TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 21 de agosto de 2021

EM MEIO AOS LENÇÓIS 



Nós dois na cama em meio aos lençóis
 Te beijo loucamente chupadas de língua
 Sensação maravilhosa cheiro de sexo no ar
 Sou um macho safado e tarado
 meus instintos cafajestes florescem
 Ao mesmo momento em que te beijo
 Minha mão ousada está entre suas pernas
 Com meu dedo médio adentro sua pepeca quentinha


Que já molhada cede com facilidade
 Logo caio chupando te fazendo gozar na minha boca
 Tesão aumenta delícia tu és uma deusa do prazer
 Com estocadas lentas em sua gruta
 vou metendo e você pede mais forte
 Sinto vindo o momento da celebração
 Explodo te enchendo todinha, que gozada farta
 Nos deliciamos na cama desarrumada.


Sobre o vermelho do lençol,
 teu corpo é escol
 Com a boca atrevida,
 minha língua então lapida
 O teu ereto falo,
 deliciosamente resvalo
 Até artéria escrotal,
 libertina e sensual
 Enquanto os teus dedos,
 violam meus segredos.


Minha gruta molhada,
 tal como uma granada
 Quer nos teus lábios pousar,
 tremente e gozar
 No momento do apogeu,
 teu sexo no meu
 Os corpos se inflamam,
 orgasmos se derramam
 Banhando nosso leito,
 onde o desejo é satisfeito.




  Cléia Fialho & Goulart Jeff

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

ENTRE O DESEJO E A ENTREGA



Pedir-te a mão,  
a boca entreaberta,  
um rasto de saliva  
descendo lento pela garganta.

Pedir-te que me dispas  
sem pressa,  
que me deites  
de bruços sobre o silêncio,

e que os meus seios  
encontrem o teu rosto,  
enquanto a noite aprende  
a respirar entre nós.

Que as tuas mãos percorram  
o mapa da minha pele,  
e que cada suspiro  
seja uma promessa cumprida.

No escuro,  
sem medo nem pudor,  
entrego-te o meu desejo —  
inteiro, ardente,  
à espera do teu.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

DESPERTANDO A IMAGINAÇÃO

 


Safadeza, jogo de sedução
Palavras picantes,
Despertando a imaginação.

Teu riso em provocação,
Olhar cheio de malícia,
Misturando tentação
Com doçura e carícia.

No silêncio da distância,
O desejo cria asas,
E a noite perde a calma
Quando teu charme me abraça.

Entre versos e suspiros,
Vai queimando a emoção,
Safadeza delicada
No compasso da paixão.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

CHEIRANDO A RELÂMPAGO



A chuva bate no telhado enquanto tu 
me encostas na parede.
Teus dedos escorregam no meu peito molhado
cada gota que desce do teu cabelo 
é um rio na minha clavícula
e eu respiro fundo o cheiro de terra e de ti.

Tua pele brilha como asfalto depois da tempestade
e o ar pesa de eletricidade e desejo.
Tu cheiras a ozono, a roupa lavada, a mato pisado
enquanto a água escorre pelas tuas costas 
e encontra as minhas.

Tuas mãos frias aquecem na curva da minha cintura
e a intimidade entre nós cresce como maré.
Cada beijo teu tem gosto de chuva e de saliva
e eu te bebo como quem bebe nuvem e trovão.

O vidro embaça com o calor dos nossos corpos
e eu desenho teu nome no vapor da janela
enquanto tu deslizas em mim igual enxurrada
e eu me entrego — 
molhado, aberto, cheirando a relâmpago.




  Cléia Fialho

terça-feira, 17 de agosto de 2021

PEDIR-TE QUE ME OLHES



Pedir-te que me olhes e me aceites, sussurrou, aproximando-se devagar, sentindo o calor do olhar dele que a percorria como uma chama suave.

Era um convite para que ele a invadisse com seus sentidos, para que sentisse o que ela já pressentia dentro de si.

O silêncio entre eles era denso, carregado de uma expectativa que fazia o tempo parecer parar.

Miguel estendeu a mão, tocou o rosto de Noelia com uma ternura que a fez estremecer, e no gesto, pediu que ela também o desejasse, que se entregasse ao momento sem medo.
Ela sentiu os dedos dele deslizarem pela curva do seu pescoço, descendo devagar pela espinha, traçando caminhos de fogo sobre a pele nua.

Cada toque era uma pergunta, cada carícia, uma resposta.
Os lábios dele encontraram a sua nuca, e ela arqueou o corpo, oferecendo-se como fruto maduro.

— Olha-me — pediu ela, em voz rouca.
E ele obedeceu.

Os olhos dele desceram pelo colo, pelo vale entre os seios que subiam e desciam na respiração ofegante, pelo ventre que se contraía sob o olhar faminto.
Ela sentiu-se despida antes mesmo de as roupas caírem.

Pedir-te que me peças, que te queira, ela implorou em pensamento, enquanto seus lábios se aproximavam dos dele, buscando a língua que conhecia, o sabor que não se separava das horas partilhadas.

As mãos dele encontraram suas coxas, subiram lentas, abriram caminho entre o desejo e a pele molhada.
Ela mordeu o lábio inferior, perdeu-se no ritmo dos dedos que a conheciam como ninguém.

O mundo lá fora desaparecia, e restava apenas o eco de seus suspiros e a dança de seus corpos.

Ela montou nele devagar, sentindo cada centímetro entrar, preencher, completar.
Os quadris dele subiam ao encontro dela, numa cadência antiga, numa dança que só os amantes conhecem.

— Não pares — gemeu ele, e ela sorriu, acelerando o movimento, sentindo o prazer crescer como onda prestes a quebrar.

Os dedos dela cravaram-se nas costas dele, as pernas apertaram-lhe a cintura, e o mundo explodiu em cores que só os corpos unidos podem ver.

Naquele instante, entre toques e promessas silenciosas,
Noelia percebeu que o amor era também um convite para se perder e se encontrar no outro, para aceitar e ser aceita em cada instante, sem pressa, apenas com desejo e entrega.

O suor misturava-se na pele, os corações batiam juntos, e ela sentiu-o ainda dentro dela, palpitando, pertencendo.

O que começou como um pedido tímido transformou-se numa celebração do amor, onde olhar, querer e sentir se tornaram um só.

E ali, na penumbra do quarto, entre lençóis amassados e corpos saciados,
Noelia entendeu que o verdadeiro erotismo não está no gesto, mas no olhar que o antecede.

— Olha-me — repetiu, já no silêncio pós-amor.
E Miguel olhou.
Ela viu-se refletida nos olhos dele, e soube que nunca mais precisaria pedir.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

SUSSURROS NO ESCURO



Pele colada, respirações ofegantes,
Lábios que mordem, dentes que provocam,
Mãos que apertam curvas incendiantes,
No escuro, corpos que se entrelaçam e saturam.

A língua percorre trilhas proibidas,
Segredos sussurrados em gemidos,
Aquecemos noites já esquecidas,
Em êxtase, somos ecos perdidos.

Penetração lenta, profunda e voraz,
O suor escorre, mistura-se ao prazer,
Somos tempestade, fome e paz,

No abraço onde o mundo vai morrer,
O orgasmo explode, intenso e sem freio,
Somos loucura, fogo e meio.




  Cléia Fialho

domingo, 15 de agosto de 2021

VOU TE AMAR



Vou te amar com sede,
sentir teu corpo ardente,
no chão, na cama, na rede.
 
Vou te amar com fome,
devorar teus beijos intensos,
serenar o que me consome.
 
Vou te amar sem limites,
explorar cada pedaço teu,
por onde minha mão transite.
 
Vou te amar com paixão,
desvendar cada mistério,
numa dança sem direção.
 
Vou te amar com loucura,
sentir o gosto do teu prazer,
sem baliza e sem censura.
 
Vou te amar com todo o meu ser,
em cada toque, em cada suspiro,
até o seu sexo adormecer.




  Cléia Fialho

sábado, 14 de agosto de 2021

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

MOMENTO DE UMA PAIXÃO



Te beijo e saboreio com desejo ardente,
Lambo cada curva, cada região,
Deixo minhas marcas em tua pele, canção.
Ergue-me as ancas com mão firme e segura, 
Entra em mim profundo, sem hesitação,
Faz-me gemer em versos de paixão,
No ritmo do nosso desejo, nos perdemos.

Teu corpo é poema, meu verso preferido,
Cada toque, um verso que se escreveu,
Na dança sensual, nos perdemos,
Cada movimento, um verso erótico.
Tua pele é poema, minhas mãos, pincéis,
Pintando amor no teu corpo e no meu,
Cada carícia, verso que se escreveu,
Na tela do desejo, somos arte e paixão.

Nafonia do prazer, somos música,
Cada gemido, nota que ecoa,
Na noite quente, somos versos e rimas,
No momento de uma paixão inapagável, nos perdemos.
Tua voz sussurra, ecoa em minha alma,
A cada toque, um verso libertino,
Teu corpo é mapa, que eu decifro aos poucos,
Na dança lasciva, somos versos e rimas.

Teu corpo é poema, meu verso favorito,
 toque, um verso que se escreveu,
Na dança sensual, nos perdemos,
Cada movimento, um verso erótico.
Tua pele é poema, minhas mãos, pincéis,
Pintando amor no teu corpo e no meu,
Cada carícia, verso que se escreveu,
Na tela do desejo, somos arte e paixão.

Na sinfonia do prazer, somos música,
Cada gemido, nota que ecoa,
Na noite quente, somos versos e rimas,
No momento de uma paixão inapagável, nos perdemos.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

MÃOS DE COMANDO



A cada toque, a cada sussurro,
Desvendas segredos enterrados,
E em cada beijo, um mundo novo,
Onde somos livres, plenos, e apaixonados.

O calor do desejo nos envolve,
Num abraço selvagem, visceral,
Onde o tempo se dissolve,
E tudo se torna um só pulsar.

Bebo da  tua boca, ainda com sede,
Sorvo tua língua com fome de néctar,
Percorro teu corpo com lábios famintos,
Deixo em ti marcas da minha presença.

Elevas minhas ancas com mãos de comando,
Penetras-me profundamente, sem hesitação,
Fazes-me cantar com suspiros extasiados,

Teus olhos, faróis no escuro,
Perdem-se no oceano das minhas curvas.
E então, no entrelaçar de nossos mundos,
Somos tempestade, fogo e furacão.




  Cléia Fialho