TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

FRAGMENTOS SURREAIS



Num mundo onde o céu é feito de relógios derretidos
e os pássaros dançam ao som do silêncio,
perco-me nas sombras do meu próprio pensamento.
 
As árvores têm raízes que se estendem 
até o centro do universo,
e os rios fluem em direção ao desconhecido.
 
Caminho por ruas que se torcem
e se contorcem como serpentes de vidro,
enquanto o sol se desfaz em poeira de estrelas douradas.
As casas têm janelas que piscam como olhos curiosos,
observando-me com uma curiosidade inquietante.
 
Neste mundo de sonhos e absurdos,
as palavras dançam no ar 
como borboletas multicoloridas,
e os pensamentos flutuam
como bolhas de sabão em uma corrente invisível.
 
O tempo é uma ilusão,
e a realidade se desfaz em fragmentos surreais.
 
Neste reino da imaginação,
sou uma viajante solitária,
explorando os recantos mais profundos da mente.
Não há limites, não há fronteiras,
apenas a liberdade de criar 
e destruir mundos com o traço da caneta.
 
E assim, mergulho nas profundezas do absurdo,
onde a realidade e o sonho se entrelaçam
em uma dança misteriosa e encantadora,
e onde cada palavra é uma porta 
para um universo inexplorado.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

ENTRE A REALIDADE E O SONHO




Nas margens do rio,
onde o tempo flui como 
um murmúrio eterno
encontro-me em silêncio.
 
As águas refletem o céu,
e o céu reflete o infinito.
 
É aqui neste limiar entre 
a realidade e o sonho
que me perco nas 
profundezas do sublime.
 
Cada folha que cai das árvores 
sussurra segredos ancestrais
e o vento, com sua voz suave
canta melodias cósmicas 
que ecoam em meu ser.

Sinto-me transcendendo 
as fronteiras do meu corpo
fundindo-me com a 
natureza que me rodeia.
 
As montanhas majestosas,
erguendo-se em 
reverência ao cosmos
parecem tocar o próprio céu.
 
E eu, humilde observadora
sinto-me como parte desse
grande espetáculo universal.




  Cléia Fialho

Belíssima interação do amigo e POETA OLAVO
 
Só percebi que era um sonho 
Quando acordei e não lhe vi 
Tudo ficou muito estranho 
Com a realidade que antevi.
 
 
 GRATIDÃO 

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

CORPOS ENCHARCADOS



Nosso segredo explode em suspiros ardentes,
Teu beijo devora minha alma,
Encontro em ti o ápice do desejo,
Corpos encharcados, suor salgado,
Cada instante é um fogo que consome,
Um êxtase sem fim,

Onde o tempo se desfaz em pele e fome.
Nosso segredo é grito abafado,
Um eco pulsante de suspiros incontroláveis,
Teu beijo — voraz, 
incendeia meu ser,
Desnudo dentro do teu ardor,
Corpos entrelaçados, 

suor salgado escorrendo,
Cada toque, 
um terremoto de prazer,
O desejo nos devora, 
 — sem freios, 
 — sem limites,

Explodimos no êxtase,
Navegando no mar quente do nosso segredo proibido,
Onde o mundo se desfaz e só restamos nós,
Queimando em chama viva, 
 — eternos e vorazes.




  Cléia Fialho

terça-feira, 10 de outubro de 2023

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

DE QUATRO PARA TI



Tu me viras de costas, o peito na colcha,  
Sentindo o desejo que em nós desabrocha.  
Meu corpo arqueado, o quadril erguido,  
No encaixe perfeito de um bruto gemido.  

Minha seiva escorre em tua língua de fogo,  
Tu me sugas como a última gota do mundo.  
Entrega total nesse insaciável jogo,  
Enquanto me puxas pro teu rastro profundo.  

Tua mão bate firme, a pele fica rubra,  
O estalo ecoa como um trovão no quarto.  
Vais me possuir sem que nada nos cubra,  
Num ritmo insano, selvagem e farto.  

Eu me contorço pedindo mais, pedindo tudo,  
E tu me esmagas, cada estocada é um raio.  
Minha carne te aperta, engole o teu mundo,  
E fora de ti eu deliro e desmaio.  

Tuas mãos agarram minha carne macia,  
Me puxas pra ti, sem freio ou medida.  
Tu me mordes o pescoço com fome e agonia,  
E o gozo se anuncia como a única saída.  

Vem jorrar dentro de mim, vem ser meu tesão,  
Sentindo o meu corpo tremer no limite.  
Minha boceta te suga em pura explosão,  
No espasmo final que nenhum freio admite.




  Cléia Fialho

domingo, 8 de outubro de 2023

O GEMIDO QUE ESCAPA



Arrasta-me para esta maré de línguas e vertigem,
cavalgue sem dó a espuma quente que nos ferve as entranhas,
onde o gozo é um altar pulsante e eu, 
oferenda trêmula,
carne aberta em chaga doce sob teu dente.

Lambe o sal que escorre da minha raiz mais funda,
rompe a seda última que esconde o fruto,
perde-te nos vales úmidos do meu corpo em febre,
nas curvas insanas deste leito que te suga a alma.
derrama o fogo no meu ventre em febre,
em fim, suor e sémen,
lambe a seiva que escorre das minhas fendas,

Quero ver a tua taça trêmula, o vinho rubro,
o gemido que escapa como brasa viva,
cada espasmo é ritual de línguas e vertigem.
até que o tempo exploda num gemido rouco

Faz de mim o teu delírio dissolvido,
o suor que constela a espinha,
o pulso latejante da tua maré mais funda,
até que o próprio êxtase nos dissolva num só grito,
e sejamos apenas pó.




  Cléia Fialho

sábado, 7 de outubro de 2023

sexta-feira, 6 de outubro de 2023