TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 24 de abril de 2026

SOU EU, NO FIM



Sou eu,
quem veste esta carne estranha,
que vibra, que arde, que sonha,
sem pedir permissão à razão.

Sou eu,
mesmo quando a mente divaga,
e a lógica, por vezes, se apaga
nas sombras do coração.

Este enigma que me habita,
me inquieta e me limita,
tem o gosto do eterno porquê...
Mas é meu. E sigo com ele,
mesmo sem entender o que é.

Não sou máquina nem decreto,
nem esboço de um projeto
de um deus feito em manual.

Sou caos, sou verbo imperfeito,
sou pergunta, sou defeito,
mas sou vivo, afinal.

E se não há consenso entre os dois —
o corpo que pulsa sem freio
e a mente que pede sossego —
eu danço neste meio
sem regra, sem apego,
tentando fazer meu próprio sinal.

Porque mesmo entre abismos e contradições,
entre choques, vontades, prisões…
sou eu — com todas as minhas versões —
quem responde por mim.
Sou eu, no fim.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

És tu
quem clama entre os versos,
quem geme poemas de desejo
quando sentes com paixão ardente
e gritas com fervor.
És tu
quem vibra no caos do fogo,
quem sente minha carne
rasgando e profanando a tua
sem descanso.

 GRATIDÃO 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

SOMOS FOGO E PAIXÃO



No silêncio da noite a sós,
Corpos se encontram ardentes,
Na penumbra, os olhares cúmplices,
Segredos trocados, desejos crescentes.

Tua pele macia, sedutora e quente,
Minhas mãos a exploram com ternura,
Nossos lábios se unem num beijo lento,
E o tempo parece perder a sua medida.

Dança de nossos corpos, o desejo aflora,
Somos fogo e paixão, entrega sem fim,
Verso a verso, no amor que se explora,
Centelha de prazer, cada suspiro assim.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 22 de abril de 2026

terça-feira, 21 de abril de 2026

SEGREGANDO HISTÓRIAS



Caminhaste em silêncio, e eu te pressenti,
nos passos calados que o tempo guardou...
Na brisa que toca onde nunca te vi,
o teu pensamento em mim sussurrou.

As folhas dançavam, cúmplices da emoção,
segredando histórias escritas no ar.
E em cada instante, o meu coração
insistia em tentar-te alcançar.

Talvez o amor não se explique jamais,
mas mora onde o tempo não desfaz,
e se esconde nos gestos mais sutis.

Quando a solidão visita meu abrigo,
te escuto de novo — tão doce, tão amigo —
em versos que o vento me diz.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de abril de 2026

TEU CORPO É VERSO QUE APRENDO DEVAGAR




Teu corpo é verso que aprendo devagar,
nas curvas que o silêncio não contém,
a boca busca o que a pele retém —
um fogo que só tu sabes acender...

Percorre cada traço do meu ser,
teus dedos, rios que ensinam a querer,
enquanto a noite nos convida a arder...

Deixamos cair qualquer disfarce frio,
teu nome é mar — e eu me entrego ao rio,
e cada beijo vira um lugar de haver...

Onde o desejo não precisa de nome,
tua voz me nutre quando a alma tem fome,
teu corpo é verso que aprendo devagar.




  Cléia Fialho

domingo, 19 de abril de 2026

sábado, 18 de abril de 2026

O DESEJO A PULSAR


Teu olhar, fogo a arder,
Corpos dançam na emoção,
Noite quente a envolver,
Pura mágica atração.

Lábios roçam num fervor,
Paixão viva a se acender,
Desejos fundem o amor,
Numa noite a não esquecer.

Peles tocam, fogo e luz,
Sussurros vão se espalhar,
No calor que nos conduz,
O desejo a pulsar.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 17 de abril de 2026

OS POETAS E SUAS ALMAS IMORTAIS



Os poetas são seres etéreos,
cujas almas transcenderam a mortalidade.
Em suas palavras, 
encontramos a luz que os eterniza,
pois a poesia é a sua dádiva para o mundo.
 
O poema é a arte que reinventa
nosso alimento acima e além da angústia.
Enquanto houver clamor por escrever,
os poetas continuarão vivos,
ecoando suas palavras 
nos subúrbios de nossa alma.
 
E assim, os poetas não morrem,
suas almas imortais ecoam 
através de sua poesia.
Suas palavras são reflexos
de suas consciências e inconsciências,
representando a essência de quem são.
Enquanto suas obras perdurarem
e forem lidas por novos leitores,
o poeta permanecerá vivo,
mesmo que o papel se torne 
frágil e a caneta falhe.
 
Os poetas não morrem por idade,
mas sim quando suas obras caem no esquecimento.
Enquanto houver leitores abrindo seus livros
e se deixando envolver pelas palavras
o poeta continuará vivendo.
Seu legado transcende o tempo,
sendo eternizado através do poder da poesia.
 
Portanto, celebremos os poetas 
e suas almas imortais.
Que suas palavras continuem 
encantando e inspirando gerações futuras,
mantendo viva a chama 
da criatividade e da sensibilidade.
Que possamos valorizar e apreciar 
a magia da poesia, que nos conecta com a essência
mais profunda da existência humana.




  Cléia Fialho