TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 2 de abril de 2026

PROVO GOTA A GOTA



Sorvo o néctar da tua pele,
Lento, como se a boca fosse jardim,
Onde o tempo traça caminhos,
Desvela segredos no corpo em jardim.

Escorre o líquido ardente entre nós,
Nos lençóis que guardam a madrugada,
Carícias se encostam no silêncio,
Sussurrando promessas caladas.

Bebo tua essência até a sede ceder,
Provo gota a gota, beijo a beijo,
Recolho o sonho entre risos e prazer,

Rios de luar deslizam no desejo,
Deságuam suaves no meu abraço,
No segredo quente do nosso espaço.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de abril de 2026

A CONCUNPISCÊNCIA



A concupiscência é fogo ardente
Que inflama os corpos, faz suar
E nesse ardor tão envolvente
Não há limites para amar.
 
As mãos deslizam pela pele
Os lábios se tocam em frenesi
E a luxúria que nos impele
Nos leva ao êxtase sem fim.
 
Os gemidos são melodias
Que ecoam pela madrugada
E a lascívia em suas malandragens
Faz fermentar todas libertinagens.
 
A concupiscência é a chama
Acende o desejo di prazer, a flama
E mesmo que dure apenas uma noite
Deixa lembranças para o amanhecer.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

É a intensidade que desnuda os corpos
como uma tempestade que varre a luxúria
e nos conduz à paixão desenfreada.
A depravação do seu desejo
sendo a minha vontade desejada,
a noite toda e além do amanhecer.

 GRATIDÃO 

terça-feira, 31 de março de 2026

ENCONTRO SELVAGEM



Aproxima-te, oh fogo que arde em meus poros,  
Teus olhos, labaredas, incendeiam meus sentidos,  
Acaricia-me, desliza como um rio voraz,  
Em cada toque, uma sinfonia de gemidos.

Sente o pulsar, a dança frenética da pele,  
Teu desejo e o meu, em um só ritmo,  
Mergulha no abismo, onde o tempo se dissolve,  
A cada respiração, um novo vício.

Lambe-me, devora cada palavra sussurrada,  
Teu corpo é a tempestade que eu anseio,  
Na crueza do momento, somos bestas,  
Explorando os limites do nosso desejo.

A vida se desfaz, somos apenas instintos,  
Nessa selva de corpos, onde tudo é permitido,  
Entregamo-nos ao êxtase, sem medo,  
No labirinto da paixão, estamos perdidos.

E ao final, com a lua como testemunha,  
Deixamos nossas marcas, cicatrizes de prazer,  
Dançamos no silêncio, entre suspiros e risos,  
Numa entrega visceral, que nunca vai se esquecer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 30 de março de 2026

MINHA ANATOMIA



Me deixo levar pela tua ousada mão
 Que me afogo em teu mar adocicado
 Como um compasso teus dedos com tesão
 Contornam toda minha geografia
 Decorando de A a Z minha anatomia.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose
é uma criação da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA
Linda interação do Amigo Poeta Juan de Marco

Aqui te dou a chave que vai abrir o desejo...
aqui te dou mais um segredo
para passar a noite nos meus sonhos...
aqui minhas asas para que você possa usá-las para voar
e minha boca, para que você possa ocupe-o onde quiser.

 GRATIDÃO 

    domingo, 29 de março de 2026

    GAÚCHA FARROPILHA



    Nos campos da querência
    Onde o sol se põe no horizonte
    Tem gaúcha sensual em evidência
    Um encanto que não aceita afronte.
     
    Nas trilhas de chão batido
    Caminha com firmeza e graça
    Despertando suspiros e sorrisos
    Deixa sua audácia, por onde passa.
     
    Olhos que reluzem como estrelas
    Reflete a alma valente e cativante
    Ela é feita de coragem e beleza
    Fusão de bravura no semblante.
     
    Veste bombacha e pilcha de prenda
    E dança o vanerão com elegância
    Sua ginga é um poema em renda
    Uma lindeza sutil em abundância.
     
    É poesia solta e livre, porém séria
    Alma de uma mulher guerreira
    Ela é gaucha forte e gaudéria
    Coração quente como chimarreira.
     
    Nos fandangos e lidas campeiras
    A gaúcha sensual se destaca
    Sorriso largo e alma verdadeira
    Ao som do fandango, ela se abraça.
     
    Entre o mate e o chimarrão
    Seu jeito doce e decidido, encanta
    É a força da gaúcha e sua tradição
    Orgulho do pampa que acalanta.
     
    Monta à cavalo com desenvoltura
    Galopa pelos campos sem temor
    Revela a essência de uma cultura
    Que perpetua no tempo, com fervor.
     
    Gaúcha farroupilha é seu coração
    Orgulho de uma terra sem igual
    Teus versos, tua história, tua tradição
    Enchem corações de um amor inigual.




      Cléia Fialho

    sábado, 28 de março de 2026

    NA MINHA BOCA



    Na minha boca  
    a ânsia irrompe,  
    um turbilhão de instintos,  
    onde sonhos proibidos  
    se entrelaçam com a carne,  
    num balé de toques e segredos.  

    Na minha boca  
    ecoam gemidos fervorosos,  
    sussurros que dançam  
    entre o espaço do nosso desejo,  
    silêncios carregados  
    de promessas ocultas.  

    Na minha boca  
    teu gosto se revela,  
    uma língua destemida  
    que desvia dos limites,  
    funde-se aos meus sentidos,  
    olhares que se perdem em profundezas.  

    Na minha boca  
    cada centímetro da tua pele  
    é um tesouro redescoberto,  
    banhado em luxúria crua,  
    por onde o desejo flui  
    como um rio selvagem.  

    Na minha boca  
    o calor do teu ser transborda,  
    um falo pulsante, intenso,  
    que se agita num compasso  
    apimentado de prazeres infindos,  
    fogo que incendeia a alma.  

    Na minha boca  
    os mundos colidem e se fundem,  
    perpetuando uma dança ancestral,  
    onde cada toque é um convite,  
    cada respiração, uma explosão,  
    um convite irresistível à entrega.  

    Na minha boca  
    a selvageria toma conta,  
    tentáculos de paixão  
    se alongam, se entrelaçam,  
    por entre os ecos da noite,  
    revelando os mistérios de um amor voraz.  

    Na minha boca  
    teu desejo se transforma,  
    se expande, se evolui,  
    num ciclo de prazeres divinos,  
    saciando ânsias profundas  
    nesta dança intensa e visceral.  

    Na minha boca  
    tudo se dissolve,  
    deixando apenas a essência,  
    fragrâncias de um amor ardente,  
    uma sinfonia de gemidos  
    que ecoa pela eternidade.




      Cléia Fialho

    sexta-feira, 27 de março de 2026

    É DIFÍCIL ATERRIZAR



    Vastidão de pensamentos, um labirinto sem fim
    A loucura dança, como um sussurro no jardim
    Cores vivas e sombras profundas se entrelaçam
    Na dança da loucura, as fronteiras se deslaçam.
     
    Palavras que rimam em versos desconexos
    A mente se perde em labirintos complexos
    Sinfonia caótica, um turbilhão de emoções
    Na loucura, encontramos estranhas revelações.
     
    Como as estrelas que dançam no céu noturno
    A loucura cintila, um fogo queimando soturno
    Misto de sonhos e pesadelos, vórtice a girar
    As certezas se desfazem, é difícil aterrissar.




      Cléia Fialho

    O Experimental Tridoze Poético é uma criação
    Da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

    quinta-feira, 26 de março de 2026

    ACEITO! DEITO E ROLO...



    Entrando no quarto
    Corpo em devaneio farto
    Uma doce e sensual penumbra
     O prazer no ar vislumbra...

    Sob a claridade do luar
    Coração quente a palpitar
    Colocou-me em sua cama
     Calor que invade e inflama...

    Sentou-se ao meu lado
    No lençol de cetim azulado
    Despiu-me com o olhar somente
     Delicado e envolvente...

    Quase desmaio ao sentir
    Um queimor vem a me afligir
    Uma mordidinha leve na orelha
     No chão ele vai e se ajoelha...

    Sobe, beijando o meu colo
    Aceito! Deito e rolo...
    Um convite para o amor
     Pra degustar o seu sabor...




      Cléia Fialho