Colamos pele com pele
como se o mundo lá fora não existisse mais,
e eu já não sei onde eu acabo
e onde tu começas.
Tua boca cala a minha
com fome, com sede,
e o que não vira beijo
vira suspiro preso na garganta.
Tua voz me invade,
baixinha, rouca, quente,
como música molhada no meu ouvido,
me chamando pelo nome
que só tu sabes dizer assim.
Me puxa,
me traz mais pra dentro de ti,
me aperta, me guarda,
me faz tua morada.
Eu sou toda arrepio,
toda entrega,
toda mulher te querendo
sem freio, sem vergonha, sem fim,
colada em ti
como se eu tivesse nascido
só pra esse instante.
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