TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

NÃO ERA PROIBÍDO...




Dizem que o tempo tudo apaga
amizades vis que vieram e foram
paixões que não chegaram n'alma
só não apagou a lembrança
do amor não correspondido
fruto proibido.


Nem tudo o tempo apaga
muito menos a amizade que nos afaga
e a paixão que se esconde no coração
rouba a calma d'alma
pelo amor não correspondido
a virgem flor não era proibída
seu afeto sigiloso e escondido
permitiu ter só uma amiga
que de nada sabia
e poderia ter sido 
tua escrava de orgias!




  Cléia Fialho & Carlos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

CHEIRO DE FLOR





Tem pessoas
Que nos surpreendem
Pelos gestos de ternura
Pelas palavra
Que consolam
Ou pelos olhares
Cheios de amor
Mas você,
CLEIA FIALHO
Me surpreende
Porque de ti emana
O mais puro
Cheiro de FLOR!!





Por : Shell
GRATIDÃO

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

FAÇO-TE A MINHA POESIA



Não precisa estar aos meus pés...
 pois tão formoso és
 faço-te a minha poesia
 eu nada seria
 se não o traduzisse em meus versos
 pois conspira o universo
 totalmente à nosso favor
 entre palavras de amor
 eu digo-te novamente:

 És a minha poesia
 e tudo se faria vão
 se dentro
 do meu pequeno coração
 eu não falasse desta emoção
 quando vejo sua bela face
 que em meu peito fez enlace.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O ARDOR QUE QUEIMA



Em noites de lua, meu coração,  
Teu nome ecoa em minha mente,  
Um sussurro quente, quase um gemido,  
Vontade de libertar este ardor que queima,  
Os limites do corpo dissolvem-se,  
E em cada pensamento, eu me perco em ti.  

Que sabores seriam nossos,  
Se a pele falasse, se o toque dançasse?  
O vinho da tua presença,  
Fermentado na lucidez de um abraço,  
Corpos entrelaçados como a brisa ao florescer,  
Despertando a essência dos sentidos.  

Daria vida a cada gesto,  
Com coragem, sem medo, sem pudor,  
Teus lábios, a taça que desejo erguer,  
Um brinde ao inusitado, ao desconhecido,  
Caindo na armadilha do prazer,  
De perder-me, de encontrar em ti a totalidade.  

Ah, a intensidade que abriga o instante,  
Um eletricidade, um brilho escondido,  
Que explode silencioso, como um trovão,  
Desnudando os desejos mais profundos.  
E entre suspiros e carícias,  
Permito que o tempo se faça eterno.  

E enquanto o mundo lá fora,  
Desaparece como neblina ao amanhecer,  
Eu me entrego ao caos que é saber de ti,  
Aventurando-me em cada toque,  
De cada poro em chama,  
A vida pulsando em um ritmo voraz.  

Vamos juntos, ceder ao impulso,  
A liberdade em cada gesto roubado,  
A dança dos sentidos, uma sinfonia,  
Entre o amor e o desejo,  
Uma celebração visceral,  
Entre nós, um universo em ebulição.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SENSUALIDADE INFINITA



O sabor que deixas, em minha pele se derrama,  
Teus dedos traçam mapas onde o desejo se revela.  
Invocas vontades que dançam ao luar da noite,  
Um ritmo profundo, incessante, em cada toque.  

Teus olhos, chamas que ardem na penumbra,  
Iluminam memórias que tarde se desdobram.  
E mesmo ao me ausentar, teu eco persiste,  
A doce sinfonia que em meu ser se inscreve.  

Repleto deste calor, anseio por mais,  
Esse mistério de nós dois, simplesmente voraz.  
Os instantes se estendem em suaves carícias,  
Como a maré que embala e transforma a areia.  

A força do teu ser me envolve, atordoante,  
E cada suspiro é um convite à entrega,  
Um desafio velado entre risos e gemidos,  
E um pacto sutil que a brisa não revela.  

Desejo intenso, feito de névoa e paixão,  
Teus lábios, um oásis em meio à solidão.  
À sombra, descobrimos o que é ser onde estamos,  
E o tempo é mero detalhe, diante do instante.

Por ti, subo montanhas, atravesso tempestades,  
Teu corpo é a sinfonia que ecoa a eternidade.  
Não são os momentos, mas o fogo que permanece,  
A essência crua, visceral, que nunca adormece.  

Quero mais dessa dança, desse amor indomável,  
Aquela loucura que não se contém em palavras.  
Na entrega profunda, estou sempre a voltar,  
Teu toque, uma alvorada, difícil de esquecer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

domingo, 18 de dezembro de 2016

ENTRE A NÉVOA E O TEU PULSO



Respiro tua sombra como vinho quente,
e a pele se abre em brasa lenta,
cada poro te procura no escuro
como quem bebe sal na ponta dos dedos.

Deslizas por mim feito água e fogo,
derretendo as margens onde me escondo.
Teus ossos desenham mapa no meu corpo,
e eu me perco de propósito em cada curva.

O mundo some quando teu hálito encosta,
na dobra fina onde o silêncio geme.
Sou rio, sou chão, sou boca que implora
o peso leve do teu desejo.

Não há túmulo que segure esse voo,
nem areia que me tire das tuas mãos.
Quando teus lábios batem asa em mim,
até a noite aprende a arfar em nós.




  Cléia Fialho

sábado, 17 de dezembro de 2016

O TESOURO QUE MORA NA TUA PELE



Estou acesa,
mais que desejo, sou labareda,
porque em meus braços
finalmente tenho o que o tempo me devia.

Teu corpo é o meu mapa proibido,
meu homem é o meu rito,
o que me ensina a desaprender o pudor
e mergulhar onde o prazer não pede perdão.

Teu olhar me desnuda antes das mãos,
teu gesto me chama sem dizer palavra,
e a cada toque teu
eu lembro que nasci para incendiar.

A cada dia contigo, descubro
que não há ouro maior
que a curva do teu peito encostando no meu,
que o calor da tua boca
quando me rouba o fôlego devagar.

Teu carinho é febre que me invade,
teu beijo é a prece que me rende,
e eu, que um dia te vi passar numa passarela,
hoje te guardo inteira,
tatuada por dentro da pele.

Te desejo.
Hoje, amanhã 
e em cada arrepio que me chamar teu nome.




  Cléia Fialho