Tu me viras de costas, o peito na colcha,
Sentindo o desejo que em nós desabrocha.
Meu corpo arqueado, o quadril erguido,
No encaixe perfeito de um bruto gemido.
Minha seiva escorre em tua língua de fogo,
Tu me sugas como a última gota do mundo.
Entrega total nesse insaciável jogo,
Enquanto me puxas pro teu rastro profundo.
Tua mão bate firme, a pele fica rubra,
O estalo ecoa como um trovão no quarto.
Vais me possuir sem que nada nos cubra,
Num ritmo insano, selvagem e farto.
Eu me contorço pedindo mais, pedindo tudo,
E tu me esmagas, cada estocada é um raio.
Minha carne te aperta, engole o teu mundo,
E fora de ti eu deliro e desmaio.
Tuas mãos agarram minha carne macia,
Me puxas pra ti, sem freio ou medida.
Tu me mordes o pescoço com fome e agonia,
E o gozo se anuncia como a única saída.
Vem jorrar dentro de mim, vem ser meu tesão,
Sentindo o meu corpo tremer no limite.
Minha boceta te suga em pura explosão,
No espasmo final que nenhum freio admite.
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