TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 3 de março de 2024

SINFONIA DE LÍNGUAS



Cada beijo teu é uma nota obscena 
e húmida marcada na minha pele nua,
uma sinfonia de línguas entrelaçadas 
no compasso do prazer voraz e molhado.

Nessa dança íntima, 
a minha alma se guia pela fome devorante,
em harmonia perfeita de gemidos roucos 
e estocadas profundas que me partem ao meio.

Sinto teu pau ereto entrar em mim como acorde final, 
rasgando o silêncio escuro,
a minha boceta apertando em ritmo violento, 
sugando cada centímetro de nós.

O suor escorre pelas minhas costas arqueadas, 
os seios balançam ao teu impacto seco,
e gozo explode em crescendo brutal, 
fluidos quentes nos unindo em espasmos descontrolados.

Somos uma só nota vibrante, 
eterna, 
escrita em carne suada e fogo intenso,
ofegantes, 
destruídos, 
saciados no lençol sujo do nosso desejo sem fim.




  Cléia Fialho

sábado, 2 de março de 2024

FLUÍDOS QUENTES



Tua boca deixou rasto de fogo obsceno 
na minha pele nua e sensível,
língua quente lambendo meu pescoço,
descendo voraz até à minha virilha em chamas,
onde chupas meu clitóris intumescido com fome de loba,
arrancando gemidos roucos 
que escapam da minha garganta sem controle.

No ritual selvagem da cama somos versos suados, 
emoções dilaceradas e carne unida.
Sinto teu pau entrar fundo e brutal, 
penetrando-me até à base em estocadas profundas
que ecoam no meu ventre em grunhidos animais 
e gritos de prazer insaciável.

A nos destruir em gozos repetidos, 
sem fim nem trégua, até à loucura total.

Fluidos quentes escorrem pelas minhas coxas abertas, 
os lençóis encharcados de nós,
corpos colapsados e trémulos, ofegantes, 
grudados de suor, sexo e fome voraz,
eternos nesse poema que tu escreves com língua, 
dentes, mordidas e o pau que me rasga.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 1 de março de 2024

SACRAMENTO PROFANO



O teu corpo movendo-se em cima do meu
É a única crença que eu sempre aceitei.
Tua boca entreaberta, teus olhos sem véu,
No transe selvagem em que me entreguei.
Sinto a carne rasgar quando você consome,
E eu jorro em teu fundo invocando o teu nome.
DRM


Minha boca desaba em teu peito ofegante,
Minhas pernas te prendem, recusam soltar,
A umidade nos une num único instante,
E o silêncio da carne nos vem abraçar.
Mas renasce o desejo que em nós não arrefece,
É o fogo louco que nunca adormece.
CF


Te deito de lado e suspendo a tua perna,
Te invado de golpe, profundo e sem fim,
Teu corpo se molda nessa noite eterna,
Buscando o limite que queima em mim.
Cada embate violento te arranca um gemido,
No compasso animal do prazer revivido.
DRM


Nossos gritos ecoam no mesmo compasso,
Cada golpe violento é uma folha rasgada,
Nos despindo do tempo, da dor, do cansaço,
Nessa nossa vertigem que não pede nada.
Nos fodemos até que a carne seja pão,
E o gozo seja o vinho vertido no chão.
CF





  Cléia Fialho & Don Juan DeMarco

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

NÉCTAR VIÇOSO




Lábios que se buscam, 
num enlace
Volúpias se derramam 
neste instante
Jogo de sentidos, 
espasmo fugace
Néctar viçoso, 
prazer constante.

Corpos em sintonia
na chama do desejo,
suspiros se encontram
na febre de um beijo,
e a noite silencia
para ouvir nosso enleio.

Teu toque me percorre
em ondas de calor,
despertando segredos
guardados no amor,
como estrelas ardentes
brilhando em esplendor.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

CHAMA QUE INCENDEIA




No olhar, chama 
que incendeia
Corpos introduzidos 
em sintonia
A cada toque, 
a pele arrepia
Os desejos, 
uma incauta teia.

No olhar, chama que acende
um silêncio a estremecer,
e o instante se suspende
sem vontade de ceder

Corpos em suave encontro
num compasso a se formar,
como ondas em confronto
no infinito de um olhar

E a pele, viva e desperta,
vai cedendo à emoção,
nessa dança tão incerta
de desejo e sedução

Teia fina que nos prende
sem correntes ou prisão,
só o instante que se entende
na linguagem da paixão.





  Cléia Fialho

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

BEL-PRAZER II




Desejos e desatinos
 a comandar
No calor da noite
 a nos envolver
Luxúrias ardentes
 a nos guiar
Intenções sussurradas
 à bel-prazer.

Entre sombras e aromas
o desejo desperta,
feito chama que dança
na noite encoberta,
e os corpos se encontram
em paixão sempre aberta.

Teus murmúrios acendem
meus sentidos febris,
como vinho derramado
em instantes sutis,
onde os sonhos se tornam
doces vertigens gentis.

Na cadência dos toques
o tempo se desfaz,
e a pele em delírio
sempre pede por mais,
numa entrega silenciosa
de emoções tão reais.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

PRAZER LATENTE




Desejos são como 
trens velozes
Que correm pelos 
trilhos da mente
Levam-nos a 
lugares misteriosos
Em busca do 
prazer latente.

E em cada curva oculta
do caminho percorrido,
o coração se perde
num sonho proibido,
seguindo entre suspiros
um desejo incontido.

Há estações de encanto
na fumaça da emoção,
onde a saudade embarca
sem pedir direção,
e o amor segue aceso
nos vagões da paixão.





  Cléia Fialho

domingo, 25 de fevereiro de 2024

VOU SEMEAR



Nas asas do tempo, eu vou voar
Desbravando o universo da existência
E os segredos que ele tem a revelar
Encontrando a paz na sua essência.
O passado não pode me aprisionar

O futuro é uma promessa de esperança
No presente, meus sonhos vou semear
Com cada instante, uma nova experiência
Aproveitando cada preciosa vivência.
Deixando minha marca no caminhar.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose é uma criação
da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA