TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 16 de maio de 2026

O CANTO DA ESSÊNCIA



Desfez-se o véu do “não feito” pecado,
Bálsamo da alma, suave e sereno.
Graciosamente, a mulher se ergue,
Nua, pura, vestida de seu próprio veneno.

A cor branca, em sua pele macia,
Reflete a beleza sem pressa de se esconder,
Na nudez do corpo e da alma, renasce,
Cura-se, para o futuro viver.

Expectativas bailarinas em seu peito,
Sorri, e a introspecção a faz chorar,
Mas ao lançar a sorte ao vento,
Liberta-se, sem medo de errar.

Com ênfase, seu grito ecoa no ar,
Mulher formosa, sem medo de ser,
Sem máscaras, sem amarras,
Marca o tempo, sua voz é poder.

Hoje, no agora, sente-se leve,
Solta, sagaz, livre no ser,
Equilibra a tentação e a sensatez,
E diante do espelho, sorri, sem temer.

Nua de desejos, mas plena de si,
Não chora mais, nem se perde no olhar,
Em sua própria nudez, encontra a força,
E ao espelho, se vê para se amar.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 15 de maio de 2026

A PAIXÃO É UM RITO



Nos pampas onde o vento sopra quente,
Me perco em seus olhos, no brilho ardente,
A noite é nossa, sob o manto da lua,
Seu corpo é a estrela que à minha me insinua.

O cheiro do campo, da terra molhada,
É suave e quente, como a sua chegada,
Com cada passo, me toma o desejo,
E o toque da sua mão me leva ao ensejo.

A dança do fogo, o calor nos envolvendo,
Os corpos se unindo, o tempo se estendendo,
Nos suspiros, palavras sem freio,
A paixão é um rito, onde sou o seu anseio.

No silêncio da noite, a brisa a nos acariciar,
Você é o segredo que me faz delirar,
E ao som do vento, entrego meu querer,
Com você, meu amor, desejo me perder.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 14 de maio de 2026

SONHOS E HARMONIA


No silêncio da alvorada,
Desperta a voz da poesia,
Feita de luz delicada,
Versa sonhos e harmonia,
Em cada estrofe encantada,
Liberta a alma vazia.

Versos surgem de repente,
Como quem sonha e não diz,
Cantam o amor docemente,
Num tom calmo e tão feliz,
E o coração, de repente,
Baila ao som do que se quis.

A palavra se derrama
Como chuva em madrugada,
E no papel faz sua cama
A emoção apaixonada,
Rima doce que inflama
A inspiração encantada.

No compasso do desejo,
A poesia se desenha,
Vai bordando um novo ensejo,
Com ternura que não temha,
Beija o verso num lampejo
E no silêncio se empenha.

E assim, na noite tão calma,
A poesia ganha cor,
Vai costurando na alma
Um tecido feito de amor,
Transforma o escuro em palma
E faz do sonho esplendor.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Eros de Passagem

No silêncio que responde 
Ao clamor da tua voz,
A palavra não se esconde, 
Une o mundo que há em nós, 
Busca a fonte de onde esconde
O segredo mais veloz.

 GRATIDÃO 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

BANQUETE PROIBIDO



Teu corpo é banquete proibido,
e minha boca, animal faminto,
que não conhece saciedade,
que devora até o último suspiro.

Cada gesto é ferida aberta,
cada beijo, um golpe de fogo,
e eu me perco na tua essência,
como quem se afoga em desejo.

Não há descanso, não há fim,
apenas a fome que insiste,
selvagem, crua, arrebatadora,
até que o mundo se desfaça em nós.





  Cléia Fialho

terça-feira, 12 de maio de 2026

ALÉM DA VIDA


Além da vida existe um lugar,
Onde a alma busca a verdade.
Um mundo de luz e de amar,
Cheio de paz e claridade.

A poesia abre esse caminho,
Nos leva ao céu, ao infinito.
Verso por verso, feito carinho,
Mostra um mundo mais bonito.

A alma sobe e se alinha,
Numa dança cheia de cor.
A poesia se faz a linha,
Que liga a gente ao amor.

Deixamos o mundo de matéria,
E entramos num brilho profundo.
Versos guiam a alma etérea,
Por entre os segredos do mundo.

Além da vida há liberdade,
Onde mora a eternidade.
A poesia é essa entrada,
Para a luz e a verdade.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de maio de 2026

COM MEUS DEDOS



Vou desenhar seu corpo com meus dedos
Explorando cada curva, sem medos
Nossas mãos entrelaçadas em segredos.

Onde passarei com a minha boca
Deixarei um rastro de paixão louca
Em teu corpo, sou exploradora à toa.

E no sussurro quente da tua pele
Me perco na olência que expele
Desejo é chama que nunca repele.




  Cléia Fialho

O Experimental Decanato Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

domingo, 10 de maio de 2026

DANÇA DO DESEJO



Em corpos nus, a pele é o véu do toque,
Cada suspiro é um convite, sem disfarce,
Na dança lenta, paixão e desejo se entrelaçam.

Corpos se entrelaçam na dança da paixão,
Em cada toque, um gemido de entrega,
Desejo incendeia, não conhece restrição.

Corpos entrelaçados na dança do desejo,
Toques que incendeiam, paixão em cada beijo,
No calor da entrega, somos um só ensejo.




  Cléia Fialho

sábado, 9 de maio de 2026

NOS DEGRAUS DO TEMPO



Desci contigo os degraus do infinito,
onde o tempo se curva ao amor que resiste.
O eco dos passos, agora tão aflito,
sussurra teu nome em sombra e triste.

Mas sei que na brisa que dança nos muros,
há rastros de riso, há gestos tão nossos.
Nos olhos que foram estrelas em curvos
caminhos de sonho, em versos tão foscos.

Se a vida persiste e sigo sem rumo,
não temo o abismo, nem temo a ausência.
Pois sei que no vento ainda há teu perfume,
e em cada degrau… tua pura existência.




  Cléia Fialho