TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

RITMOS QUENTES




Na danç'ardente da vida em suas matizes
Exploramos o toque das paixões que dizem "sim"
Cada suspiro é uma carícia, um êxtase a sentir.

No palco do tempo, onde sonhos se reúnem assim
Os raios dourados do sol acariciam a pele nua
Como doces beijos suaves que 'alma tatua.

A vida pulsa em ritmos quentes, como um coração

A cada batida, descobrimos a plenitude da emoção.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

SUSPIROS QUE QUEIMAM



Nas palavras sussurradas 
ao meu ouvido sensível, 
suspirando carícias molhadas e vorazes,
a música do amor encontra sua voz rouca, 
faminta, 
devorando o silêncio escuro do quarto.

No ápice da paixão crua, 
sentimos as delícias que roem 
a carne nua e a mente derretida,
tua língua traçando versos obscenos 
na minha pele arqueada, 
ofegante, vibrando.

Tua mão desce lenta e possessiva 
pelo meu ventre, 
acendendo fogo em cada poro exposto,
e eu me abro como flor no escuro, 
entregue, 
dilacerada de desejo sem fim nem trégua.

O prazer é uma onda que sobe, 
contrai, explode em gemidos 
estrangulados e profundos,
corpos fundidos 
em ritmo violento e seco, 
suor e saliva 
selando nossa pele quente.

Somos uma sinfonia única e eterna, 
escrita em toques ferozes, 
mordidas e fome insaciável,
ofegantes, destruídos,
 saciados no lençol manchados 
do nosso amor sem limites.




  Cléia Fialho

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

QUANDO O TEU BEIJO ME SUSPENDE




Quando a tua boca encontra a minha,  
o mundo inteiro se cala.  
Não há relógio, não há pressa,  
só o sabor doce e quente  
que me faz fechar os olhos  
e flutuar.

Os lábios se reconhecem  
como se já se conhecessem de outras vidas.  
É um encontro perfeito,  
lento, profundo,  
que acende em mim  
uma emoção rara, quase sagrada.

Sinto o peito arfar,  
o corpo inteiro se derreter  
nesse instante mágico  
em que o tempo simplesmente desaparece.  
Tu me beijas e eu voo,  
leve, entregue,  
sem chão e sem medo.

E quando o beijo se aprofunda,  
a paixão transborda  
pelos meus poros,  
pelos meus suspiros,  
pelo jeito que a minha alma  
se curva inteira  
só para te sentir mais perto.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

O TEU CHEIRO EM MIM




Teu cheiro chega antes de você
e já me desarruma inteira.

Nua de vontade na tua frente,
de pernas abertas pra vida,
sentada na cama, toda minha,
só pra te ver me olhar
como homem que já perdeu o controle.

Minha mão me conhece,
me provoca, me chama,
e é em você que eu penso
pra incendiar ainda mais tua boca.

Nesse nosso ritual,
sou eu que te enlouqueço
sem nem precisar te tocar.

Tudo que eu quero agora
é tua boca achando a minha,
teu corpo encontrando o meu,
profundo, quente, sem pressa,
nesse vai e vem que só a gente sabe,
até a gente se perder uma na outra.




  Cléia Fialho

domingo, 10 de dezembro de 2023

ARQUEIRO DO AMOR



No Rio de Janeiro, onde o sol se deita no mar
Eis que surge um nobre poeta a versificar.
Com a caneta na mão e o olhar inspirado
Ele tece rimas, como um artista encantado.

Pelos morros cariocas, seu coração a pulsar
O poeta da cidade, a sonhar e a amar.
Entre o samba e a bossa nova a ecoar
Ele encontra sua melodia, a lhe inspirar.

No balanço das palmeiras e no calor tropical
O ilustre poeta do Rio, com poema magistral.
Em cada esquina, em cada calçada a deslizar
Ele desenha poesia, a sua forma de brilhar.

Sob o Cristo Redentor, numa benção divinal
O poeta carioca, com seu jeito original.
Descreve su'alma, a sua inspiração
Numa ode à vida, numa doce canção.

Nas praias de Copacabana e Ipanema a beijar
O insigne poeta do Rio, a declamar.
Versos que contam histórias, que aliciam
Como as ondas no mar, que acariciam.

E o ínclito poeta carioca, exímio e sonhador
Eleva sua poesia, com todo fervor.
No Rio de Janeiro, ele é o trovador
Guardião das palavras, arqueiro do amor.

Para um amigo querido




  Cléia Fialho

sábado, 9 de dezembro de 2023

O TATO SE FAZ LÍNGUA



Tuas mãos não deslizam — investem.
Torrente bruta contra a minha pele em brasa,
rasgam veredas que só teus dedos decifram,
onde o tato se faz língua
e a língua, sede voraz.

Entre o suspiro que estripela a noite
e o gemido que a noite devolve em eco,
eu me despedaço.

Teu olhar não me prende — me afoga.
Abismo escuro onde meu corpo naufraga
de pernas abertas, de ventre em choque,
sentidos em labareda.

Perco-me em cada veia que tu abres com a unha,
em cada contração que tu roubas com a boca,
até que o rio se torne delírio
e o delírio, carne viva sob teu dente.

Suor escorre como o tempo entre os nossos ossos.
O ar é pouco — roubamos o mesmo fôlego,
colamos os peitos num só batismo selvagem.

Somos dois animais no mesmo cio,
e a noite, que assiste, arde em nossos pelos,
molhada, tensa, prestes a ruir.

Não há margem.
Não há volta.
Só o teu abismo dentro do meu rio
— e o meu rio, despencando, a te engolir.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

COMO A BRISA NA JANELA




Me espera,
que eu chego leve,
como quem chega com a brisa na janela,
na hora em que o dia ainda está se espreguiçando.

Me sente antes de me ver,
como quem reconhece um perfume antigo
que nunca foi embora de verdade.

Quando eu chego, chego toda.
Meu corpo já te chama em silêncio,
minha pele já se abre em suspiro
só de te imaginar por perto.

Me toca e eu me derramo em arrepio,
me puxa e eu me enrosco,
toda curva, toda onda,
numa dança lenta de quadril
que só você sabe chamar.

Fico sobre você,
aberta, entregue,
com a respiração presa na tua boca,
com meu gosto já nos lábios.

Me preenche devagar,
fica,
me habita até eu esquecer onde começo.

Depois me deixa brilhando,
toda marcada da tua boca,
toda quente do teu toque,
pra dormir com tua cabeça no meu peito
e tua mão ainda em mim.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

DESEJO DE MULHER




Vem de encontro ao meu corpo
que já te espera aceso,
molhado de vontade.

Te imagino assim,
inteiro meu, na minha cama,
e eu chego lenta,
mulher que sabe o que quer.

Beijo tuas costas,
desenho teu pescoço com a boca,
te sinto arrepiar sob meus lábios.

Te viro pra mim,
te puxo pra perto,
e tua boca encontra a minha -
gosto de saudade e de agora.

Tuas mãos me descobrem,
e as minhas te guiam.
Descem pela minha barriga,
aprendem o mapa da minha fome.

Eu suspiro,
me arqueio,
te trago mais pra dentro do meu calor.

Colado em mim,
pele na pele,
sem pressa e sem freio,
me enlouqueces com calma,
me acendes inteira.

Sou toda tua,
toda arrepio,
toda mulher em chamas.




  Cléia Fialho