TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 15 de fevereiro de 2015

O ÚLTIMO ANDAR



A porta se fechou com um estalo seco. Ela parou no centro do quarto, os olhos castanhos percorrendo a cama desfeita, a luz dourada do abajur escorrendo pelos lençóis como mel. Ele deu um passo. Ela recuou um, as costas quase tocando a parede. Ele parou, encostou na porta, as mãos grandes e imóveis ao lado do corpo. 

Os olhos escuros dele não piscavam. Ela mordeu o lábio inferior até a carne empalidecer sob o batom vermelho, mas não desviou o olhar. A luz do abajur banhava o rosto dele, deixando a mandíbula definida em meia sombra. Ele avançou devagar, as mãos ainda paradas, e a eletricidade entre eles zumbia no ar parado do quarto.

Ele avançou sem aviso. As mãos grandes agarraram a blusa dela e puxaram com força — o tecido cedeu, os botões saltaram no carpete, e o ar frio do quarto bateu nos seios nus. Ela tentou cobri-los, os braços cruzados sobre o peito, mas ele segurou os pulsos dela e os afastou, firmes, contra o colchão.

— Não.

A boca dele desceu. Abocanhou o mamilo esquerdo com força, a língua áspera girando em círculos lentos. Ela soltou um gemido involuntário, as costas arqueando contra a cama. A luz do abajur banhava os dois, dourada e quente, revelando cada centímetro de pele que ela queria esconder.

As mãos dele deslizaram pelas coxas dela, empurrando a saia para cima. Os dedos encontraram a calcinha — o tecido já úmido, grudado na pele. Ele sustentou o olhar enquanto rasgava a lateral com um puxão seco. O som do tecido cedendo encheu o quarto.

Dois dedos entraram de uma vez. Fundo. O ritmo foi implacável desde o primeiro instante, a palma da mão batendo no clitóris a cada estocada. O líquido escorreu pelos dedos dele, quente, descendo pelos nós dos dedos enquanto ela gemia de boca aberta contra o travesseiro.

Ele se afastou, os dedos ainda molhados, e desabotoou a calça.

— Agora você vai tomar tudo.

Ele a virou de bruços com um único movimento, a mão espalmada entre as omoplatas empurrando o peito dela contra os lençóis. O joelho dele abriu as coxas dela, brutais, e ela ficou de quatro, os seios balançando, o rosto meio afundado no travesseiro. A cabeça do pau encostou na entrada molhada — e ele entrou. 

Uma estocada seca até o fundo, o quadril batendo na bunda dela com um estalo que ecoou no quarto. Ela gritou abafada, os dedos agarrando o lençol. Ele não deu pausa. O ritmo veio brutal, profundo, o saco batendo na carne molhada a cada investida, o som obsceno da buceta encharcada engolindo o pau repetidamente.

Ela tentou rastejar para longe, os joelhos escorregando no colchão, mas ele agarrou os quadris dela com as duas mãos e puxou de volta, cravando os dedos na carne macia. — Fica. A voz dele saiu grave, perto da nuca dela. A mão subiu pelas costas, agarrou o cabelo escuro na raiz e puxou a cabeça para trás, forçando as costas a arquearem num ângulo impossível. Ele continuou fodendo sem pausa, o quadril martelando, o líquido dela escorrendo pelas coxas em fios quentes. A luz do abajur banhava os corpos suados, dourada, implacável, revelando cada tremor.

O polegar dele deslizou molhado pela fenda até o ânus e pressionou. Entrou devagar, a resistência cedendo, e ela gemeu alto, o corpo inteiro tremendo. As estocadas na buceta e no cu ficaram sincronizadas, o pau e o dedo invadindo juntos, e ela gritou — um som rouco, descontrolado, que ela não reconheceu como seu. — Implora. 

A ordem veio contra a orelha dela, a respiração quente. Ela mordeu o lábio até doer, mas a pressão aumentou, o ritmo acelerou, e a palavra escapou: — Por favor... por favor, mais... Ele recompensou com mais força, o quadril castigando, o dedo enfiado até o fundo.

Ela desabou de bruços, as pernas moles. Ele a virou de costas com um tapa na coxa, abriu as pernas dela com os joelhos e enterrou o pau de novo, o ritmo ainda mais duro. O suor pingava do peito dele no ventre dela. A mão livre subiu e apertou a garganta, os dedos pressionando os lados, limitando o ar enquanto ele estocava fundo. Ela gemeu com a voz falhando, os olhos revirando. A buceta apertou em espasmos, contraindo no pau dele, e o orgasmo veio em ondas — o líquido quente escorrendo na base da pica, molhando os lençóis.

Ele estocou três vezes sem controle, o corpo tenso, e puxou o pau para fora. O sêmen jorrou espesso sobre o ventre e os seios dela, branco, quente, escorrendo pela pele marcada. A luz do abajur incidia sobre os corpos imóveis, dourada e silenciosa. O sêmen escorre pelo ventre dela enquanto ofega, olhos fechados, corpo ainda tremendo.

O sêmen esfriava no ventre, uma camada que endurecia sobre a pele ainda quente. Ela não moveu um músculo para limpá-lo. A luz do abajur dourava a mancha branca espalhada sobre os seios e a barriga, e ela deixou que ficasse ali — prova, marca, resto. Ele se deitou ao lado, o peito subindo e descendo pesado, e puxou o corpo suado dela contra o dele. O braço dele a envolveu pela cintura, os dedos afundando na carne mole da lateral. 

Ela sentiu o cheiro dele — sal, sexo, o almíscar que impregnava o travesseiro. O ar que ela prendera a noite inteira escapou num sopro longo, e a mão dela subiu devagar até encontrar a dele sobre sua barriga. Os dedos se entrelaçaram frouxos. Ele passou o indicador pelo sêmen no ventre dela e espalhou o líquido morno num círculo lento sobre a pele, o toque leve, quase uma carícia — o contrário exato da violência de minutos antes. Ela fechou os olhos e murmurou "Eu não peço" — mas sua mão apertou a dele.




  Cléia Fialho

sábado, 14 de fevereiro de 2015

ENTRE LENÇÓIS MOLHADOS



O suor escorre,
o tecido gruda em minha pele,
teu cheiro me enlouquece,
meus gemidos se espalham pelo quarto.

Teus dedos me penetram,
tua boca me suga,
meu ventre explode em ondas,
meus gemidos se tornam música profana.

Os lençóis se tornam mar,
nossos corpos, barcos à deriva,
navegando em ondas de prazer.
Cada toque é tempestade,
cada beijo é naufrágio,
cada gozo é ressaca que nos arrasta.

E quando finalmente nos afogamos,
não há volta,
apenas o mergulho profundo
no oceano da luxúria.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

VARANDA PROIBIDA



A noite nos cobre,
o vento acaricia minha pele,
mas é tua língua que me devora.

Me abro inteira,
te recebo sem pudor,
meus gritos se misturam ao silêncio da rua,
pecado exposto, prazer sem fronteiras.

O risco nos excita,
a varanda é altar,
nossos corpos, oferenda.
Cada gemido é confissão,
cada estocada é blasfêmia,
cada gozo é absolvição.

E quando explodimos juntos,
a cidade dorme,
mas nós queimamos,
selvagens, insanos,
devorados pelo próprio desejo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

SOB O CHUVEIRO QUENTE



A água escorre,
meu corpo se abre em rios,
tu me tomas contra a parede.

Teu pau me invade,
meus gemidos ecoam no vapor,
meus dedos se enroscam em teus cabelos,
meu gozo se mistura à água,
meu prazer se torna infinito.

O vapor nos envolve,
nossos corpos se tornam nuvem,
nossos gemidos, trovões.
Cada estocada é raio,
cada beijo é relâmpago,
cada gozo é tempestade.

E quando a água se mistura ao suor,
não há diferença entre dor e prazer,
apenas a explosão selvagem
que nos arrasta ao abismo.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ABISMO DO ÊXTASE



Não há tempo, não há espaço,
apenas nós, devorados pela luxúria.
Teus estocadas me rasgam,
meus gemidos me libertam,
meu corpo se entrega sem medo.

Explodimos juntos,
lágrimas e suor se confundem,
não há começo nem fim,
apenas fogo, apenas loucura,
apenas nós dois,
perdidos no abismo do prazer.

O chão desaparece,
o teto se dissolve,
o mundo se apaga.
Somos só nós,
dois corpos fundidos,
dois instintos sem fronteiras,
dois animais em cio,
devorados pelo próprio delírio.

E quando finalmente nos desfazemos,
não resta nada além da certeza:
somos luxúria, somos pecado,
somos eternidade em carne viva.




  Cléia Fialho

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

TERRAÇO DOS SUSSURROS



Ela encostou os quadris no parapeito frio do terraço e deixou o calor da noite de verão grudar o vestido nas costas. A luz dos postes e dos abajures espalhados pelo piso de cerâmica não deixava um centímetro de sombra — cada fio de cabelo solto brilhava, cada gota de suor entre as omoplatas cintilava. O peito subia e descia num ritmo que ela tentava controlar.

Ele se aproximou por trás sem fazer ruído, os ombros largos bloqueando a brisa. Os braços pousaram no parapeito, um de cada lado do corpo dela, sem tocá-la — mas o calor que emanava da camisa dele colou no vestido dela como uma segunda pele. Ela sentiu o tecido do peito dele roçar de leve as costas dela, uma fricção lenta, mínima, quase um erro de cálculo.

Ela prendeu a respiração. O lábio inferior desapareceu entre os dentes.

— Você tá tremendo — ele sussurrou, a boca perto da orelha dela, a voz baixa e pausada.

Ela não respondeu. Em vez disso, empinou os quadris para trás e encostou o glúteo vestido na coxa vestida dele, um movimento involuntário que a luz do terraço denunciou inteiro — o arco das costas, o tecido esticado, a rendição silenciosa.

Ele deslizou os dedos pela alça fina do vestido dela e a puxou para o centro do terraço iluminado.

Ele puxou as alças finas do vestido dela com as duas mãos, devagar, como se desfizesse um lacre. O tecido escorregou pelos ombros, roçou os mamilos já duros, deslizou pela cintura e se amontoou no chão de cerâmica. Ela ficou nua da cintura para cima sob a luz do terraço — cada curva exposta, cada arrepio visível. Os seios subiram com a respiração presa. Instintivamente, ela cruzou os braços sobre o peito. Ele segurou os pulsos dela com uma mão só e os abriu devagar, forçando os braços para os lados. 

Os seios nus brilharam sob a luz amarelada, os mamilos retesados apontando para ele. Ela mordeu o lábio inferior com força. Ele se inclinou e cobriu a boca dela com a sua. 

A língua dele invadiu sem pedir licença, quente e molhada, misturando saliva num ritmo urgente que ela correspondeu com um gemido abafado. A mão livre dele subiu e agarrou o seio esquerdo dela — o polegar áspero esfregou o mamilo em círculos lentos, provocando um estremecimento que desceu até a barriga. 

Ela levou a mão trêmula até a calça dele e apertou o volume duro por cima do tecido, sentindo a forma latejar contra a palma. Ele soltou a boca dela, respirou fundo, e empurrou-a de costas contra o parapeito do terraço iluminado antes de ajoelhar.

Ajoelhado entre as pernas dela, ele agarrou os quadris e os puxou para a beirada do parapeito. A luz do terraço banhou a pele nua dela, cada centímetro exposto, cada tremor visível. Ele abriu as coxas dela com as duas mãos e mergulhou a boca na buceta molhada. A língua larga lambeu de uma vez só — da entrada encharcada até o clitóris inchado, num trajeto lento que a fez arquear as costas. 

Ele repetiu o movimento, agora em círculos rápidos, a ponta da língua castigando o botão duro enquanto a saliva dele se misturava com o mel que escorria dela. Ela gemeu alto, sem controle, os quadris rebolando contra a cara dele, as mãos agarrando os cabelos escuros. A luz amarelada iluminava o brilho dos fluidos nos lábios dele e na coxa dela. Ele lambeu mais fundo, sugando o clitóris entre os lábios, e ela gritou.

Ele se levantou num movimento só, agarrou a perna esquerda dela e a apoiou no parapeito. A buceta escancarada brilhou sob a luz do terraço. Ele segurou o pau duro e encostou a cabeça na entrada molhada, esfregando devagar. Ela mordeu o lábio inferior. Ele empurrou de uma vez — o pau entrou até a base, a buceta engolindo cada centímetro, o mel espirrando na virilha dele. 

Ele começou um ritmo duro e profundo, as estocadas fazendo os seios nus dela balançarem contra o peito dele, os mamilos duros roçando a pele quente. A mão dele subiu e agarrou a nuca dela, forçando-a a olhar para ele. A luz do terraço banhou o rosto dela — os olhos castanhos arregalados, a boca entreaberta, os gemidos escapando sem controle. 

Ele meteu mais fundo, os quadris batendo com força, o som molhado da buceta sendo fodida ecoando no terraço. Ela agarrou as costas dele e o puxou para dentro, as unhas cravando, os espasmos começando. A buceta apertou o pau em ondas, e ela gozou com um gemido agudo, o fluido escorrendo pelo pau dele.

Ele estocou curto e duro — uma, duas, três vezes. O pau pulsou dentro da buceta, e ele gozou, o seme quente inundando-a. Ele sacou devagar, e o líquido branco escorreu pela coxa dela, gotejando no piso do terraço iluminado. Ela encostou a testa na dele sem desviar o olhar da luz.

O líquido ainda escorria pela coxa dela, morno e espesso, e ela não fez menção de limpar. Ele a envolveu por trás, o peito nu colado às costas nuas, a respiração lenta dos dois se acertando no mesmo compasso. O polegar dele subiu até a nuca e acariciou a marca que os dedos tinham deixado, um círculo pequeno de pressão que ainda ardia. Ela olhou para a luz do terraço — os postes, os abajures, o brilho que antes a fazia desviar o rosto — e respirou fundo, sem fechar os olhos. Apoiou a mão sobre a dele no parapeito do terraço iluminado e ficou.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

QUARTO ESCURO



A penumbra nos envolve,
teu corpo é sombra e fogo,
meus lábios procuram tua boca,
minhas mãos se perdem em tua pele.

Teus dedos me abrem,
tua língua me devora,
meu ventre se contrai em ondas,
meus gemidos ecoam no silêncio.

Somos dois animais em cio,
presas do próprio desejo,
perdidos em luxúria sem fronteiras.




  Cléia Fialho

sábado, 7 de fevereiro de 2015

PRAIA DESERTA



A areia quente sob meu corpo,
o mar como testemunha,
teu suor se mistura ao sal,
meu gosto se mistura ao vento.

Teu pau me invade como maré,
vai e vem profundo,
me arranca suspiros,
me arranca gritos.

O horizonte desaparece,
só existe o ritmo selvagem,
a dança molhada dos nossos corpos.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ENCONTRO PROIBIDO



Porta fechada, segredo guardado,
teu olhar me prende,
minha boca te chama.

Me tomas sem piedade,
me consomes sem demora,
meu corpo se abre inteiro,
minha alma se entrega sem medo.

Cada estocada é pecado,
cada gemido é penitência,
cada gozo é absolvição.

E quando explodimos juntos,
não há mundo além de nós,
apenas fogo, apenas loucura,
apenas nós dois,
devorados pela própria luxúria.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A CHAVE ENTRE OS DEDOS



A vela tremia sobre a mesinha de cabeceira, a única luz no quarto escuro. Ela estava parada junto à janela, os braços cruzados sobre o peito, os olhos fixos na chama que dançava. A chuva batia no vidro, grossa e insistente, e o som preenchia o silêncio entre eles.

Ele se aproximou devagar, os passos abafados pelo tapete. Ela mordeu o lábio inferior, sentindo o latejar da carne entre os dentes. Os dedos calejados dele tocaram-lhe o queixo — ásperos, quentes, firmes. Ele forçou-a a levantar o rosto. Os olhos escuros dele desceram para a boca dela, fixos no lábio vermelho e inchado.

A chama da vela tremeu quando ele se inclinou. O hálito roçou-lhe a orelha.

— Deixa cair.

A mão dele deslizou para a nuca dela, os dedos enroscando-se nos cabelos escuros.

A mão na nuca apertou e Ele puxou-a para a boca. O beijo veio com força, a língua dele empurrando entre os lábios dela, invadindo, quente e molhada. Ela gemeu contra a invasão, as mãos subindo para os ombros largos, agarrando o tecido da camisa. A língua dele recuou e avançou de novo, lambendo o céu da boca, enroscando-se na língua dela. A vela tremeluziu na periferia da visão.

Ele puxou-lhe a blusa pela cabeça. O sutiã seguiu-se, os dedos calejados desfazendo o fecho com um gesto seco. O linho frio dos lençóis recebeu-lhe as costas quando Ele a empurrou para a cama. A mão direita subiu-lhe pelo ventre, fechou-se sobre o seio nu. O polegar passou pelo mamilo — uma vez, duas — e o bico endureceu sob a pressão áspera.

A boca dele desceu pelo pescoço enquanto os dedos deslizavam para a cintura da calça, puxando o tecido pelas coxas. A calcinha ficou, fina e já manchada de umidade. Ele tocou-a por cima do algodão molhado, o contorno da vulva inchada sob a ponta dos dedos. Ela mordeu o lábio até doer.

Ele afastou a calcinha para o lado. Dois dedos médios deslizaram pela fenda encharcada e empurraram para dentro. Os dedos de Ele entraram fundo e Ela arqueou as costas, um gemido quebrando na garganta.

Ele puxou a própria calça para baixo. O pênis saltou, duro, a glande roxa e brilhante. Ela olhou — as pupilas dilatadas, a boca entreaberta. Ele não esperou. Posicionou a ponta na entrada encharcada e empurrou com uma estocada seca até a base. Ela gritou. As paredes da vagina apertaram o comprimento inteiro, um espasmo quente que arrancou um gemido grave da garganta dele. Ele recuou os quadris e bateu de novo, mais fundo, o som de pele molhada ecoando no quarto escuro. Os testículos bateram contra a vulva inchada. A chuva martelava a janela, o ritmo externo ecoando cada investida. Ela cravou as unhas nas costas largas, arranhando a pele até ficar vermelha. As pernas se enrolaram na cintura dele, os calcanhares pressionando as nádegas duras. 

Ele bombeava rápido, brutal, os quadris colidindo contra as coxas abertas. Os seios dela balançavam com cada impacto, os mamilos duros roçando o peito cabeludo. Ele enfiou a mão nos cabelos escuros e puxou para trás, expondo a garganta. A boca desceu pelo pescoço, a língua lambendo o sal da pele enquanto o pênis fodia mais fundo. Líquido vaginal escorria pela coxa dela, lubrificando cada estocada, brilhando na luz trêmula da vela. Ela implorou — palavras quebradas, a voz falhando. Ele gemeu contra a orelha dela, os maxilares contraídos. 

O ritmo acelerou até a fricção os fazer gritar juntos. A vagina contraiu em ondas, apertando o pênis, e Ele pulsou dentro dela. O sêmen quente jorrou, enchendo a fenda, escorrendo ao redor da carne ainda enterrada. O corpo dela tremeu em orgasmo, as unhas deixando marcas fundas. Os corpos desabaram juntos, o sêmen escorrendo nos lençóis enquanto a vela se apagava.

A respiração dele ainda vinha pesada, mas já mais lenta, o peito subindo e descendo sob a cabeça dela. Ela sentia o coração desacelerar contra a orelha, o tambor interno passando de galope para um ritmo estável. O suor esfriava na pele de ambos, misturando-se ao cheiro de sexo e cera queimada que pairava no quarto escuro.

Lá fora, a chuva diminuía. O que antes era martelada furiosa na janela agora era um tamborilar espaçado, gotas preguiçosas escorrendo pelo vidro. O silêncio crescia entre uma gota e outra, preenchendo o quarto com uma quietude nova.

Ele acariciou os cabelos desfeitos dela. Os dedos calejados deslizavam lentos, desembaraçando os fios escuros com uma paciência que não existia minutos atrás. O toque era leve, quase uma bênção. As pontas dos dedos traçavam círculos no couro cabeludo, desciam pela nuca, subiam outra vez. Ela não se mexia. Deixava.

Os olhos dela se fecharam. A mandíbula, que estivera travada a noite inteira, finalmente cedeu. Os ombros desabaram contra o colchão. O último resquício de tensão escapou num suspiro longo, o ar saindo dos pulmões como se ela estivesse expulsando algo mais do que ar.

A coxa dela ainda repousava sobre a dele, o sêmen já frio entre as pernas, os lençóis úmidos amassados sob os corpos. Mas nada disso importava agora. O que importava era o polegar dele desenhando uma linha na testa dela, descendo pela têmpora, contornando a orelha.

Ela abriu os olhos devagar. No escuro, mal distinguia o rosto dele. Mas sentia. Os dedos dela se entrelaçaram aos dele, as palmas se encontrando no peito ainda úmido de suor. Apertaram-se. Ficaram assim.




  Cléia Fialho