TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 11 de junho de 2026

VIAJAR PELA TUA PELE


Permite que eu viaje pela tua pele
devagar,
como quem atravessa um território sagrado
feito de silêncio e calor.

Quero saciar-me da tua presença
até que o mundo perca forma
e reste apenas o instante
em que dois corpos se reconhecem.

Deixa-me te cobrir de carícias
sem pressa,
entre beijos mornos que aprendem teu contorno
como se cada centímetro teu
fosse um verso recém-descoberto.

Quero deslizar meus lábios por ti
como vento suave em superfície quente,
sentindo tua pele responder
ao menor toque,
ao menor suspiro.

Que meus dedos despertem em ti
ondas de arrepio,
e que esse movimento silencioso
se transforme em linguagem
entre o teu corpo e o meu.

Permite que tua respiração me encontre,
que teus sons baixos preencham o espaço
onde não há mais controle,
apenas entrega e presença.

Quero te olhar no limite da intensidade,
ver teus olhos acesos
como farol em noite aberta,
enquanto te conduzo
a esse lugar onde o pensamento cede
e o sentir assume tudo.

E então me perder nos teus segredos
sem mapa, sem retorno,
apenas esse mergulho lento
onde cada toque é profundidade
e cada instante
um modo de desaparecer em ti.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 10 de junho de 2026

VERTIGEM DO TEU CORPO


Te quero agora,
sem distância,
sem demora,
como a chuva quer a terra seca
antes da tempestade cair.

Meu corpo te chama
num idioma antigo,
feito de arrepios,
respiração falha
e desejos que queimam por dentro.

Imagino tuas mãos
percorrendo minha pele
como quem conhece caminhos secretos,
e teus beijos — fundos, lentos —
desfazendo toda a pressa
enquanto me incendiamos juntos.

Tua voz rouca
atravessa a noite
e encontra em mim
um lugar onde o desejo floresce
sem medo,
sem medida.

Há um calor crescendo,
um mar inquieto sob a pele,
uma vontade que transborda
e já não cabe no silêncio.

Então vem.

Vem como vento forte,
como fogo em madrugada fria,
como quem sabe exatamente
onde tocar
para transformar saudade
em vertigem.

E me abraça inteira,
até que não exista mais
teu corpo e o meu —
apenas essa chama viva
nos consumindo devagar.





  Cléia Fialho

terça-feira, 9 de junho de 2026

CHAMA NA PENUMBRA



Na penumbra do quarto a pele arde,
Teu corpo ao meu se entrega em ardor,
Cada toque desvenda, sem alarde,
Os segredos profundos do amor.

No compasso da noite, a dança cresce,
Beijos pairam suaves pelo vento,
Cada curva em poesia resplandece,
E o desejo governa o firmamento.

A lua espia à fresta da janela,
Silente guardiã da chama acesa,
Ouve gemidos doces na viela.

E ao final da paixão que nos consome,
Nossas almas repousam na beleza
Desse fogo sem fim que traz teu nome.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de junho de 2026

IDIOMA DA PELE


No encontro dos corpos
a noite aprende outro idioma.

Há fogo no toque,
há febre no silêncio entre um beijo e outro,
como se a pele escrevesse poemas
antes mesmo das palavras nascerem.

Teus lábios chegam famintos,
e eu me perco nesse instante
em que desejo e ternura
deixam de ser coisas separadas.

Nossos corpos dançam devagar,
às vezes urgentes,
às vezes suaves como maré noturna,
inventando uma música
feita de respiração, arrepio e entrega.

Tuas mãos percorrem caminhos secretos,
acendem constelações sob minha pele,
e cada suspiro parece abrir
mais espaço para o infinito.

Não há medo aqui.
Só dois corações incendiados
atravessando a madrugada
como quem descobre o amor
pela primeira vez —
intenso, ousado, inteiro.

E entre gemidos baixos
e versos sem medida,
nos amamos assim:
livres,
ardentes,
profundamente vivos.





  Cléia Fialho

domingo, 7 de junho de 2026

NOS BRAÇOS DA TEMPESTADE



A chuva cai suave, o céu a chorar,
Mas dentro de mim, só amor a pulsar.
O frio envolve o corpo em seu abraço,
E tu, meu amor, és o meu mais doce laço.

A cada gota que toca o chão,
Aumenta o fogo da nossa união.
Nos teus olhos, o brilho de quem sente,
O desejo que arde, quente e ardente.

Chuva e frio, o cenário perfeito,
Para o amor se fazer no leito.
Nos envolvemos em uma dança suave,
E cada toque, cada suspiro, é chave.

Nada mais importa, só nós dois,
Desfrutando do calor que é só nosso, depois.
A tarde é nossa, e a noite também,
Juntos no prazer que se torna um bem.

Vem, amor, e repousa nos meus braços,
Deixa a tempestade passar entre abraços.
No nosso refúgio, não há mais limites,
Só amor e carinhos, em mil infinitos.




  Cléia Fialho

sábado, 6 de junho de 2026

SOMOS POESIA E PRAZER



No leito da sedução
nossos desejos a explodir
Somos poesia e prazer
sem medo de nos permitir.

Teu beijo, um convite
para o êxtase a nos conduzir
Em versos vocábulos sensuais
nosso amor a seduzir.

Na dança cálida da noite,
teu corpo a me consumir,
feito chama em desatino
difícil de resistir.

E entre carícias e suspiros,
num doce e lento fluir,
somos dois astros ardentes
nascidos para sentir.

 



  Cléia Fialho

sexta-feira, 5 de junho de 2026

INCENDEIA MEU CORPO



Teus olhos profundos
como estrelas a cintilar
Desvendam segredos
que queremos revelar.

Teu toque suave
como brisa a acariciar
Incendeia meu corpo
não consigo disfarçar.

Teus sussurros em meu ouvido
fazem meu mundo silenciar,
e em cada doce instante
vejo o amor se derramar.

Na dança dos nossos sonhos,
sob o luar a nos guiar,
nossos desejos se encontram
como ondas beijando o mar.

 



  Cléia Fialho

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O TEMPO REPOUSA



Contigo os dias brilham mais fortes,  
Sonhos que dançam, mudando a sorte,  
Voamos juntos sem direção,  
Na bússola louca do coração.  

Teu riso é brisa que me acalma,  
Teu toque é chama que aquece a alma,  
Nosso amor rompe o impossível,  
Tão real quanto o invisível.  

És o poema que a vida escreveu,  
O verso secreto que a vida me deu,  
Em cada gesto, o mundo se alinha,  
Meu céu começa onde tua mão caminha.  

Só com você, o tempo repousa,  
A dor se cala, a paz se pousa,  
E nesse abraço que não tem fim,  
O amor floresce dentro de mim.  




  Cléia Fialho