quinta-feira, 28 de julho de 2022
quarta-feira, 27 de julho de 2022
SOMBRAS E SUSPIROS
Gemidos rápidos
Sombras e suspiros
Desejos incontidos.
terça-feira, 26 de julho de 2022
CHUVA DE DELÍRIOS
A noite se abre em dilúvio,
chuva de delírios escorrendo pela pele,
cada gota é vertigem,
cada respingo, um grito contido.
Os corpos se tornam nuvens pesadas,
despejando segredos em torrentes,
e o prazer cai como relâmpago,
rasgando o silêncio em clarões.
Não há abrigo, não há refúgio,
apenas a entrega ao dilúvio,
onde o desejo é rio sem margens
e o gozo, enchente que nos arrasta.
Na chuva de delírios,
somos tempestade em carne viva,
somos vertigem que não se contém,
somos eternidade em combustão.
segunda-feira, 25 de julho de 2022
ETERNIDADE A ALÇAR
Nas folhas do tempo,
Os poetas entornaram,
Suas palavras e almas,
Ao vento esvoaçaram.
No palco das estrelas,
Seus versos ecoaram,
Eram sábios do sentir,
D'alma e do amor.
Cantaram a vida,
Até a dor,
Com muito fervor,
Suas belas letras como rios.
Fluíram sem cessar,
No oceano da poesia,
A eternidade a alçar,
Nas folhas do tempo.
domingo, 24 de julho de 2022
REENCONTRO
Este resumo não está disponível.
Clique aqui para ver a postagem.
sábado, 23 de julho de 2022
OCEANO DA CARNE
A carne se abre como mar profundo,
ondas de vertigem se erguem em gemidos,
correntes arrastam sem piedade,
e cada toque é naufrágio inevitável.
Afogo-me em tua pele líquida,
como náufrago que deseja perder-se,
sem bússola, sem porto,
apenas o infinito que engole.
O oceano da carne é vastidão selvagem,
um abismo salgado de prazer,
onde o corpo se dissolve em tempestade,
e o delírio se torna eternidade líquida.
sexta-feira, 22 de julho de 2022
SUSSURROS ENTRE O CORPO E A NOITE
Teu nome escorre lento,
gota quente sobre a pele,
desenhando mapas que só
o desejo sabe ler.
A tua respiração me alcança
antes das tuas mãos,
ventania baixa que levanta
a cortina da minha calma.
És brasa que não queima,
mas invade,
se instala devagar sob as costelas,
desfazendo nós que eu nem lembrava ter.
Me perco no contorno do teu riso,
na curva do silêncio entre um beijo e outro,
onde o tempo se entrega e vira pó de estrela
nas dobras do lençol.
E quando teus dedos me encontram,
o mundo vira canto abafado,
gemido antigo que volta da neblina,
ritmo que eu sabia de cor sem nunca ter aprendido.
Fica.
Que a noite ainda é nossa,
e o corpo pede mais que promessa:
pede verdade, pele contra pele,
até virar coro final o nosso arfar.
quinta-feira, 21 de julho de 2022
DESEJO ARDENTE
Ofegante, mergulho em anseios carnais,
Meu ser consome-se em chamas de paixão,
Cada pensamento é um turbilhão,
E a presença queima, me rouba a paz.
A mente não se desvia do seu toque,
Cada gesto, um convite à perdição,
Tudo em mim vibra, em pura exaltação,
E a noite se torna palco do amor.
Perco o sono, preso à intensa obsessão,
No abraço selvagem, sinto-me completo,
A carne implora, em um grito secreto,
E o desejo nos une em delirante tesão.
Cru e visceral, o meu peito é ardor,
Invade, envolve, sem qualquer pudor,
E nessa dança de um voraz esplendor,
Somos chama, paixão que não se esconde.
Linda Interação do Amigo Poeta J R
"Valorizar a essência dessa sensibilidade
faz me ver com transparência
aumentar minha vontade
se o ego, ele existe
é porque é importante
a essência só existe se existir a transcendência
aos olhos de um amante
que disposto está por ter
um desejo instigante
mesmo que isso só for por apenas um instante"
quarta-feira, 20 de julho de 2022
CELEBRAÇÃO POÉTICA
Rodopiando em círculos, as palavras vão
Sons e sílabas em um melancólico refrão
Ecoando em um ritmo hipnótico sem fim
Entoando a canção que nasce em mim.
Mundo de sonhos em uma dança circular
Belas quimeras são um convite a sonhar
Explorar o universo que a poesia conduz
Onde as palavras se transformam em luz.
Criando novos sentidos e significados
Um universo de possibilidades e estados
Em um fluxo eterno de todos os sentidos
Celebração poética de amores vividos.
terça-feira, 19 de julho de 2022
POEMA ESCRITO EM BRASA
Cada impulso teu desperta um clarão,
um idioma secreto tatuado na minha pele.
Meu corpo responde em cadência indomável,
verso vivo, que pulsa sem desenfreado.
Minhas curvas convocam tempestades,
ritmam o delírio que nos devora.
embriagadas pela chama do desejo.
No calor da tua voz entrecortada,
o silêncio também aprende a arder.
Somos dois horizontes sem fronteiras,
dois abismos sem margens,
fundindo respiração, calor e vertigem,
até que o tempo se dissolve,
na intensidade que nos atravessa.
Quando o arrepio alcança o auge,
E o êxtase enfim nos atravessa,
permanece em mim a lembrança do teu calor,
uma assinatura invisível, profunda,
guardada onde nem a chuva consegue chegar,
gravada onde nenhuma água alcança.
E repouso entre lençóis desalinhados,
renascida daquilo que incendiou meus sentidos.
permaneço deitada na cama revolta,
Sou poema moldado pelas brasas,
nascida das chamas,
palavra viva que se recusa a apagar,
e escolheu permanecer acesa.
Assinar:
Postagens (Atom)


.jpg)




.jpg)