Entre beijos, lambidas e beliscões,
o desejo escreve seu mapa na pele.
A paixão não pede licença,
ela se revela no compasso dos poros,
transformando cada toque
uma aquarela de sensações
que a gente pinta, sem pressa,
no corpo um do outro.
Lábios se buscam,
fome que se sacia no ardor,
línguas travando uma dança secreta,
ritmo sedutor de quem se descobre.
Nos entregamos inteiros,
exploradores famintos
de cada curva, de cada canto,
onde o fervor faz morada.
E quando a chama da madrugada
nos aquece mais que a própria noite,
os suspiros se perdem,
vagam errantes sob a luz cúmplice do luar.
Nesse mergulho sem margens,
onde o peito vira porto e abrigo,
nossas almas se reconhecem,
firmes no eco do que somos,
quando o amor transborda o próprio existir.
