A pele incendeia, o toque é febril,
Um enredo selvagem, que nos abraça,
Na dança dos corpos, um prazer juvenil,
O tempo esconde-se, a paixão se enlaça.
Arde em mim, chama indomada,
Os suspiros ecoam, a entrega é total,
Entrelaçados em fogo, alma enamorada,
Somos um só, num desejo visceral.
Conservo-te dentro, versos colhendo em segredo,
Tranco as pernas, tua presença a conter,
Gravo-te em meu ventre, poemas em enredo,
Sinto-te em mim, a dividir sem deter.
Chega mais, meu desejo, deita ao meu lado,
A noite se estende, o corpo é efêmero,
Sorve meus lábios, ama-me sem fado,
Tenho fome — e a lua, um murmúrio etéreo.
O ritmo aumenta, os sentidos se perdem,
O desejo cresce, num redemoinho voraz,
No êxtase partilhado, os limites se cedem,
E na pele, o suor, como chuva que traz.
Num último suspiro, a calma se instala,
Corpos em repouso, a sintonia é real,
O amor que ardeu, agora se embala,
Num silêncio doce, um laço imortal.
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