TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 3 de setembro de 2024

GOZOS PROFUNDOS



Tua pele sedosa e cheirosa de sexo é meu enlevo voraz,
língua lambe a salinidade do suor, 
a boca devora a curva do ventre.

Neste ritual da carne 
somos a fantasia obscena e real,
coxas abertas, 
dedos cravados, 
gemidos roucos escapando no escuro.

Onde o amor se eterniza 
em gozos violentos e profundos,
doce devaneio de fluidos quentes 
escorrendo pelas coxas abertas.

Entro em ti com fome de lobo, 
pau pulsando até a base,
a vagina aperta sugando, 
o corpo arqueia em espasmos descontrolados.

Gozamos juntos em grito estrangulado, 
destruídos e unidos,
saciados no lençol sujo, 
ofegantes, 
eternos no fogo que não dorme.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

ECOS DO CREPÚSCULO



No crepúsculo sereno, onde o sol se despede,
Encontro o teu olhar, um farol que ascende.
Teus lábios são mistérios, suaves promessas,
Despertam em mim desejos, doces surpresas.

Teu toque é um murmúrio de brisa e veludo,
Que acaricia a pele, desfaz o mundo rudo.
Em teus braços, encontro o prazer do sussurro,
E o ritmo do amor que ao coração murmura.

Teus olhos, estrelas em noites de lua cheia,
Revelam o segredo de uma paixão que se enleia.
A cada beijo, um verso, um poema encantado,
Escrito em sonhos, dentro do teu abraço.

No jogo das sombras, no toque das mãos,
Revelam-se as curvas, sentimentos e os planos.
Tua presença é um rito de encantamento,
Que leva minh'alma a um sublime momento.

No crepúsculo sereno, onde o prazer tem sabor,
Deixo-me perder no mistério do teu amor.
E, na penumbra suave, onde o desejo se revela,
Nos ecos do crepúsculo, o querer se desvela.





  Cléia Fialho

domingo, 1 de setembro de 2024

FLAMA E FENDA



Quero decifrar os teus contornos  
com a ponta dos dedos,  
percorrer a linha exata  
onde o teu peito encontra o meu.  

Descobrir o teu relevo,  
do dorso aos flancos,  
e me perder no vão quente  
que separa o teu ventre  
da minha urgência.  

Prendo os meus olhos  
no abismo dos teus,  
enquanto me entrego,  
pele por pele,  
ao calor da tua boca.  

Minha mão, errante e faminta,  
encontra a fresta úmida e aberta,  
o convite exato  
para a dança mansa  
das nossas águas.  

Respiro o teu ar  
como quem tateia o escuro,  
com o peito subindo e descendo  
na cadência do teu ritmo.  

Grito o teu nome  
no limite exato da lucidez,  
porque é vertiginoso  
queimar assim,  
subir até o topo  
da loucura e do fogo,  

para depois desabar,  
exausta e plena,  
no orvalho macio  
da nossa entrega.




  Cléia Fialho

sábado, 31 de agosto de 2024

ÊXTASE DO AMOR



Na noite, os corpos se encontram,
Peles se tocam, paixão a esquentar,
Suspiros se perdem na bruma da noite,
Um beijo roubado, a lua a testemunhar.

Desejos se incendeiam, chamas a arder,
Sedução no ar, olhares a se cruzar,
Nossos corpos dançam, num ritmo lento,
Um balé proibido, sem medo de amar.

Nossos segredos, entre lençóis de seda,
Desvendados na noite, sem hora pra parar,
Somos como versos de uma poesia sensual,
No êxtase do amor, nos deixamos levar.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

O AMOR E A AMIZADE




No jardim, a luz do sol brilha,
Em um laço de amizade, a vida é tranquila.
Sorriso aberto, a tarde é um encanto,
Os abraços sinceros, é um doce recanto.

Cada flor desabrocha com ternura,
E o vento leve canta com doçura.
Na sombra da árvore, a amizade se tece,
E na simplicidade, o amor floresce.

Caminhamos juntos, sem pressa, com calma,
Na companhia, encontramos a alma.
Entre risos e conversas, o tempo voa,
Na jornada da amizade, tudo é de boa.

Os pássaros dançam, a tarde é clara,
E a felicidade, no coração, se declara.
Com a amizade, o verão se torna eterno,
E no calor dos dias, o afeto é terno.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

FLUI EM MEU SER



No silêncio da noite estrelada,
Minh'alma vagueia, liberta, sem medida.
Pensamentos dançam em volta da mente,
Como estrelas cintilantes, quentes e cálidas.

Em cada sopro de vento noturno,
Sussurros da vida, segredos profundos.
Na escuridão, sonhos tecem seus fios,
E a lua sorri, guardiã dos segundos.

A poesia, como um rio sem margens,
Flui em meu ser, como água da fonte.
Palavras se entrelaçam, dançam em versos,
Expressão d'alma, livre e sem pontes.

Nas páginas em branco deste papel,
Despejo meu coração, minha voz.
Poesia simplesmente, sem rédeas ou véu,
Na tinta e nas rimas, encontro-me a sós.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

O BRILHO DO SEU OLHAR



No brilho do seu olhar, um mundo inteiro,
Reflete a luz das estrelas no firmamento.
É como um farol, brilhante e verdadeiro,
Guiando meu caminho, com doce alento.

Nele encontro segredos, mistérios a decifrar,
Refúgio e abrigo para minh'alma cansada.
Em seu fulgor, vejo mar de emoções a marejar,
Como a aurora nasce, nessa luz encantada.

É o brilho dos sonhos que compartilhamos,
No espelho dos olhos, nossos laços forjamos.
No seu olhar, vejo o amor a transbordar,
Uma história de encanto, juntos a caminhar.

Nas noites estreladas ou sob o sol a raiar,
O brilho do seu olhar jamais há de findar.
É a centelha da vida, a chama a incendiar,
Minha eterna fonte de amor, a me iluminar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 27 de agosto de 2024

AMOR VESPERTINO



No crepúsculo dourado, o amor aflora,
Embalado pelo sol que vai embora.
Sob a luz amena, o coração se aquece,
Amor vespertino, paixão que não perece.

Na tarde serena, nossos olhos se cruzam,
Sentimentos florescem, em nós se traduzem.
O céu se colore, tons de laranja e rosa,
Nossas almas se entrelaçam, amorosa prosa.

O calor do dia se torna suave brisa,
Nesse amor que à tarde se eterniza.
À sombra das árvores, nós nos entregamos,
O amor vespertino, em nossos olhos brilhamos.

A quietude do entardecer, somos corpos matutos,
Nossos beijos são doces, deliciosos como frutos.
Sob o céu tingido de tons quentes e serenos,
Nosso amor vespertino é eterno, somos plenos.




  Cléia Fialho