A umidade entre minhas pernas já é incontrolável,
um escorregadio lembrete obsceno e quente
de que meu corpo está pronto,
aberto,
faminto,
vibrando em expectativa crua.
Sinto o colo uterino pulsar
em chamado receptivo e profundo,
esperando ser preenchido,
rasgado,
completado por teu desejo de pedra.
Cada batida de sangue na minha pele sensível
grita por tua entrada violenta,
a fenda molhada escorre
em súplica voraz que mancha os lençóis.
O sexo incha,
os lábios latejam,
a boceta aperta em convulsão antecipatória,
e eu me arqueio sozinha,
ofegante,
oferecendo o vazio úmido que teu pau duro pode sarar.
Penetras-me em estocada profunda até a base,
o útero te recebe em espasmo apertado e faminto,
e gozo em gritos que rasgam a noite escura,
fluidos quentes escorrendo em prova de que estava pronta,
destruída, preenchida,
eternamente tua no lençol encharcado.
❦
Cléia Fialho

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