TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 14 de julho de 2022

CHAMA INDOMADA



A pele incendeia, o toque é febril,  
Um enredo selvagem, que nos abraça,  
Na dança dos corpos, um prazer juvenil,  
O tempo esconde-se, a paixão se enlaça.  

Arde em mim, chama indomada,  
Os suspiros ecoam, a entrega é total,  
Entrelaçados em fogo, alma enamorada,  
Somos um só, num desejo visceral.  

Conservo-te dentro, versos colhendo em segredo,  
Tranco as pernas, tua presença a conter,  
Gravo-te em meu ventre, poemas em enredo,  
Sinto-te em mim, a dividir sem deter.  

Chega mais, meu desejo, deita ao meu lado,  
A noite se estende, o corpo é efêmero,  
Sorve meus lábios, ama-me sem fado,  
Tenho fome — e a lua, um murmúrio etéreo.  

O ritmo aumenta, os sentidos se perdem,  
O desejo cresce, num redemoinho voraz,  
No êxtase partilhado, os limites se cedem,  
E na pele, o suor, como chuva que traz.  

Num último suspiro, a calma se instala,  
Corpos em repouso, a sintonia é real,  
O amor que ardeu, agora se embala,  
Num silêncio doce, um laço imortal.  




  Cléia Fialho

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