TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 10 de maio de 2026

DANÇA DO DESEJO



Em corpos nus, a pele é o véu do toque,
Cada suspiro é um convite, sem disfarce,
Na dança lenta, paixão e desejo se entrelaçam.

Corpos se entrelaçam na dança da paixão,
Em cada toque, um gemido de entrega,
Desejo incendeia, não conhece restrição.

Corpos entrelaçados na dança do desejo,
Toques que incendeiam, paixão em cada beijo,
No calor da entrega, somos um só ensejo.




  Cléia Fialho

sábado, 9 de maio de 2026

NOS DEGRAUS DO TEMPO



Desci contigo os degraus do infinito,
onde o tempo se curva ao amor que resiste.
O eco dos passos, agora tão aflito,
sussurra teu nome em sombra e triste.

Mas sei que na brisa que dança nos muros,
há rastros de riso, há gestos tão nossos.
Nos olhos que foram estrelas em curvos
caminhos de sonho, em versos tão foscos.

Se a vida persiste e sigo sem rumo,
não temo o abismo, nem temo a ausência.
Pois sei que no vento ainda há teu perfume,
e em cada degrau… tua pura existência.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 8 de maio de 2026

SOMOS SERES PERFEITOS



No toque suave da pele morena,
O calor se espalha, chama serena,
Teus lábios nos meus, paixão enleva,
No encontro secreto da noite se eleva.

No sussurro ardente dos nossos desejos,
Somos um só corpo, em êxtase, sem receios,
As mãos se entrelaçam, caminhos estreitos,
Na dança dos corpos, somos seres perfeitos.

O aroma da pele, perfume sedutor,
Nossos corpos se entregam, sem temor,
A brisa que acaricia, amor a florescer,
No calor do encontro, prazer a acontecer.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 7 de maio de 2026

CHEIRO BRUTO DE NÓS DOIS



Teus dedos não pedem licença,
invadem a pele, rasgam a calma,
apertam minhas mamas com a força de quem quer possuir,
esmagando o desejo até que ele transborde,
num espasmo que me faz arquear a coluna.

Não há magia, há carne.
Há o suor que escorre, salgado e quente,
o cheiro bruto de nós dois fundidos,
enquanto tua boca devora meu pescoço,
deixando a marca da tua fome, a prova do teu rastro.

Desce a mão, sem pressa, mas com urgência,
mergulha no centro do meu incêndio,
onde pulsa úmida, clamando pelo teu choque.
Quero o peso do teu corpo me prendendo à cama,
o atrito bruto, a fricção que queima,
o som visceral de pele batendo contra pele.

Sente o aperto, o calor que nos consome,
enquanto teu pau me rasga, me preenche, me domina,
num ritmo selvagem, sem freio, sem piedade.
É um embate de fluidos, um caos de gemidos,
onde a razão morre e só resta o instinto.

Suga minha alma através do gozo,
enquanto eu me prendo a ti, arranhando as costas,
querendo que você entre mais fundo,
até que não saibamos onde termina o teu corpo
e onde começa o meu delírio.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de maio de 2026

MARES SEM CONTORNOS



Nos recantos sombrios da mente inquieta
A loucura se desenha como uma paleta
Cores vibrantes, pensamentos em devaneio
Na dança da loucura, encontro um enleio.

Passos incertos por caminhos desconhecidos
A sanidade se dissolve em momentos perdidos
A razão se mistura com sombras e luz
A realidade se desfaz em confusão e fluxo.

Como estrelas cadentes em um céu distante
A lucidez se esvai, como um suspiro errante
A mente é um caleidoscópio de ideias e sonhos
Na loucura, navegamos por mares sem contornos.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de maio de 2026

POR BAIXO DA PELE



Teu nome me atravessa como febre,
e tudo em mim desperta sem defesa.
Há uma fome viva na tua presença,
uma tensão doce queimando a pele.

Chegas e o ar muda de temperatura.
O silêncio se enche de promessa.
Teu olhar me desmonta devagar,
e eu já não sei ser menos do que entrega.

Quero essa aproximação que arrebata,
esse desejo que vibra por baixo da pele,
essa forma tua de acender o instante
até que o mundo inteiro perca a voz.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de maio de 2026

SUSPIRO NO CÉU



Sou névoa que dança
nos braços da manhã,
soprada por mãos invisíveis
que conhecem o rumo do sonho.

Minha essência não pesa —
paira.
Sussurra entre ramos úmidos,
envolve troncos com ternura úmida,
desfaz contornos com carinho.

Ecoa um trovão distante.
E não temo.
Pois sei que até a tormenta
carrega no ventre
um ventre de calma.

Nas poças, vejo rostos
de tempos que fui,
e na transparência do instante,
descubro que a bruma
é apenas o abraço
entre o que passa
e o que permanece.

Sou vapor que acolhe,
sou o silêncio
que antecede a poesia da chuva.
Sou, no fim,
o suspiro do céu
quando ele encosta no chão.




  Cléia Fialho

domingo, 3 de maio de 2026

O DESTINO SORRI



Seus olhos me mostram o céu mais bonito,
Órbita doce do amor infinito.
Cada toque teu, meu corpo arrepia,
O teu abraço é minha poesia.

Meus sonhos ganham teu nome, 
tua cor,
Vivemos no laço mais puro do amor.
O destino sorri quando estamos assim,
Corações unidos num mesmo jardim.
Ê um milagre de luz: 
ter você em mim.




  Cléia Fialho