PAREDE E SAL
Tu entras e já me empurras contra a parede
O gesso frio arde nas minhas costas
mas o teu corpo quente cola no meu
e eu esqueço onde começo e onde tu acabas.
Tu seguras meus pulsos acima da minha cabeça
e eu não resisto — não quero.
Tu rosas devagar a minha saia branca
e o ar gelado beija o meu centro já molhado.
— "implora", tu dizes
e a tua voz é um chicote de veludo
Eu começo baixo
— "por favor"
Tu apertas mais meus pulsos
— "mais alto"
Eu gemo o teu nome contra o teu pescoço
— "por favor, macho, me come"
Tu entras em mim com os dedos primeiro
devagar, fundo, cruel
e eu arranho a parede com as unhas
enquanto as minhas pernas tremem
e a minha boca não para de pedir.
— "assim", tu dizes
— "assim, minha fera"
E quando tu finalmente me tomas
— contra a parede, com os meus joelhos abertos
e o meu orgulho no chão —
eu já não imploro
eu grito
eu chamo
eu me entrego
porque implorar não é fraqueza
é a forma mais nua de te querer.
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Profundo poema. Perdonar te hace seguir adelante. Te mando un beso.
ResponderExcluirUna pulsione indispensabile, quella del perdono, che dona liberazione e calma, al nostro percorso.
ResponderExcluirBuongiorno poetessa
El perdón es un rocío del alma,
ResponderExcluirque libera el corazón y refleja paz.
Besos, querida.
Un jardín que utilizaste para reflexionar y que dio como fruto este bellísimo poema.
ResponderExcluirSaludos.