TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 4 de agosto de 2026

EM BUSCA DE SENTIDOS


A vontade de percorrer teu corpo inteiro,
como quem desvenda um território sagrado,
com a entrega da boca em busca de sentidos,
e das mãos que aprendem o teu segredo calado.

A vontade de acalmar o incêndio que te habita,
esse vulcão que em silêncio me chama e devora,
com a pressa suave dos meus instintos despertos,
e a fome doce que em mim se demora.

Quero te sentir sem pressa e sem limites,
como mar que invade a areia sem pedir licença,
e em cada toque descobrir novas marés,
onde o desejo se perde e também se pensa.

E assim, entre fogo e respiração suspensa,
teu corpo e o meu viram mesma linguagem,
um só impulso, uma única corrente,
onde o amor se escreve em louca viagem.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

domingo, 2 de agosto de 2026

ENTRE LENÇÕES E DESEJOS



Em um suspiro profundo, perdi-me na carne,
Entre lençóis e desejos, onde a pele se rende.
O calor que emana é a chama, tão constante,
Que aquece o corpo, fazendo-o, em silêncio, 
— entender —

Duas mãos não bastam, a sede é demasiada,
Cada curva, cada traço, cada canto revelado.
Os dedos se perdem, e a alma é chamada,
A cada toque, um universo é despertado.

O rosto no tecido, na busca do afago,
A boca, entre suspiros, anseia o sabor.
O corpo é um campo, onde o prazer é um lago,
Onde as águas da paixão se misturam ao clamor.

E no seio do desejo, o corpo é uma canção,
Uma melodia de dores e delícias em dança,
Que envolve o ser inteiro em uma obsessão,
Onde o querer é um grito que nunca cansa.

As pernas se entrelaçam, como raízes no chão,
Buscando o ápice onde a razão perde seu lugar,
Em um frenesi, se mutiplica o tesão —
A urgência é a chave para o prazer encontrar.

Assim, nas sombras, é onde se vive o querer,
Onde o toque se torna verbo, e o silêncio é grito.
Na doçura do momento, não há tempo a perder,
Só o agora, o prazer, e o corpo aflito.




  Cléia Fialho

sábado, 1 de agosto de 2026

SELVAGEM E SERENO



Sou vento suave,
que te envolve e desvia,
nas margens do abismo,
onde a dor se alivia.

Em teus braços vejo mares,
seus ecos de um sol que se esconde,
onde cada curva, cada linha,
é a dança do desejo,
e o tempo, que foge, responde.

Teu corpo, selvagem e sereno,
é chama que arde na madrugada,
em teus olhos, as estrelas se perdem,
navegando na perdição da estrada.

Quando toco tua pele,
o universo se curva,
pois somos a tempestade,
o suspiro que não se escuta,
mas se sente,
tão profundo,
que o silêncio se explode
em um mar sem fim.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 30 de julho de 2026

quarta-feira, 29 de julho de 2026

ECOS DO DESEJO



O desejo atravessa a carne trêmula,
como uma brisa que envolve o silêncio da noite.
Flor que se desvela,
orvalho que se derrama e dissolve,
suavemente,
num toque perdido no tempo.

Os dedos em chama percorrem a pele,
um fio de arrepio que se enrosca no breu,
tão profundo, tão silencioso,
que se perde no leito do sono.

O néctar escorre,
sumo da fruta madura,
mordida em segredo,
no instante entre a vigília e o sonho.

É o alarido que se cala,
uma nota que nunca se repete,
um suspiro que flui,
que deságua ao amanhecer,
levando consigo os ecos do desejo.

Nem mais, nem menos,
que o toque suave de um segredo
que se esvai com o primeiro raio de luz.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Sou o segredo
que pulsa entre suas coxas,
que umedece seu interior
e penetra até o âmago do seu ser.
Sua carne estremece com minhas estocadas,
seu néctar goteja para me agradar,
e você geme sem parar até o amanhecer,
quando eu ecoo seu desejo ardente.

 GRATIDÃO

terça-feira, 28 de julho de 2026

CERTAS EMOÇÕES NÃO PARTEM


É bom te encontrar de novo.
Você parece mais leve,
mais bonito, mais tranquilo...
há outra luz no teu olhar
e eu sinto meu corpo todo lembrar.

Ainda falo de amores,
ainda penso em você — calada,
com a pele arrepiada.
Às vezes, sem perceber,
meus dedos procuram teu antigo contato,
procuram teu cheiro no meu pescoço.

Por fora, muita coisa mudou.
O tempo redesenhou meus traços,
me levou por outras estradas,
me ensinou outros toques...
mas aqui dentro continuo igual,
com a mesma sede de você.

Certas emoções não partem.
Certas marcas não desaparecem,
ficam na boca, no ventre, na memória da pele.
Teu amor ainda mora
nos espaços que sobraram em mim,
nos lugares que só você soube tocar.

Desde aquele dia, te espero.
Desde aquela despedida amarga,
espero com o corpo em vigília.

Eu sei —
a distância entre nós
nasceu das minhas próprias falhas.
E esse medo de sentir outra vez
também carrego sozinha,
na ponta dos seios, na ponta dos dedos.

Talvez eu devesse silenciar tudo isso...
mas ainda quero teu perdão,
quero tua boca de novo perto da minha.
Queria te rever um dia
e apenas sorrir sem peso no peito,
e sem roupa na alma.

Só que a vida muda tudo.
Nos quebra aos poucos.
Sonhamos grande demais...
e, às vezes, naufragamos no mínimo,
no quase,
no teu gosto que nunca esqueci.




  Cléia Fialho