TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

CORPOS ENCHARCADOS



Nosso segredo explode em suspiros ardentes,
Teu beijo devora minha alma,
Encontro em ti o ápice do desejo,
Corpos encharcados, suor salgado,
Cada instante é um fogo que consome,
Um êxtase sem fim,

Onde o tempo se desfaz em pele e fome.
Nosso segredo é grito abafado,
Um eco pulsante de suspiros incontroláveis,
Teu beijo — voraz, 
incendeia meu ser,
Desnudo dentro do teu ardor,
Corpos entrelaçados, 

suor salgado escorrendo,
Cada toque, 
um terremoto de prazer,
O desejo nos devora, 
 — sem freios, 
 — sem limites,

Explodimos no êxtase,
Navegando no mar quente do nosso segredo proibido,
Onde o mundo se desfaz e só restamos nós,
Queimando em chama viva, 
 — eternos e vorazes.




  Cléia Fialho

terça-feira, 10 de outubro de 2023

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

DE QUATRO PARA TI



Tu me viras de costas, o peito na colcha,  
Sentindo o desejo que em nós desabrocha.  
Meu corpo arqueado, o quadril erguido,  
No encaixe perfeito de um bruto gemido.  

Minha seiva escorre em tua língua de fogo,  
Tu me sugas como a última gota do mundo.  
Entrega total nesse insaciável jogo,  
Enquanto me puxas pro teu rastro profundo.  

Tua mão bate firme, a pele fica rubra,  
O estalo ecoa como um trovão no quarto.  
Vais me possuir sem que nada nos cubra,  
Num ritmo insano, selvagem e farto.  

Eu me contorço pedindo mais, pedindo tudo,  
E tu me esmagas, cada estocada é um raio.  
Minha carne te aperta, engole o teu mundo,  
E fora de ti eu deliro e desmaio.  

Tuas mãos agarram minha carne macia,  
Me puxas pra ti, sem freio ou medida.  
Tu me mordes o pescoço com fome e agonia,  
E o gozo se anuncia como a única saída.  

Vem jorrar dentro de mim, vem ser meu tesão,  
Sentindo o meu corpo tremer no limite.  
Minha boceta te suga em pura explosão,  
No espasmo final que nenhum freio admite.




  Cléia Fialho

domingo, 8 de outubro de 2023

O GEMIDO QUE ESCAPA



Arrasta-me para esta maré de línguas e vertigem,
cavalgue sem dó a espuma quente que nos ferve as entranhas,
onde o gozo é um altar pulsante e eu, 
oferenda trêmula,
carne aberta em chaga doce sob teu dente.

Lambe o sal que escorre da minha raiz mais funda,
rompe a seda última que esconde o fruto,
perde-te nos vales úmidos do meu corpo em febre,
nas curvas insanas deste leito que te suga a alma.
derrama o fogo no meu ventre em febre,
em fim, suor e sémen,
lambe a seiva que escorre das minhas fendas,

Quero ver a tua taça trêmula, o vinho rubro,
o gemido que escapa como brasa viva,
cada espasmo é ritual de línguas e vertigem.
até que o tempo exploda num gemido rouco

Faz de mim o teu delírio dissolvido,
o suor que constela a espinha,
o pulso latejante da tua maré mais funda,
até que o próprio êxtase nos dissolva num só grito,
e sejamos apenas pó.




  Cléia Fialho

sábado, 7 de outubro de 2023

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

A POESIA EM MIM



A- Acalento as palavras, versos que me enlaçam

P- Poesia, a linguagem que em mim se abraça
O- Ondas de sentimentos, rimas que trespassam
E- Ecoando emoções, a alma em prece se enlaça
S- Sussurra o vento, a métrificação que passa
I- Inspiração que brota, como uma fonte sem fim
A- Ao coração, a poesia é um almiscarado jardim

E- Em cada verso, a essência do meu ser se desliza
M- Mergulho nas estrofes, em beleza que eterniza

M- Murmurando em pensamentos profundos
I- Inspirada pela vida que flui ao meu redor
M- Movimentando-me entre sonhos e realidade.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

AINDA NÃO ME LARGUES



Ainda não me largues, não soltes a minha pele,  
Me vira de frente, me arrasta para o colchão.  
Quero o impacto bruto que o teu corpo impele,  
Sentindo o teu peso esmagar o meu coração.  

Vem por trás, agarra os meus seios com força,  
Tua boca no meu pescoço, a língua quente e insana.  
Me fode como se o mundo inteiro se contorça,  
No ritmo sombrio de quem a carne profana.  

Sinto-te fundo, tão fundo que se faz dor,  
E a dor é o gatilho perfeito pro meu prazer.  
Cada estocada desperta um delírio de calor,  
Me deixando sem rumo, sem forças pra responder.  

Quando eu gozar em ti, não saias do meu corpo,  
Fica preso e pulsando, morrendo no meu calor.  
Sinto o teu membro amolecer, quase morto,  
Ainda quente e submerso no abismo do meu amor.  

Depois, deixa que a noite nos cubra de intimidade,  
Que o suor nos cole enquanto a mente descansa.  
Minha boca no teu ombro com pura suavidade,  
No silêncio absoluto que só a carne alcança.




  Cléia Fialho