grito, 
fluidos quentes 
escorrendo pelas minhas coxas abertas,
ofegantes, 
saciados, 
destruídos,
 eternos no lençol sujo da nossa poesia viva.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

VERSEJAR E VOEJAR




V-oejando na essência, a alma se liberta
E-screvinhando pois, a poesia desperta
R-imas que dançam, como ondas a bailar
S-entimentos entrelaçados, a se revelar
E-m mãos a magia de transformar o viver
J-untando palavras, construo meu universo
A-ssim, no papel, o meu ser é disperso
R-ios de emoções fluem, como tinta a correr

E nas entrelinhas, segredos a tecer

V-ivendo cada estrofe, como um suspiro
O-nde a melodia das palavras dá um giro
E-speranças e sonhos, enlaçados a soar
J-á que revoar é alçar voo, adejar é sonhar
A-scendendo ao céu das letras, vou além
R-essignificando a vida, poesia que me tem.




  Cléia Fialho