TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

LINGUAGEM DO SEXO



Fome que consome e que come...
 Beijo... aspiração... desejo... sofreguidão...
 Peles arrepiadas...

 Mãos e línguas ousadas...
 O vocábulo desconexo...
 É a linguagem do sexo...

 Bem batido e misturados...

 Corpos ardentes e lambuzados...




  Cléia Fialho

domingo, 16 de fevereiro de 2025

GALOPE SEDENTO



E abro-me para te receber
 quando vens à galope sedento...
 Sugo e bebo desse prazer
 que tens para mim guardado...
 Dessa fonte à transverter
 saboreio o doce pecado.

Teu corpo em meu corpo
desperta marés,
num ímpeto ardente
de pura atração,
e a noite derrama
perfumes e fé
sobre a chama viva
da nossa paixão.

Em teus movimentos
me perco sem medo,
como flor noturna
sedenta de luar,
e cada suspiro
revela um segredo
que só nossos lábios
conseguem guardar.

No calor dos abraços
a febre floresce,
em ondas suaves
de entrega e calor,
e a pele em delírio
silente agradece
o doce pecado
bordado de amor.





  Cléia Fialho

sábado, 15 de fevereiro de 2025

SENTIMENTOS DE AMOR E PAIXÃO



Nos versos do poema, vou me aventurar
Com palavras escolhidas, vou te encantar
Expressarei sentimentos, de amor e paixão
Em cada estrofe, uma emocionante canção.

*****
No primeiro quarteto, a introdução farei
Descrevendo a beleza que em ti encontrei
Teus olhos brilhantes, como estrelas no céu
Meu coração gamado transfiro para o papel.
 
No segundo quarteto, a trama se desenrola
Falo do teu sorriso, que me envolve e consola
Teus lábios doces como mel, a me seduzir
Neste poema de amor, só quero te sentir.
 
No terceto final, a conclusão eu preparo
Digo que és meu sol, meu porto seguro e raro
Te amarei eternamente, com todo o meu ser
És minha vida, és a razão do meu viver.

*****
Assim termina o poema, dedicado a você
Negão gentil e amante, meu bem-querer
Que este poema toque fundo o teu coração
E que a chama aumente mais nosso tesão.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A DEGUSTAÇÃO É PLENA



Na cobiça de desejos
Ardentes abraços
O calor da paixão
Nos lábios, nos traços

Corpos que se deleitam
Na noite serena
Fulgores e sabores
A degustação é plena.

Entre sombras macias
e lençóis desalinhados,
o desejo se espalha
em murmúrios febris,
teus dedos desenham
caminhos incendiados
sobre meus segredos
mais fundos e sutis.

A noite nos envolve
em delírio e ternura,
cada suspiro acende
nova chama no ar,
e a paixão se derrama
com doce loucura,
na fome incessante
de amar e tocar.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

MEU CORPO VERSEJA



Leia-me com a pele
Com olhos que deseja
Nas entrelinhas e rimas
Meu corpo verseja

Poemas são danças
Como convites ao prazer
Mesclando versos e devaneios
Desejos condizer.

Desliza os teus dedos
Na curva da emoção
Cada palavra acesa
Desperta combustão

Em metáforas quentes
Meu querer se derrama
No compasso dos versos
Teu suspiro me chama

Há perfumes noturnos
Na cadência do olhar
E um silêncio febril
Pronto pra nos incendiar

Entre rimas e sonhos
Nos perdemos sem medo
Teu beijo vira poesia
Quando pousa em meu segredo.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

AMOR É...



Amor é a luz que ilumina o caminho
Um sentimento puro, eterno e divino.
Amor é o fogo que arde sem se apagar
Uma força poderosa que nos faz amar.
 
Amor é a música que toca o coração
Uma melodia eterna, plena de emoção.
Amor é a poesia que nos faz sonhar
Uma escrita divina que nos faz amar.
 
Amor é a coragem de se entregar
Sentimento nobre, difícil de explicar.
Amor é o elo que une corações
Energia sublime, além das ilusões.
 
Amor é a chave que abre o coração
Sentimento, que a tudo dá razão. 
Amor é a luz que guia os passos
Força imensurável, além dos abraços.




  Cléia Fialho

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

SOU TUA MULHER POESIA



Até que saciada eu sorrio,
Tua boca ainda me faz tremer,
Minha libido explode em arrepio,
Quando você me faz enlouquecer.

Com teus versos me pincelas,
Tua voz rouca me chama de tua,
Tua mão que me revela,
Me invade inteira, nua.

Com a língua me desenhas,
Grava teu nome na minha pele,
Acende meu prazer quando me banhas,
Me faz tua, me faz fêmea.

Sou teus delírios mais carnais,
Teus poemas mais sensuais,
A mulher que te completa,
Poesia, a tua predileta.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

A GURIA QUE FUI



Ah, meu tempo de guria, ingenuidade encantada
Despertar dos sentidos em primavera florida
Era um mundo de cores, paixão desenfreada
Onde a sensualidade pulsava escondida.
 
Os lábios que antes provavam doces delícias
Agora buscam sabores em outros matizes
Mas a essência da guria, em eternas cobiças
Permanece viva, nas lembranças felizes.
 
Ah, meu tempo de guria, tesouro do passado
Ainda ecoa em mim a dança da juventude
E nas recordações sensuais, sinto o legado
De um'alma que viveu, em doce plenitude.
 
Que perdure em meu ser, a guria que fui
A sensualidade inocente, jamais perdida
E assim, em cada verso, a saudade aflui
Do tempo que marcou minha vida colorida.




  Cléia Fialho