TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

NO CALOR DO DESEJO




Quando a aurora se despedaçar em nossas peles,  
cansados e repletos,  
não indagues sobre o tempo perdido,  
os meses de silêncios e ecos,  
têm morada aqui,  
entre nossos corpos entrelaçados,  
no calor do desejo e na dança do prazer.

Entre o aroma da pele que se funde,  
e o tremor dos lábios se encontrando,  
a urgência do instante,  
bate como um tambor,  
incessante,  
revele-se em cada toque,  
neste refúgio de fervor e entrega.

E quando o crepúsculo se lançar em cores,  
saberemos,  
que os vestígios da ausência  
se desmancharam,  
como névoas ao amanhecer,  
cada sussurro nosso,  
cada gemido,  
uma ode à intensidade que nos consome.

Nossas almas,  
despidas de amarras,  
percorrem a brasa ardente,  
desvendar emoções,  
abismos profundos,  
um labirinto de sentidos  
onde o amor se desenha cru,  
vital e visceral.

Assim nos encontramos,  
neste leito de anseios  
onde cada palavra é um beijo,  
onde cada silêncio,  
um espaço  
onde a razão se rende,  
ao clamor do instinto.

E ao final,  
quando o sol finalmente se ocultar,  
seguiremos inteiros,  
tecidos de paixão,  
como dois corpos  
que desenharam,  
na penumbra,  
um mundo à parte,  
onde a linguagem é pura e sem limites.

Deixemos que a noite nos abrace,  
como amante que não se cansa,  
entre murmúrios e risos,  
de ambições insaciáveis,  
e ao amanhecer,  
seremos a memória ardente  
daquilo que fomos,  
do que ainda somos.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

ESTRELA QUE AMO


No céu largo da existência,
cintila uma luz tamanha,
é teu olhar, com presença,
que me guia e me acompanha.

Teu sorriso, doce encanto,
deslumbra sem ter medida,
feito um canto sacrossanto
que dá cor à minha vida.

A lua cheia preside
nosso amor sereno e forte,
e em silêncio ela divide
nossa dança e nossa sorte.

Como brisa que acarinha
sem jamais se anunciar,
teus beijos, flor que adivinha,
vêm meu peito acalmar.

Neste verso de esperança,
declaro-te sem dilema:
és amor, és confiança,
minha vida, minha gema.

Meu sonho, minha sina,
meu enredo, minha cena,
és a alma que ilumina
minha estrada tão serena.

E se o verso é breve e quente,
te confesso sem lamento:
és meu amor mais presente,
és meu eterno momento.





  Cléia Fialho

domingo, 4 de janeiro de 2026

SONHO QUE ABRAÇA


Se tu soubesses o quanto vibra o meu olhar,
Quando te vejo a passar, sereno, tão leve,
Teus passos dançam, parecem flutuar,
E meu peito, em silêncio, por ti se atreve.

Teu sorriso é sol que desabrocha na tarde,
E perfuma o caminho por onde imagino,
Teu encanto é brisa que a alma invade,
E em cada lembrança, teu rosto alinho.

Ah, se tu soubesses o quanto eu te quero,
Quando no silêncio teu nome eu espero,
Querendo o teu abraço, doce tentação.

Mas quando desperto e não te vejo ali,
Meu peito se aperta, um vazio que senti,
E o teu abraço acalma o meu coração.





  Cléia Fialho

sábado, 3 de janeiro de 2026

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

GIRANDO EM ÊXTASE



Girando em êxtase
corpos se entrelaçam
Revelando segredos
em cada toque, o devaneio
Queimam como um fogo 
que nunca se desfaz
Trocando carícias
num ritmo de arrepio
Ardendo em paixão
no olhar o desejo traz.

Beijos se encontram,
bocas se exploram,
gemidos dançam
como notas sonoras.
Na pele, o delírio
se espalha sem freio,
sussurros ardentes
acendem o enleio.

No ápice da chama,
a entrega é total,
dois corpos rendidos
num prazer sem igual.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

SEXO TESO




Seu corpo eu bem conheço
 é um território familiar
 por conquista eu mereço
 o direito de te amar.

 Traço a linha da sua região
 com agilidade e destreza
 sou a dona desta nação
 disto já tenho certeza.

 Meu toque reverbera inteiro
 através do seu sexo teso
 meus lábios como braseiro
 mantém você sempre preso.




  Cléia Fialho