Venha…
Eu me abro assim,
entre o doce e o salgado,
o quente e o úmido.
Ofereço-me inteira.
Não só a pele…
o recheio.
O centro macio,
pulsante,
que espera a tua boca.
Saboreia-me devagar.
Primeiro o cheiro.
Depois a ponta da língua
deslizando na curva do seio,
no vale entre as coxas,
onde o néctar já brilha
como mel quente.
Lambe.
Chupa.
Mordisca de leve.
Quero arrepio subindo a espinha
enquanto tua boca me descobre
como quem prova a primeira fruta
madura demais para esperar.
Eu também tenho fome.
Fome da tua pele,
do teu gosto,
da tua carne ereta
entrando quente na minha boca gulosa.
Quero sentir o peso,
a maciez,
o bater do sangue
contra a minha língua.
Quero te envolver inteiro,
sugar devagar,
sem pressa,
como quem degusta
a mais rara das especiarias.
E quando o teu creme jorrar…
quero recebê-lo todo.
Cada onda,
cada tremor,
enchendo minha boca
de prazer salgado e quente.
Depois…
deita-te.
Deixa que eu te sirva
o meu próprio banquete.
Alisa, lambe,
sente a maciez
de cada pedacinho meu.
Assim começa a nossa degustação.
Sem pressa.
Sem fim.
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