Na calmaria do campo
vai meu verso de bombacha,
o silêncio é meu acampo
e o amor a minha cancha.
feito flor de primavera,
e o beijo tem a verdade
que só o tempo espera.
O vento assovia baixinho
pelas curvas do rincão,
e me guia devagarinho
no compasso do coração.
O mate passa de mão em mão,
no ritual de se querer,
e floresce a devoção
no simples jeito de ser.
No horizonte a luz se espraia,
tinge o céu de inspiração,
e o amor, que nunca se esvaia,
vira eterna canção.
❦
Cléia Fialho

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