A vontade de percorrer teu corpo inteiro,
como quem desvenda um território sagrado,
com a entrega da boca em busca de sentidos,
e das mãos que aprendem o teu segredo calado.
A vontade de acalmar o incêndio que te habita,
esse vulcão que em silêncio me chama e devora,
com a pressa suave dos meus instintos despertos,
e a fome doce que em mim se demora.
Quero te sentir sem pressa e sem limites,
como mar que invade a areia sem pedir licença,
e em cada toque descobrir novas marés,
onde o desejo se perde e também se pensa.
E assim, entre fogo e respiração suspensa,
teu corpo e o meu viram mesma linguagem,
um só impulso, uma única corrente,
onde o amor se escreve em louca viagem.
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