Tua pele sedosa e cheirosa de sexo é meu enlevo voraz,
língua lambe a salinidade do suor,
a boca devora a curva do ventre.
Neste ritual da carne
somos a fantasia obscena e real,
coxas abertas,
dedos cravados,
gemidos roucos escapando no escuro.
Onde o amor se eterniza
em gozos violentos e profundos,
doce devaneio de fluidos quentes
escorrendo pelas coxas abertas.
Entro em ti com fome de lobo,
pau pulsando até a base,
a vagina aperta sugando,
o corpo arqueia em espasmos descontrolados.
Gozamos juntos em grito estrangulado,
destruídos e unidos,
saciados no lençol sujo,
ofegantes,
eternos no fogo que não dorme.
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