TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 12 de maio de 2026

ALÉM DA VIDA


Além da vida existe um lugar,
Onde a alma busca a verdade.
Um mundo de luz e de amar,
Cheio de paz e claridade.

A poesia abre esse caminho,
Nos leva ao céu, ao infinito.
Verso por verso, feito carinho,
Mostra um mundo mais bonito.

A alma sobe e se alinha,
Numa dança cheia de cor.
A poesia se faz a linha,
Que liga a gente ao amor.

Deixamos o mundo de matéria,
E entramos num brilho profundo.
Versos guiam a alma etérea,
Por entre os segredos do mundo.

Além da vida há liberdade,
Onde mora a eternidade.
A poesia é essa entrada,
Para a luz e a verdade.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de maio de 2026

COM MEUS DEDOS



Vou desenhar seu corpo com meus dedos
Explorando cada curva, sem medos
Nossas mãos entrelaçadas em segredos.

Onde passarei com a minha boca
Deixarei um rastro de paixão louca
Em teu corpo, sou exploradora à toa.

E no sussurro quente da tua pele
Me perco na olência que expele
Desejo é chama que nunca repele.




  Cléia Fialho

O Experimental Decanato Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

domingo, 10 de maio de 2026

DANÇA DO DESEJO



Em corpos nus, a pele é o véu do toque,
Cada suspiro é um convite, sem disfarce,
Na dança lenta, paixão e desejo se entrelaçam.

Corpos se entrelaçam na dança da paixão,
Em cada toque, um gemido de entrega,
Desejo incendeia, não conhece restrição.

Corpos entrelaçados na dança do desejo,
Toques que incendeiam, paixão em cada beijo,
No calor da entrega, somos um só ensejo.




  Cléia Fialho

sábado, 9 de maio de 2026

NOS DEGRAUS DO TEMPO



Desci contigo os degraus do infinito,
onde o tempo se curva ao amor que resiste.
O eco dos passos, agora tão aflito,
sussurra teu nome em sombra e triste.

Mas sei que na brisa que dança nos muros,
há rastros de riso, há gestos tão nossos.
Nos olhos que foram estrelas em curvos
caminhos de sonho, em versos tão foscos.

Se a vida persiste e sigo sem rumo,
não temo o abismo, nem temo a ausência.
Pois sei que no vento ainda há teu perfume,
e em cada degrau… tua pura existência.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 8 de maio de 2026

SOMOS SERES PERFEITOS



No toque suave da pele morena,
O calor se espalha, chama serena,
Teus lábios nos meus, paixão enleva,
No encontro secreto da noite se eleva.

No sussurro ardente dos nossos desejos,
Somos um só corpo, em êxtase, sem receios,
As mãos se entrelaçam, caminhos estreitos,
Na dança dos corpos, somos seres perfeitos.

O aroma da pele, perfume sedutor,
Nossos corpos se entregam, sem temor,
A brisa que acaricia, amor a florescer,
No calor do encontro, prazer a acontecer.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 7 de maio de 2026

CHEIRO BRUTO DE NÓS DOIS



Teus dedos não pedem licença,
invadem a pele, rasgam a calma,
apertam minhas mamas com a força de quem quer possuir,
esmagando o desejo até que ele transborde,
num espasmo que me faz arquear a coluna.

Não há magia, há carne.
Há o suor que escorre, salgado e quente,
o cheiro bruto de nós dois fundidos,
enquanto tua boca devora meu pescoço,
deixando a marca da tua fome, a prova do teu rastro.

Desce a mão, sem pressa, mas com urgência,
mergulha no centro do meu incêndio,
onde pulsa úmida, clamando pelo teu choque.
Quero o peso do teu corpo me prendendo à cama,
o atrito bruto, a fricção que queima,
o som visceral de pele batendo contra pele.

Sente o aperto, o calor que nos consome,
enquanto teu pau me rasga, me preenche, me domina,
num ritmo selvagem, sem freio, sem piedade.
É um embate de fluidos, um caos de gemidos,
onde a razão morre e só resta o instinto.

Suga minha alma através do gozo,
enquanto eu me prendo a ti, arranhando as costas,
querendo que você entre mais fundo,
até que não saibamos onde termina o teu corpo
e onde começa o meu delírio.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de maio de 2026

MARES SEM CONTORNOS



Nos recantos sombrios da mente inquieta
A loucura se desenha como uma paleta
Cores vibrantes, pensamentos em devaneio
Na dança da loucura, encontro um enleio.

Passos incertos por caminhos desconhecidos
A sanidade se dissolve em momentos perdidos
A razão se mistura com sombras e luz
A realidade se desfaz em confusão e fluxo.

Como estrelas cadentes em um céu distante
A lucidez se esvai, como um suspiro errante
A mente é um caleidoscópio de ideias e sonhos
Na loucura, navegamos por mares sem contornos.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de maio de 2026

POR BAIXO DA PELE



Teu nome me atravessa como febre,
e tudo em mim desperta sem defesa.
Há uma fome viva na tua presença,
uma tensão doce queimando a pele.

Chegas e o ar muda de temperatura.
O silêncio se enche de promessa.
Teu olhar me desmonta devagar,
e eu já não sei ser menos do que entrega.

Quero essa aproximação que arrebata,
esse desejo que vibra por baixo da pele,
essa forma tua de acender o instante
até que o mundo inteiro perca a voz.




  Cléia Fialho